Governo prepara PDV para servidores federais

A ideia é oferecer aos interessados até 1,5 salário por ano trabalhado; o governo espera adesão de 5 mil funcionários

Em dificuldades para fechar as contas, o governo prepara um programa de demissão voluntária (PDV) para servidores federais do Poder Executivo.

A ideia é oferecer aos interessados até 1,5 salário por ano trabalhado. Uma Medida Provisória (MP) deve ser editada entre hoje e amanhã para estabelecer as normas do programa.

Segundo o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o governo espera adesão de 5 mil funcionários e uma economia de R$ 1 bilhão por ano com a medida.

As informações foram confirmadas pela assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento, órgão responsável pela gestão de pessoal no governo federal.

Os detalhes do PDV ainda estão sendo fechados, mas a expectativa é que os efeitos em termos de economia sejam percebidos apenas a partir de 2018.

A despesa com pessoal deve chegar a R$ 284,47 bilhões neste ano, segundo estimativa da área econômica divulgada no relatório de avaliação de receitas e despesas do terceiro bimestre.

Trata-se do segundo maior gasto do governo, depois dos benefícios previdenciários (R$ 559,77 bilhões neste ano).

O governo tem sido criticado por ter aprovado, no ano passado, uma série de reajustes para servidores federais.

Neste ano, a conta com despesas de pessoal e encargos sociais deve aumentar R$ 26,6 bilhões em valores nominais (sem descontar o efeito da inflação).

Em 2018 e 2019, a estimativa é de que esse gasto cresça R$ 22 bilhões em cada um dos anos, segundo a Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira (Conorf) da Câmara dos Deputados.

O PDV tem sido um instrumento muito utilizado em empresas estatais para diminuir o quadro de funcionários e, consequentemente, reduzir o tamanho da conta de pessoal.

Nos últimos três anos, o governo federal desligou 50.364 funcionários das estatais com os PDVs e as aposentadorias incentivadas, como mostrou o Estadão/Broadcast.

O número representa 77% do público-alvo dos programas autorizados pela Planejamento.

Comentários

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  1. O governo deveria demitir imediatamente todos os médicos e professores e vender as escolas, e hospitais. Deveria fazer o mesmo com Correio, INSS, Banco do Brasil, Caixa, Petrobrás e outros.

  2. Maurovisk Nascimento

    Há dois erros no texto. Não se trata do “segundo” maior “gasto”. Gasto é aquilo com o qual não se tem retorno. No caso, é investimento, pois há uma prestação de serviços por parte dos servidores em troca dos vencimentos. Gasto é a dívida pública federal que é o maior gasto do governo, pois não traz retorno algum, só há desembolso de bilhões bilhões só com os juros. E este é maior que o custo da Previdência e de pessoal.

    1. thiago silva lima

      Concordo plenamente, sem contar que ao contrario com os gastos com juros da divida publica, 27% do salario retorna a mão do governo por meio de imposto de renda retido na fonte e outros 11% em plano previdenciário. Já os gasto com amortização dos juros da divida pública vão parar na mão de banqueiro que ainda teve perdão em 25 bilhões em impostos.