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Última atualização 24/05/2017 - 17:20 FONTE

Governo tenta retomar crédito imobiliário

Setor ficou irritado com a decisão do presidente Michel Temer de liberar o saque total das contas inativas do FGTS

Brasília – O governo federal vai intensificar nesta semana a discussão de medidas para a retomada do crédito imobiliário. O setor ficou irritado com a decisão do presidente Michel Temer de liberar o saque total das contas inativas do FGTS. O fundo é tradicional fonte de recursos para financiamento da casa própria.

A equipe econômica apresentou simulações ao segmento para mostrar que a liberação do saque das contas inativas do FGTS não trará problemas para as empresas.

Segundo um integrante da equipe econômica, o governo avalia que é preciso acelerar as medidas, pois as construtoras têm tido desempenho baixo.

A avaliação é de que, além de fatores como desemprego e queda na renda, os bancos também ficaram mais “seletivos” ao liberar crédito.

A indústria da construção pressionou o governo para não incluir o saque do FGTS no pacote de medidas microeconômicas.

Depois de algumas conversas, o setor até aceitou a medida, desde que fosse estipulado um teto para a retirada – ponto que ficou de fora da proposta. Agora, o governo tenta conter a insatisfação.

O jornal O Estado de S. Paulo apurou que uma das ações em estudo é a flexibilização das exigências dos bancos nos financiamentos aos empreendimentos.

Hoje, as instituições financeiras dão prazo de 180 dias depois do Habite-se para que incorporadoras e construtoras quitem as parcelas dos financiamentos. Com a queda na venda dos imóveis, esse prazo está sendo insuficiente.

Na repactuação das dívidas, os bancos transferem os financiamentos da carteira imobiliária (com taxas entre 9% e 10%) para a carteira comercial (com juros entre 17% e 18%). Além disso, a repactuação impede que as empresas contratem novos empréstimos.

“Está faltando sensibilidade por parte dos bancos para o momento em que estamos vivendo. É preciso adequar esses contratos de 2012 e 2013 a uma nova realidade”, afirma José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).

O setor defende que o governo federal tire do papel um mecanismo de estímulo às Parceiras Público-Privadas (PPP) pelas prefeituras de obras com potencial de alavancar a economia.

Para deslanchar esse modelo, a indústria da construção diz que é preciso permitir que as administrações oficiais ofereçam como garantia os recebíveis dos serviços públicos.

Por exemplo: se é uma PPP para modernizar a iluminação de uma cidade, a garantia poderia ser uma conta vinculada, administrada por um banco, para onde seriam destinados os recursos pagos pela população pelo serviço.

Essas parcerias poderiam envolver a área técnica da Caixa Econômica Federal. Segundo a Cbic, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, apoia a iniciativa.

Teto

O setor também insiste que o governo aumente o valor dos imóveis financiados pelo Minha Casa, Minha Vida, atualmente em R$ 225 mil. A ideia chegou a ser incluída no “pacote de Natal” anunciado por Temer, mas foi retirada.

A ideia é que, se o valor do imóvel financiado pelo programa de habitação subir a R$ 300 mil, com recursos do FGTS, a renda máxima dos beneficiários subiria dos atuais R$ 6,5 mil para cerca de R$ 8,5 mil.

“Tem que calibrar até onde a renda pode subir para não comprometer a saúde financeira do FGTS”, diz o presidente da Cbic.

O governo tem analisado com a categoria medidas para o MCMV, mas a estratégia é focar na questão global para dinamizar o setor.

Outro pedido é a retomada do programa de investimentos federais em aviação regional, lançado pela ex-presidente Dilma Rousseff, mas em menor escala.

