Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST pedem eleições diretas

As centrais sindicais defendem que o governo de Michel Temer não tem legitimidade, acusado de ter dado aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha

São Paulo – A Força Sindical, associação trabalhista presidida pelo deputado federal Paulinho da Força (SD-SP), divulgou nesta quinta-feira, 18, junto com outras centrais sindicais, uma nota defendendo a antecipação de eleições gerais diretas para o Governo Federal e o Congresso Nacional.

O documento foi apresentado um dia depois de serem divulgadas informações da delação do empresário Joesley Batista, da JBS, a qual implica o presidente Michel Temer (PMDB), que teria dado aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Lava Jato, e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que teria pedido para o empresário R$ 2 milhões para a sua defesa na Lava Jato.

Paulinho da Força é presidente nacional do Solidariedade, partido da base aliada de Temer.

Ele foi um dos parlamentares que mais atuou pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

A central sindical defende que o governo de Michel Temer não tem legitimidade.

“O permanente esgarçamento das instituições republicanas, ocasionado pelas denúncias e acusações de corrupção, nos leva a considerar que falta legitimidade política e social ao governo para, num momento de grave crise institucional, política, econômica e social como a que estamos vivenciando, querer jogar sobre as costas dos trabalhadores e da parcela mais humilde da sociedade o custo do ajuste econômico representado pelas propostas de reformas trabalhista e previdenciária que tramitam no Congresso Nacional, às quais exigimos que sejam imediatamente retiradas da pauta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal”, consta na nota divulgada no portal da Força Sindical.

Além de Paulinho da Força, a nota da entidade é assinada pelos dirigentes sindicais, Antonio Neto (Central dos Sindicatos Brasileiros), Adilson Araújo (Central dos Trabalhadores Brasileiros), José Calixto (Nova Central Sindical dos Trabalhadores) e Ricardo Patah (União Geral dos Trabalhadores).