Curtas – o que houve de mais importante ontem

Em audiência de custódia, o ex-ministro Geddel Vieira Lima foi mantido em prisão preventiva e chorou ao saber da decisão

O Novo Fies

O governo federal lançou nesta quinta-feira novas regras para o Fies. Serão três modelos, divididos em fundos de financiamento ou bancos, público ou privado, e de acordo com a renda dos estudantes.

Serão 310.000 vagas para 2018, com valores de contrato preestabelecidos de acordo com o modelo adequado. Haverá também um teto de 30% para crédito consignado e pagamentos por meio de descontos na renda do recém-formado em um limite de 10%, descontados diretamente do salário do beneficiário.

Para o segundo semestre estão reservadas 75.000 vagas do financiamento com as regras atuais. Ao lado de Temer, na apresentação, estava o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE).

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Ares de normalidade

O presidente Michel Temer divulgou vídeo nas redes sociais dizendo-se alegre com a volta da confiança no país e ressaltando a “semana produtiva e de boas novas para os brasileiros”.

Cita o superávit na balança comercial brasileira e o aumento da produção industrial e de vendas de automóveis. “Podem ter certeza, não estamos ocupados somente com as pedras no caminho. Estamos fazendo a tarefa de casa. Estamos fazendo a travessia. Mas os resultados positivos não param por aí. Aliás, para mim, o melhor é o retorno da confiança no país”, disse.

O presidente ignorou a prisão de Geddel Vieira Lima, seu aliado e ex-ministro da Secretaria de Governo. O presidente embarcou nesta tarde para a Alemanha, onde participará da reunião do G20.

Delação de Cunha

Segundo a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) preparou cerca de 100 anexos de confissões criminais para oferecer ao Ministério Público Federal em troca de um acordo de delação premiada.

A entrega dos documentos, que implicariam o presidente Michel Temer, deve acontecer na próxima semana. O núcleo duro do governo — ministros Eliseu Padilha (PMDB-RS) e Moreira Franco (PMDB-RJ), além do senador Romero Jucá (PMDB-RR) — é presença certas na delação.

Os relatos são que Cunha tem provas fortes dos crimes que confessará, mas ainda não há notícia de quantos anexos serão considerados pelo MPF. A Procuradoria-Geral da República espera usar os fatos narrados na segunda denúncia contra o presidente Temer, por obstrução de Justiça.

Geddel segue preso

Em audiência de custódia nesta quinta-feira, o ex-ministro da Secretaria de Governo do governo Temer Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) foi mantido em prisão preventiva pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, e chorou ao saber da decisão.

Em depoimento, negou que tenha tentado embaraçar a Justiça ao evitar que Eduardo Cunha e o doleiro Lúcio Funaro firmassem um acordo de delação premiada. Geddel foi preso após depoimento de Funaro, que disse “estranhar” ligações do ex-ministro à sua esposa para sondar a disposição de delatar.

“Nesta ligação se tratou apenas de ‘Como vai você?’, porque é o mínimo. ‘Sua família está bem?’ Não se tratou de marido dela, de esposo dela, nada disso”, disse Geddel.

“Tudo isso pra mim aqui é uma surpresa. Tenho 58 anos de idade e não tinha nenhum tipo de problema. Coopero com a Justiça e sempre cooperei”, disse visivelmente emocionado. Na semana que vem, haverá nova audiência após perícia no celular do ex-ministro.

20 milhões de euros

O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque renunciou a 20 milhões de euros que tinha depositado em contas no exterior, resultado de propinas de empreiteiros no esquema de corrupção da estatal.

“Renuncia a todo e qualquer direito sobre os valores depositados nas contas bancárias na Suíça Banco Cramer (Contas Satiras Stiftung — Drenos Corporation) e em Mônaco no Banco Julius Baer (Pamore Assets INC e Milzart Overseas Holdings INC); as contas que mantém no exterior em nome das offshores Milzart Overseas e da offshore Pamore Assets, no Banco Julius Baer, no Principado de Mônaco, com saldo de 20.568.654,12 euros”, afirmou em petição ao juiz federal Sergio Moro.

Os valores já estavam bloqueados pela Justiça, mas o gesto sinaliza a vontade de fechar um acordo de delação premiada com a Operação Lava-Jato. Duque está preso desde fevereiro de 2015 e condenado a 30 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.