Em MG, petista escala Dilma e tucano deixa Aécio de fora

À frente em todas as pesquisas de intenção de voto, Fernando Pimentel não se importou com os atuais índices de rejeição da presidente, que tenta a reeleição

Belo Horizonte – Os dois principais candidatos ao Governo de Minas Gerais apostaram em estratégias distintas para conquistar o eleitor na estreia no horário eleitoral, nesta quarta-feira, 20.

Enquanto a campanha do petista Fernando Pimentel lançou mão da presidente Dilma Rousseff logo no primeiro programa, a equipe do tucano Pimenta da Veiga deixou de fora o presidenciável Aécio Neves, seu principal cabo eleitoral no estado.

À frente em todas as pesquisas de intenção de voto, Pimentel não se importou com os atuais índices de rejeição da presidente, que tenta a reeleição, e colocou no ar parte de um discurso de Dilma, em uma das visitas ao estado, criticando os adversários.

Na fala, a presidente afirma que “Minas não tem dono”, em referência indireta ao senador Aécio Neves, que vem mantendo seu grupo político no poder no Estado nos últimos 12 anos.

Além da estocada em Aécio, a campanha de Pimentel não deixou de fazer uma crítica velada a Pimenta da Veiga.

No programa, um locutor destaca que Pimentel “não abandona Minas”.

Os petistas vêm, ao longo da campanha, criticando o fato de o candidato do PSDB ao Governo de Minas ter apresentado na sua declaração de bens diversos imóveis em Goiás, em Brasília e nenhum no Estado.

Por sua vez, a equipe de Pimenta da Veiga adotou outra estratégia. Ao deixar Aécio de fora da estreia, buscou “apresentar” o tucano ao eleitor, lembrando que ele foi prefeito de Belo Horizonte, deputado federal e Ministro das Comunicações do presidente Fernando Henrique Cardoso.

O próprio Pimenta se dirigiu ao eleitor se dizendo um homem que “compreende as pessoas”.

No filme, a mulher, Ana Paola, também apareceu contando a relação do candidato com os filhos.

O tucano foi filmado dentro do seu apartamento, fazendo uma longa apresentação da sua vida. Chegou a se emocionar ao falar da morte de um filho.

Ao mostrar feitos à frente do Ministério das Comunicações, apresentou-se como gestor que entrou na política contra “o regime militar”.

E ao falar do tempo em que esteve à frente da Prefeitura de Belo Horizonte, ressaltou que foi o criador do orçamento participativo, “ouvindo as sugestões da população”.