Cortes na Petrobras; Uber nos céus…

Previdência em julho?

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta segunda-feira que o governo pretende levar a proposta de reforma da Previdência ao Congresso até o final de julho, antes do final do processo de impeachment contra Dilma Rousseff no Senado. A administração de Michel Temer havia prometido um consenso com sindicalistas para meados deste mês. Padilha se reuniu com representantes trabalhistas e recebeu suas recomendações para o tema, que incluem a venda de imóveis da Previdência e legalização dos jogos de azar. De acordo com o ministro, na próxima semana o governo começará a escrever a proposta.

Dilma cada vez com menos

Para liberar cargos de confiança em seu governo, hoje ocupados por indicados de Dilma Rousseff, o presidente interino Michel Temer vai realocar os aliados da petista que ocupam funções no seu gabinete pessoal para outras funções com menores salários. O governo interino também deu prazo de um mês para que Dilma devolva os cargos de confiança nomeados para atuar no Palácio do Alvorada, com objetivo de reduzir de 35 para 15 o total de funcionários públicos que a auxilia durante o período de afastamento da Presidência da República.

Leniência para partido?

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou, nesta segunda-feira, que a única forma de leniência de um partido político é a sua extinção. A afirmação foi uma crítica à proposta que tem circulado entre líderes do PT, em que um acordo de leniência poderia permitir redução de pena e até perdão judicial aos filiados presos, caso os crimes cometidos sejam admitidos pela sigla. “A confissão é importante, agora, não é possível que haja acordo por parte da justiça eleitoral, porque não há um mecanismo legislativo para isso. O acordo seria a extinção do partido”, afirmou Moraes durante evento do Ministério Público, em São Paulo.

 

Testemunhas dispensadas

A comissão do impeachment segue sofrendo mudanças ao longo do processo. Nesta segunda-feira, foram dispensados Marcus Pereira Aucélio, ex-subsecretário de Política Fiscal do Tesouro Nacional, Esther Dweck, ex-secretária de Orçamento e Finanças, Marcelo Saintive, ex-secretário do Tesouro Nacional, e Marcelo Amorim, ex-coordenador-geral de Programação Financeira do Tesouro Nacional – os dois últimos com depoimentos agendados para a sessão desta terça-feira. Todos haviam sido indicados para falar por senadores, como parte da acusação contra Dilma.

Recuperação lenta

Em reunião com o presidente interino Michel Temer nesta segunda-feira, o diretor geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, afirmou que não vai ser “da noite para o dia” que o Brasil vai sair da recessão econômica. Ele também sinalizou que a indefinição sobre o processo de impeachment continua causando turbulência em todos os setores. Além disso, Azevêdo disse estar alinhado em estratégia com o ministro de Relações Exteriores, José Serra, e concordam que o país precisa se abrir para o mercado internacional, buscando acordos bilaterais. Os dois devem se reunir nesta terça-feira.

O fim do foro

O novo presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Roberto Veloso, defendeu, nesta segunda, o fim do foro privilegiado para parlamentares e integrantes do governo. Para ele, o benefício desvirtuou o trabalho do Supremo Tribunal Federal, transformando o órgão numa corte criminal. O juiz também defendeu que todos os políticos devem ser julgados na primeira instância, com base no caráter dos crimes cometidos.

Cortes na Petrobras 

A Petrobras irá retomar as negociações para chegar a um acordo com seus funcionários e reduzir jornada de trabalho e salário. Segundo a Agência Estado, a estatal quer reduzir a jornada para 6 horas de trabalho e cortar os salários em 25%. A proposto chegou a ser avaliada durante a gestão de Aldemir Bendine, mas foi cancelada após uma greve de petroleiros em dezembro do ano passado. O atual presidente, Pedro Parente, dá como certo que conseguirá promover as mudanças.

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Ilan Goldfajn no BC

O novo presidente do Banco Central Ilan Goldfajn voltou a afirmar nesta segunda-feira que irá perseguir a meta da inflação (6,5% neste ano). Segundo ele, os limites de tolerância a esse alvo devem ser utilizados somente para acomodar choques inesperados. Durante a cerimônia de transmissão de cargo da presidência do BC, Goldfajn disse ainda que a autoridade monetária poderá usar com “parcimônia” os instrumentos cambiais e que poderá reduzir sua exposição a determinado instrumento cambial.

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Mudanças no BC

Ilan Goldfajn disse ainda que pretende trocar quatro diretores do Banco Central e ampliar o número de integrantes do Comitê de Política Monetária. Os novos indicados são Carlos Vianna de Carvalho, para a diretoria de Política Econômica, Reinaldo Le Grazie, para Política Monetária, Tiago Couto Berriel, Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, e Isaac Sidney Menezes Ferreira, atual procurador do BC, para a diretoria de Relacionamento Institucional e Cidadania. Com as mudanças, o Copom voltará a ter nove integrantes. Os nomes precisam ser aprovados pelo governo e pelo Senado.

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Uber nos céus

O Uber inaugurou nesta terça-feira seu serviço UberCOPTER, em São Paulo. O projeto piloto terá duração de um mês e permite aos clientes pedirem viagens de helicóptero. Os helicópteros transitarão entre cinco heliportos (Sheraton WTC, Blue Tree Faria Lima, Hangar ABC, Helicentro Morumbi e Hotel Transamérica) e quatro aeroportos (Guarulhos, Congonhas, Campo de Marte e Viracopos). O serviço estará disponível das 7h às 20h todos os dias. A tarifa é cobrada por assento. Um voo entre o hotel Blue Tree Faria Lima e o aeroporto de Garulhos, por exemplo, custa 271 reais e dura 13 minutos.

Microsoft compra LinkedIn

A empresa de tecnologia Microsoft anunciou nesta segunda a compra do LinkedIn, rede social para contatos profissionais, por 26,2 bilhões de dólares – um valor de 196 dólares por ação. O negócio é considerado o mais caro da história da empresa: até então, a maior transação da dona do Windows havia sido a compra do Skype, em 2011, por 8,5 bilhões de dólares. O atual presidente-executivo do LinkedIn, Jeff Weiner, continuará à frente da empresa, agora abaixo do presidente-executivo da Microsoft, Satya Nadella. A rede social corporativa possui 433 milhões de usuários em todo o mundo e recebe 105 milhões de visitas por mês.