Líder do PMDB apresenta nomes para comissão do impeachment

O líder do PMDB na Câmara apresentou a lista dos oito deputados titulares e oito suplentes do partido indicados por ele para compor a comissão

Brasília – O líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani (RJ), apresentou na noite desta segunda-feira a lista dos oito deputados titulares e oito suplentes do partido indicados por ele para compor a comissão especial que analisará o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Para as vagas de titulares, Picciani indicou ele próprio –como os demais líderes estão fazendo– além dos deputados peemedebistas Celso Maldaner (SC), Daniel Vilela (GO), Hildo Rocha (MA), João Arruda (PR), José Priante (PA), Rodrigo Pacheco (MG) e Washington Reis (RJ).

Esses nomes, porém, disputarão as vagas na comissão especial na terça-feira com uma chapa avulsa formada por dissidentes do PMDB e partidos da oposição. Líderes opositores acusaram as listas elaboradas pelos líderes da base de serem “chapa-branca”.

“Eu considero essa composição equilibrada, não há nenhum compromisso com quem quer que seja para votar de forma A ou B”, disse Picciani, afirmando que não caberia indicar nomes que tenham uma posição muito radicalizada.

“O tema do impeachment não une, nem o PMDB, nem nenhum outro partido e mesmo a sociedade. Então, não há que se falar em unidade em um tema que não tem unidade”, disse Picciani.

A apresentação de uma chapa alternativa para disputar no voto as nomeações foi um dos motivos apresentados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para adiar para terça-feira a eleição para formação da comissão especial que analisará o pedido de impeachment.

Em linha com o que o governo tem defendido, Picciani afirmou que o processo de impeachment precisa ser resolvido logo. Nos bastidores, avalia-se dentro do governo que há mais chances de o impeachment ser barrado se for votado mais rapidamente.

“Outra coisa que me causa estranheza é que aqueles que defendiam arduamente a abertura do processo de impeachment agora defendem uma tese de obstrução do trâmite do processo”, disse.

“O impeachment é um instrumento de absoluta força e gravidade… é uma ferida aberta e quanto mais tempo esta ferida ficar aberta, o país perde. O ideal para o Brasil é que esse processo se finalize o mais rapidamente possível”, acrescentou.