Após diplomação, Doria diz que vai cumprir promessas de campanha

O prefeito eleito de São Paulo disse ainda que fará um governo voltado especialmente para as parcelas menos favorecidas da população

O prefeito eleito de São Paulo, João Doria, disse hoje (19) que colocará em prática tudo o que prometeu durante a campanha.

“As propostas que foram apresentadas serão cumpridas. São ajustáveis evidentemente à medida em que forem implementadas. Nós temos que ter cuidado e zelo com a implementação das propostas. Todas serão colocadas em prática de imediado”, ressaltou, após a cerimônia de diplomação para o cargo, na Sala São Paulo, região central da capital paulista.

Doria disse ainda que fará um governo voltado especialmente para as parcelas menos favorecidas da população. “Nós temos a obrigação e a responsabilidade de sermos bons gestores para a cidade. E governar principalmente para os mais pobres e humildades da cidade”, acrescentou.

Também foram diplomados os 55 vereadores que farão parte da nova composição da Câmara Municipal a partir do ano que vem.

No entanto, cinco deles já foram chamados para assumir como secretários da nova gestão na prefeitura e devem ter as vagas assumidas por suplentes.

A diplomação é o ato pelo qual a Justiça Eleitoral atesta quem é o candidato que foi efetivamente eleito e o torna apto a tomar posse no cargo.

Protestos

Durante a cerimônia, a vereadora Sâmia Bonfim, eleita pelo PSOL usou uma camisa com os dizeres “Fora Temer”. A manifestação incentivou parte da plateia, que pediu em coro a saída do presidente Michel Temer.

Porém, os protestos foram contrapostos por uma salva de palmas de outra parte do público que assistia à diplomação.

Sâmia foi uma das 11 mulheres eleitas para a próxima legislatura, ampliando a participação das vereadoras na composição do legislativo municipal. Antes, apenas cinco mulheres exerciam mandatos na Casa.

Ela também foi responsável pela ampliação da bancada do PSOL, que tinha apenas um vereador, Toninho Véspoli (reeleito).

Renovação

Nas últimas eleições, a Câmara Municipal de São Paulo teve um índice de renovação de 40%, com 22 novos vereadores eleitos. A coligação do prefeito eleito, João Doria, conquistou 25 das 55 cadeiras, se tornando a maior bancada da Casa – 45% do total, com sete partidos representados.

Apesar de ter perdido a prefeitura paulistana e encolhido nacionalmente, o PT perdeu apenas um vereador, caindo de nove para oito representantes a partir de 2017.

Grande parte desse resultado se deve à eleição do ex-senador Eduardo Suplicy, que se tornou o vereador mais votado do país, com 301,4 mil dos 5,3 milhões de votos válidos computados ontem na capital paulista.

O PSDB, partido de Doria, será o maior da Câmara Municipal, com 11 vereadores. PSD, PR, PRB e DEM terão quatro representantes cada um.

Um dos eleitos pelo DEM foi Fernando Holiday, representante do Movimento Brasil Livre, responsável por organizar protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff. O PSB terá três vereadores e o PMDB e o PTB, dois cada um.