Dois homens são mortos no Paraguai por suposto elo com o PCC

Dois homens foram executados na fronteira entre o Paraguai e o Mato Grosso do Sul por suposta ligação com o PCC

São Paulo – Dois homens supostamente ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) foram executados com tiros na cabeça, na tarde deste domingo, na cidade paraguaia de Capitán Bado, na fronteira com Mato Grosso do Sul.

Os corpos dos brasileiros Jofer Jeferson Dales, o Branquinho, e Raúl Torales Portillo do Amaral foram encontrados em uma plantação de soja, ao lado de munição, toucas ninja e um botijão de gás.

O Ministério Público paraguaio investiga possível ligação dos crimes com a disputa entre facções pelo controle do tráfico de drogas na região.

É a terceira execução na região da fronteira em três dias. Na tarde de sexta-feira, um advogado que tinha entre clientes supostos integrantes da facção foi assassinado na cidade de Pedro Juan Caballero, também na fronteira.

Desde o atentado que matou o megatraficante Jorge Rafaat Toumani, em junho de 2016, em Pedro Juan, a região já registrou mais de 30 mortes por execução, segundo a polícia. A morte de Rafaat, que comandava o tráfico na fronteira, teria sido arquitetada pelo PCC.

O advogado Elenio Manuel Acosta Gonzales, de 54 anos, foi atacado em seu carro na Rua Dois de Maio, no bairro Obrero, em Pedro Juan.

Os criminosos, que estavam em motocicletas, dispararam ao menos 15 tiros de pistola 9 mm. Gonzales foi atingido por dez disparos. Ele era inscrito na associação de advogados do Paraguai, e o crime chocou a classe.

As vítimas deste domingo foram executadas na fronteira entre o Paraguai e a cidade brasileira de Coronel Sapucaia, região onde há tensão nas cadeias.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.