Lançado em 2012 pelo governo da petista, o plano era fazer investimentos em 270 pequenos e médios aeroportos. O Banco do Brasil tem prontos os projetos de cerca de 50 unidades.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários

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  1. Silvio Roberto da Silva

    Como sempre os empresários da construção civil , só pensam em si próprio e nos seus lucros! Inflacionaram o preço do metro quadrado , em função da facilidade que o governo proporcionou baixando os juros , porém na mesma medida os empresários aumentaram o preço do metro quadrando , aumentando substanciosamente seus ganhos e agora não querem que o FGTS seja liberados para os seus legítimos donos , pois , no modo de ver dos empresários , a venda continuaria fraca. O momento atual é preciso pensar nas pessoas e não em seus próprios interesses!

  2. MARCHA DA SENSATEZ EM 2017

    Demorou três anos para o país perceber que não pode tacar fogo no Brasil para pegar os corruptos. Quando o país já estava embriagado pelo espetáculo da republica de Curitiba, Lula espertamente jogou o feitiço contra os justiceiros.

    . “O dinheiro do PT vem da corrupção e o dos outros partidos do sacristão”, fulminou a Seperte. Era a vacina para o seu eleitorado e o convite para que todos os demais deitassem em sua cova, armada pelos curitibanos.

    . “Se morto viro mártir, se preso viro herói e se livre viro presidente!” Lula traçou o seu destino e passou a jogar com o confronto contra Sergio Moro. Seu sonho é antecipar as eleições para 2017 e, eleito “faria tudo outras vez.”

    Candidato, Lula está com o pé garantido no segundo turno mesmo se for em 2018. Mesmo preso tem 35% dos votos. Seus oponentes foram todos trucidados pela máquina dos justiceiros e o segundo-turno será um passeio.

    Se preso lançará um Poste e do presidio irá comandar o movimento para libertar o “herói injustiçado pelo partidário Sergio Moro.” De lá, atribuirá o desemprego e a fome, ao golpe contra Dilma e à caça as bruxas que trouxe insegurança para o mercado. Perseguidos, os empresários abraçarão sua campanha com a promessa de anistia para todos.

    Para vencer Lula será preciso de muita astúcia. É fato que Temer foi sócio da Serpente e de seu Poste (Dilma) e, que todos alimentaram do fruto da árvore envenenada. Porém, a escolha moralistas é a da Serpente.

    Temer tem um apoio nunca visto no Poder Legislativo. Está usando esse apoio para corrigir os erros de 12 dos PT, abrindo uma possibilidade para que o país reencontre a paz e a prosperidade em 2017. É desse solo fértil que poderá nascer novos dirigentes eleitos em 2018, comprometidos com os legítimos interesses e necessidades do país.

    A crise, a falta de segurança jurídica e a aberração partidária são as trilhas da Serpente.

    Urge reformar o Poder Judiciário para punir a omissão ou mal prática dos agentes da lei que se afastam das leis e dos fatos, dando previsibilidade nas disputas, da qual nasce o senso de Justiça e paz.

    Urge reformar o Poder Político para acabar com o financiamento público e o voto obrigatório, deixando que a sociedade se organize livremente para apoiar seus interesses de forma aberta e transparente, legalizando e profissionalizando o lobby.

    A marcha da sensatez é enfrentar e matar a Serpente no ninho, isto é nas urnas. Com essas medidas, Lula terá que atuar em um campo aberto e limpo e não poderá contar com seus truques.

    Gil Lúcio Almeida, PhD

    1. ViP Berbigao

      kkk !!! Dá-lhe ThC

  3. Rodrigo Portela

    Realmente inflacionaram o mercado, há 10 anos as pessoas tinham condições de comprar e pagar o seu imovel em poucos anos, hoje somente em longos financiamentos , que no fim vc chegar pagar ate 3x o valor do financiamento. Pura ganancia de empresários e corretores de imoveis, mas ha quem interessa praticar essa politica de terra arrasada , se no fim todos estão endividados e sem condições de pagar os seus emprestimos. O Brasil precisa baratear o quantoo seu custo, pois esta inviabilizando inclusive as próximas gerações , que terão seu futuro comprometido com dívidas e incertezas.