Barragem se rompe e deixa São José dos Campos sem água

O rompimento afetou aproximadamente 75% do abastecimento de água em São José dos Campos

São Paulo – O rompimento de uma barragem de resíduos da mineradora Rolando Comércio de Areia no rio Paraíba do Sul, em Jacareí (SP), afetou aproximadamente 75% do abastecimento de água em São José dos Campos (SP).

O acidente aconteceu na manhã desta sexta-feira (5), enquanto a empresa mineradora fazia a extração de areia no rio Paraíba do Sul.

Os rejeitos estavam sendo depositados irregularmente em uma lagoa de outra mineradora que está com as atividades paradas enquanto aguarda autorização ambiental.

A Sabesp, responsável pelo tratamento de água em diversas cidades do Vale do Paraíba, chegou a suspender o abastecimento na cidade de São José dos Campos ainda na noite de sexta-feira, atingindo 70% da população – cerca de 500 mil pessoas. Os demais domicílios receberam água de poços.

Na sexta-feira à tarde, a empresa informou que já havia retomado o tratamento da água retirada do Paraíba do Sul. A previsão era de que o reabastecimento dos domicílios seria gradual e estaria normalizado até a manhã deste sábado (6).

Para as cidades de Taubaté, Pindamonhangaba e Tremembé, a empresa emitiu alerta, na tarde de sexta-feira, de que o abastecimento também poderia ser prejudicado. Havia risco da mancha com rejeitos atingir essas cidades ainda na tarde deste sábado.

Para minimizar o impacto da mancha, a represa de Santa Branca deve aumentar sua vazão, o que deve favorecer no escoamento dos rejeitos.

Análises iniciais da Cetesb apontam que houve alteração na coloração da água, mas não foram detectadas mortes de peixes. Ibama e a Agência Nacional de Águas também devem acompanhar o caso.

Equipes da empresa mineradora continuavam trabalhando neste sábado na tentativa de recompor a barragem e impedir que os rejeitos continuassem a vazar para o rio Paraíba do Sul.

Nenhum representante da empresa foi localizado para comentar o assunto. A prefeitura de Jacareí aplicou uma multa de R$ 11 mil pelo descumprimento da legislação municipal.