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Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

Defesa de Dilma pede investigação a ex-presidente de empreiteira

A alegação é que "Otavio Azevedo [ex-presidente da Andrade Gutierrez] teve a intenção deliberada de fazer afirmação falsa perante a Justiça Eleitoral"

Brasília, 19 – A defesa de Dilma Rousseff quer que o Ministério Público Federal investigue o empreiteiro Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez.

A alegação é que “Otavio Azevedo teve a intenção deliberada de fazer afirmação falsa perante a Justiça Eleitoral”, na medida em que o empreiteiro, em um primeiro depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral no processo que pode vir a cassar a chapa Dilma-Temer, apontou irregularidades na chapa, mas, em momento posterior, voltou atrás.

O advogado de Dilma, Flavio Caetano, pediu que a Procuradoria-Geral Eleitoral apure se ele prestou falso testemunho ao Tribunal Superior Eleitoral, e solicitou que a Procuradoria-Geral da República avalie se ele “imputou falsamente infração penal a quem sabia ser inocente”.

“O requerimento tem como fundamento a afirmação falsa feita por Sr. Otavio Azevedo em seu 1º depoimento ao TSE, de forma enfática, de que a Andrade Gutierrez teria realizado doação de origem irregular de 1 milhão de reais à chapa Dilma-Temer nas últimas eleições. Após ser confrontado com documentos que demonstravam a regularidade da doação, inclusive com depósito da Andrade Gutierrez ao PMDB e cheque nominal à conta do candidato a Vice Michel Temer, o Sr. Otávio Azevedo modificou seu depoimento anterior e reconheceu a regularidade da doação eleitoral à chapa Dilma-Temer”, diz Flavio Crocce Caetano, advogado de Dilma Rousseff.

Doação ilegal

Nesta segunda-feira, 19, reportagem do jornal O Estado de S. Paulo informou que uma dentre as delações da Odebrecht aponta pagamento de dinheiro de caixa 2 à chapa da presidente cassada Dilma Rousseff e do presidente Michel Temer, na campanha presidencial em 2012.

A informação é de que, em pelo menos um depoimento, a Odebrecht descreve uma doação ilegal de cerca de R$ 30 milhões para a coligação “Com a Força do Povo”, que reelegeu Dilma e Temer em outubro de 2014. O valor representa cerca de 10% do total arrecadado oficialmente pela campanha.

Processo

O Tribunal Superior Eleitoral avalia se houve abuso de poder econômico e político na campanha. O processo, de relatoria do ministro do TSE Herman Benjamin, pode levar à cassação da chapa Dilma-Temer.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) já informou ao TSE que encontrou “fortes traços de fraude e desvio de recursos” ao analisar as informações colhidas com a quebra do sigilo bancário das gráficas Red Seg Gráfica, Focal e Gráfica VTPB, contratadas pela chapa Dilma/Temer.