O que sabemos sobre conflito que deixou 18 mortos em prisões

Guerra entre presos ligados ao PCC e ao Comando Vermelho deixaram ao menos 18 mortos em Roraima e Rondônia

São Paulo — Em menos de 24 horas, confrontos entre presos membros das duas maiores facções criminosas do país, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), deixaram ao menos 18 mortos em Rondônia e Roraima, no Norte do país.

A primeira rebelião começou por volta das 15h deste domingo (16), na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista (RR). Segundo a assessoria de imprensa do Governo de Roraima, presos da ala 12, que pertence ao PCC, facção de São Paulo, quebraram os cadeados das celas e invadiram a ala 14, onde ficavam os presos do CV, grupo do Rio de Janeiro.

O ataque começou durante o horário de visitas, quando familiares dos presos estavam na ala 14, que é destinada aos detentos em prisão preventiva.

O confronto teria tido a duração de cerca de quatro horas, segundo informações do governo de Roraima. Apenas às 19 horas os presos foram contidos pelas forças de segurança.

A assessoria de imprensa do estado confirmou a morte de 10 presos. Todos eles seriam ligados ao Comando Vermelho. Também informou que nenhum familiar ficou ferido.

Inicialmente, veículos de imprensa publicaram que a rebelião em Roraima teria ocasionado 25 mortes. No entanto, essa informação foi desmentida pela cúpula da Segurança Pública do estado em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (17).

“O que houve foi reflexo do que está ocorrendo no País inteiro, e a ordem das mortes veio do Rio de Janeiro. Fomos pegos de surpresa, apesar de estarmos cientes de que as mortes ocorreriam, por conta da visita nas unidades prisionais que sempre foi respeitada”, disse o secretário de Justiça e Cidadania de Roraima, Uziel Castro, durante a coletiva.

Rondônia

Em Porto Velho, em Rondônia, presos da Penitenciária Ênio dos Santos Pinheiro ligados ao Comando Vermelho (CV) atearam fogo em uma cela que pertencia ao PCC na madrugada desta segunda-feira (17). Segundo a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), oito presos morreram.

Dois detentos foram encaminhados ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, em Porto Velho, e estão estáveis, segundo a Sejus. Outros 20 presos ficaram feridos com escoriações leves e foram atendidos na própria unidade prisional.

O secretário de Justiça e Cidadania de Roraima, Uziel de Castro, chegou a dizer que também teria ocorrido uma rebelião no estado do Pará com a mesma motivação. No entanto, a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará desmentiu a informação e afirmou que não foram relatados conflitos causados por disputas entre o PCC e o CV. 

Com Estadão Conteúdo

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