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Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

Associação da PM pede para Rio cancelar réveillon em Copacabana

Esse será o primeiro ano que a prefeitura e o governo precisarão colocar a mão no bolso para pagarem parte das despesas

São Paulo – Um dos cenários brasileiros mais disputados na virada do ano pode ter um capítulo triste em sua história. A Aomai (Associação de Oficiais Militares Ativos e Inativos da PM e do Corpo de Bombeiros) publicou nesta quarta-feira (28) uma carta pedindo que a Prefeitura do Rio de Janeiro cancele a festa de Copacabana na virada do ano. O motivo da solicitação é a grave crise política e financeira pela qual a região está passando.

Procuradas por EXAME.com, as assessorias de imprensa da prefeitura e do governo do Rio não responderam até a publicação da reportagem.

A festa em Copacabana costuma atrair 2 milhões de pessoas e custam cerca de R$ 5 milhões. As dificuldades financeiras do estado foram determinantes para que a prefeitura decidisse reduzir a duração da queima de fogos de 16 para 12 minutos.

Esse será o primeiro ano que os gestores precisarão colocar a mão no bolso para pagarem parte das despesas, já que os patrocinadores não vão assumir todos os gastos com a festa.

Segundo a associação, a crise nas finanças do Executivo tem gerado uma onda de manifestações violentas e a festa de Copacabana poderia ser palco de novos protestos.

“A Aomai, antevendo a possibilidade de ocorrência de manifestações que, pela amplitude e quantidade de pessoas envolvidas, poderão tomar proporções violentas e atentatórias a integridade da população presente ao evento, recomenda o cancelamento dos shows artísticos e pirotécnicos no município do Rio”, diz a carta, assinada pelo presidente da associação, coronel Adalberto de Souza Rabello.

O coronel reformado da Polícia Militar Paulo Ricardo Paul afirmou a EXAME.com que grupos do funcionalismo e dos militares estaduais do Rio de Janeiro são os responsáveis pelos protestos violentos mais recentes.

“O réveillon do Rio é marcado pela multidão e é prestigiado pela imprensa do mundo todo. Ou seja, é o cenário ideal para se fazer uma manifestação violenta para chamar a atenção”, disse Paul.

De acordo com o coronel reformado, não é possível revistar 2 milhões de pessoas para evitar que uma pessoa entre com um morteiro ou uma bomba feita com fogos de artifícios.

“Se a festa acontecer, o Rio estará correndo um risco desnecessário. Estamos vivendo um momento no Rio de Janeiro que não é apropriado fazer aglomeração de pessoas por causa do contexto político e financeiro “, concluiu o coronel reformado.

Comentários

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  1. arthur luiz melo bezerra

    Deveriam era entrar no STF pra cortar o salário de todos, judiciário, deputados, MP, afinal são todos empregados do mesmo patrão quebrado.

  2. Turistas gasta muito dinheiro na cidade, se o Estado esta quebrado, eles são parte da solução e não do problema, se querem arrecadação, esses turistas vão gerar TRIBUTOS para o Estado e a prefeitura.

  3. Euclides Caires Decarvalho Carvalho

    Porque essa associação não pediu cancelamento nas festas anteriores PORQUE ELES NÃO IMPEDIRAM QUE O GOVERNO DO RIO GASTASSE MAIS DO QUE ARRECADA será que eles não sabem que tudo isto é pratrocinado pela INICIATIVA PRIVADA?????

    1. Pedro Marques

      Faz pergunta difícil não cara. Afinal, oficial pm é adestrado pra repassar ordem, não pra raciocinar.

    2. Tem um trecho no próprio texto que afirma que a iniciativa privada não vai bancar tudo esse ano “Esse será o primeiro ano que os gestores precisarão colocar a mão no bolso para pagarem parte das despesas, já que os patrocinadores não vão assumir todos os gastos com a festa.”