Hospital declara morte de Marisa Letícia nesta sexta-feira

A ausência de fluxo cerebral em Marisa foi detectada na quinta-feira (2), quando a família autorizou o início dos procedimentos para doação de órgãos

São Paulo — O Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, declarou nesta sexta-feira, 3,  a morte de Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Boletim médico do hospital informou que Marisa morreu às 18h57, aos 66 anos, vítima de complicações de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A ausência de fluxo cerebral em Marisa foi detectada na quinta-feira (2), quando a família autorizou o início dos procedimentos para doação de órgãos. No entanto, exames só oficializaram a morte da ex-primeira dama nesta sexta-feira.

Ela deixa quatro filhos, um de seu primeiro casamento e três do casamento com Lula.

Marisa estava internada no hospital desde o dia 24, em decorrência da ruptura de um aneurisma cerebral (dilatação de uma artéria ou veia que irriga o cérebro), o que causou o AVC. Inicialmente, Marisa foi atendida no Hospital Assunção, em São Bernardo do Campo, São Paulo. Depois, foi encaminhada ao Hospital Sírio Libanês, na capital paulista.

Após o atendimento de emergência, ela foi submetida à embolização (estancamento) do aneurisma para conter a hemorragia. Também foi instalado um cateter para drenar o sangue que se espalhou pelo cérebro e para medir a pressão intracraniana. Esse aneurisma já havia sido diagnosticado há 10 anos, mas, como era pequeno, na época os médicos avaliaram que não era necessária uma cirurgia.

Desde que recebeu o tratamento para conter o AVC, Marisa estava em coma induzido na UTI do Sírio Libanês. 

Biografia

Marisa Letícia nasceu em 7 de abril de 1950, em São Bernardo do Campo, em uma família de imigrantes italianos da região de Palazzago, na Província de Bérgamo, norte da Itália. Seus pais, nascidos no Brasil, eram vendedores de verduras e legumes na região do ABC Paulista.

Marisa estudou apenas até a 7ª série e, ainda criança, começou a trabalhar como babá. Aos 13 anos, ela teria se tornado operária em uma fábrica de chocolates. Depois, trabalhou no departamento de educação da prefeitura de São Bernardo do Campo.

Em 1970, Marisa casou-se pela primeira vez com Marcos Cláudio dos Santos, um taxista que morreu em São Bernardo do Campo três meses depois do casamento. Ela estava grávida na época e seu filho sequer chegou a conhecer o pai.

Conheceu Lula no Sindicato dos Metalúrgicos em 1973, quando, aos 23 anos, tentava obter um pecúlio deixado pelo primeiro marido. Casou-se com o metalúrgico em 1974 e, com ele, teve mais três filhos, Fábio, Sandro e Luís Cláudio.

O filho do primeiro casamento, Marcos Cláudio, foi registrado por Lula e, mais tarde, também incorporou o sobrenome Lula da Silva no registro, em homenagem ao padrasto.

Um ano depois do casamento, Lula se tornou líder do sindicato, e Marisa, figura avessa aos holofotes e a entrevistas, passou a acompanhar o marido na vida política com seu jeito discreto. Ela estava ao lado de Lula quando ele foi preso em casa em 1980 pelos agentes do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) durante a ditadura militar.

Na corrida eleitoral de 2002, quando o marido elegeu-se presidente pela primeira vez, ela viajou por todo o país ao lado de Lula e subiu nos palanques eleitorais. Com a vitória do petista, tornou-se a primeira ex-babá a virar primeira-dama do País.

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Em setembro de 2016, junto ao marido Fábio Luís Lula da Silva (o Lulinha), Marisa tornou-se ré na Operação Lava Jato em denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) e acolhida pelo juiz federal Sérgio Moro. Ela responde pela acusação de lavagem de dinheiro por conta de um apartamento tríplex no Guarujá. O imóvel (e reformas feitas nele) seria resultado de propinas recebidas do Grupo OAS.

Ela também teve seu nome envolvido na investigação da Polícia Federal (PF), no âmbito da Lava Jato, sobre o sítio de Atibaia, de propriedade dos empresários Fernando Bittar e Jonas Suassuna. Segundo relatório da PF, Marisa e Lula seriam donos do sítio e teriam orientado reformas de mais de R$ 1 milhão na propriedade.

O Instituto Lula e os advogados do casal afirmaram, durante a fase de investigação e denúncia dos dois casos, que o casal não era proprietário do apartamento ou do sítio e que agiram de acordo com a lei.

*Com informações de Estadão Conteúdo.

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Comentários

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  1. Antônio Carlos Meneghin

    O molusco é um carniceiro, matou a mulher de desgosto e depois mandou fatiar antes dela morrer! Tudo isto pensando na eleição de 2018! Vai arder no fogo do inferno, este crápula!