Dólar R$ 3,28 0,12%
Euro R$ 3,67 0,13%
SELIC 11,25% ao ano
Ibovespa -0,05% 63.227 pts
Pontos 63.227
Variação -0,05%
Maior Alta 22,54% JBSS3
Maior Baixa -4,09% CYRE3
Última atualização 25/05/2017 - 17:21 FONTE

Doria gasta o dobro que o previsto com subsídio de ônibus

Prefeitura admite que o gasto com subsídio às empresas de ônibus deve fechar mais um ano com deficit

São Paulo – A gestão João Doria (PSDB) gastou no mês de janeiro o dobro dos recursos previstos no orçamento para a compensação tarifária dos ônibus da cidade.

No mês foram R$ 305 milhões com os subsídios – de R$ 1,8 bilhão previsto com essa função neste ano. O valor gasto corresponde a 17% do total de recursos. Em geral, cada mês consome cerca de 8% do estimado, totalizando 100% em dezembro.

Além disso, a Prefeitura tinha, até quarta-feira, 1, uma dívida de R$ 237 milhões com as empresas de transportes, segundo dados do sistema de execução orçamentária da Prefeitura e de transparência da São Paulo Transporte (SPTrans).

A diferença resulta da manutenção da tarifa de ônibus em R$ 3,80. A isso, soma-se a proibição pela Justiça de reajuste de 14,8% na tarifas integradas entre ônibus, trens e metrô.

O avanço dos gastos com o transporte ocorre em meio à retração de demais atividades municipais. Para pagar salários de professores, Doria já teve de congelar investimentos em obras. As áreas de Saúde e Educação tiveram um contingenciamento de R$ 2,6 bilhões.

Junho

Mantido o ritmo, o dinheiro para ônibus acaba em junho. A Prefeitura afirma ser possível levar as contas até setembro – depois, seria preciso retirar recursos de outras dotações para manter a frota operando.

Em 2016, janeiro consumiu 9,75% dos recursos do ano. No ano anterior, 8,9%. Só em 2013, quando a gestão Fernando Haddad (PT) deixou de aumentar as tarifas, a pedido da então presidente Dilma Rousseff, os custos chegaram perto do que ocorre em 2017 ( 15% à época).

O subsídio é um recurso que a Prefeitura tem tirado do orçamento para completar o custo do sistema de ônibus. O dinheiro serve para custear passagens gratuitas, como a segunda ou terceira viagem que o usuário do bilhete único pode fazer, por exemplo. Também ajuda a bancar a passagem grátis para idosos e estudantes.

Desafio

Em nota, a Prefeitura disse que o gasto com subsídio em janeiro foi de R$ 205 milhões – ela considera que R$ 100 milhões, referentes a serviços prestados em janeiro, saíram do caixa municipal no dia 1.º.

A gestão reconhece o peso do problema. “É preciso lembrar que, em 2016, o subsídio atingiu R$ 2,9 bilhões, frente a orçamento aprovado de R$ 1,7 bilhão.”

“Para 2017, o orçamento prevê R$ 1,8 bilhão, o que sugere que o déficit de 2016 deve se repetir”, acrescenta a administração municipal.

Segundo a Prefeitura, medidas têm sido adotadas para equilibrar o orçamento, como renegociar contratos, congelar gastos não prioritários e revisar programas. A SPTrans também planeja ações antifraude no bilhete único.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Fala mal de populistas mas faz igual…

    1. Uoleston Rodrigues

      O negócio então é não subisidiar e deixar a passagem chegar a R$ 5,00