Cunha e Calheiros estariam na lista de Janot, diz jornal

Segundo o jornal O Globo, Eduardo Cunha e Renan Calheiros estariam na lista de políticos que podem entrar na mira no STF por suposto envolvimento no escândalo de corrupção da Petrobras

São Paulo – Os presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, estariam na lista de políticos supostamente envolvidos nos desvios de dinheiro na Petrobras.

Segundo informações do jornal O Globo, os dois representantes do PMDB já teriam sido informados que seus nomes constam na lista que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve entregar ainda esta semana para o Supremo Tribunal Federal (STF). Assessores do Planalto teriam confirmado a informação ao jornal.

O vice-presidente da República, Michel Temer, teria avisado os dois líderes do Congresso, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo.

Procurados por EXAME.com, Eduardo Cunha e Renan Calheiros negam que tenham recebido um comunicado formal sobre o assunto.

Janot enviou nesta terça-feira STF os pedidos de abertura de inquérito contra políticos que teriam se beneficiado do esquema de corrupção na Petrobras.

A PGR encaminhou 28 pedidos de abertura de inquérito contra 54 pessoas, com ou sem mandato parlamentar, investigadas na operação Lava Jato da Polícia Federal.

O procurador-geral deve pedir que o ministro Teori Zavascki, relator do caso, derrube o sigilo das investigações e torne público todo o conteúdo dos inquéritos. Zavascki pretende divulgar os nomes dos investigados de uma vez só.

Janot deve fazer pedidos de abertura de inquérito para a maioria dos casos – o que signifca, pedir que o STF autorize investigação contra parlamentares com foro privilegiado. Ele também pode pular esta etapa e já oferecer denúncia contra algum político citado, se achar que há indícios suficientes de sua participação no esquema.

O senador Renan Calheiros teria sido citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa em delação premiada e pela ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, tido pela Polícia Federal como o principal operador do esquema.

Segundo a contadora, antes de ser preso na Operação Lava Jato, Youssef teria dito a ela que se encontraria com o senador, que nega as acusações.

Já Cunha, de acordo com investigadores que atuam na Operação Lava Jato, é suspeito de ter recebido dinheiro por meio do policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, que seria um dos funcionários do doleiro Alberto Youssef. O deputado negou as acusações em diversas ocasiões.