Curtas – uma seleção do mais importante no Brasil e no mundo

ÀS SETE - O clube francês Paris Saint-Germain anunciou a contratação do atacante brasileiro Neymar por 222 milhões de euros

Combustíveis: aumento suspenso

A Justiça Federal em Macaé, no Rio, suspendeu nesta quinta-feira o aumento das alíquotas do PIS e Cofins sobre os combustíveis. A decisão, liminar, é válida para todo o território nacional e suspende os efeitos do Decreto 9.101/207, de 20 de julho, que aumentou, em média, em 0,41 centavos o preço do litro da gasolina. A Advocacia-Geral da União afirmou que vai recorrer. Ontem, a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, havia concedido um prazo de cinco dias para o presidente Michel Temer apresentar esclarecimentos e argumentos sobre o decreto do aumento dos combustíveis. A solicitação de Weber foi feita diante de uma ação trazida ao tribunal pelo PT, que questiona a constitucionalidade do aumento por decreto.

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Ares de normalidade

Um dia após o arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer pela Câmara dos Deputados, a ordem é seguir a agenda do governo como se nada tivesse acontecido. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira um cronograma de votação para a reforma da Previdência. Meirelles acredita que a proposta deve ser votada na Câmara e no Senado até outubro, sem novas concessões. A reforma tributária seria votada logo em seguida, por volta de novembro. “A sinalização de ontem não foi necessariamente negativa. Era o quorum demandado para aquela decisão”, disse o ministro na saída de evento do banco Goldman Sachs. “Idealmente espera-se que a Previdência seja votada em primeiro lugar. (…) A gente pode votar a tributária primeiro”. O Ministério estuda também os motivos da baixa arrecadação para saber se será ou não necessário aumentar o déficit de 139 bilhões de reais apresentado ao Congresso.

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Reorganizar a base

No mesmo evento, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o objetivo do governo daqui para frente é reorganizar a base aliada para avançar com as reformas, em especial Propostas de Emenda à Constituição, caso da Previdência, que precisa de 308 votos para ser aprovada na Câmara. “Ao olhar três, quatro semanas atrás, o governo teve resultado melhor [na votação da denúncia] que todos projetavam”, disse. “É muito importante que se traga de forma unida o PSDB de volta para o governo. Deputados que votaram pela abertura das denúncias não necessariamente votarão contra as reformas”.

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Aécio segue afastado do PSDB

Em reunião nesta quinta-feira, o PSDB definiu que o senador Tasso Jereissati (CE) continua na Presidência do partido, no lugar do licenciado Aécio Neves (MG). Ficou fechada também a antecipação do calendário para a nova eleição da Executiva Nacional, quando será escolhido tanto o próximo presidente tucano como o candidato do PSDB à Presidência da República nas eleições de 2018. “O senador Tasso hoje é quem tem as melhores condições de conduzir a renovação do PSDB”, disse Aécio. A ver quem será o mandatário: o mineiro é favorável à aliança com o Palácio do Planalto, o cearense é a favor do desembarque da base aliada.

A volta da carne

As exportações de carne bovina do Brasil atingiram 129.000 toneladas em julho, um aumento de 22,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. O avanço nas vendas foi possível diante do crescimento de compras de Hong Kong, China e Egito. As informações são da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne. Em valores, as exportações do país avançaram 31% em julho, para 540 milhões de dólares. Nos sete primeiros meses deste ano, as exportações de carne bovina in natura do Brasil atingiram mais de 2,6 bilhões de dólares, alta de 3,1% sobre o faturado no mesmo período de 2016. A retomada do mercado é importante para o setor, abalado pelas crises da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, e também pelas delações de Joesley Batista, dono do frigorífico JBS. As ações da JBS tiveram alta de 0,39%. Já os papéis da concorrente BRF subiram 3,08%, a segunda maior alta do Ibovespa.

Neymar no PSG

O clube francês Paris Saint-Germain anunciou na tarde desta quinta-feira a contratação do atacante brasileiro Neymar por 222 milhões de euros (cerca de 820 milhões de reais). É a maior transação da história do futebol, superando de longe os 105 milhões de euros que o Manchester United, da Inglaterra, pagou em 2016 pelo meia francês Paul Pogba. A apresentação oficial de Neymar será nesta sexta-feira, numa conferência de imprensa no estádio do clube, o Parc des Princes.

O novo chanceler venezuelano

Foi nomeado nesta quinta-feira o novo chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza. Ele é ex-vice-presidente do país e atual ministro de Desenvolvimento Mineiro e Ecológico do governo de Nicolás Maduro. Arreaza é casado com a filha mais velha do ex-presidente Hugo Chávez, Rosa Virginia Chávez, e substitui a chanceler Delcy Rodríguez, que agora é integrante da Constituinte. A nomeação da Constituinte estava marcada para hoje, mas foi adiada porque 35 dos 545 eleitos ainda estão com proclamação pendente no poder eleitoral.

Fora, Venezuela

O presidente argentino, Mauricio Macri, afirmou nesta quinta-feira em sua conta no Twitter que a Venezuela deve ser definitivamente suspensa do Mercosul, em razão das violações contra os direitos humanos que estão sendo cometidas pelo presidente Nicolás Maduro. Para o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que também se pronunciou nesta quinta, a Constituinte simboliza “a destruição da democracia na Venezuela”. O Uruguai, por sua vez, é contra a suspensão do país do bloco e tem se posicionado a favor do diálogo entre governo e oposição, sem a aplicação de sanções.

Vice figurativo no Equador?

O vice-presidente do Equador, Jorge Glas, teve todas as suas atribuições retiradas pelo presidente Lenín Moreno dois meses após a eleição da chapa. O vice, porém, não será destituído do cargo. Glas, que também foi vice do ex-presidente Rafael Correa, é acusado de envolvimento em escândalo de corrupção ligado à Odebrecht. Em carta divulgada ontem, ele acusou Lenín Moreno de manipular os números da economia de maneira perversa, de acusar membros da gestão anterior de corruptos e de entregar o controle dos veículos estatais para representantes da grande mídia.