Aldo admite atraso da noiva, mas garante casamento com Fifa

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, comparou a parceria entre Brasil e Fifa para a realização da Copa do Mundo de 2014 a um casamento

Costa do Sauípe – O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, comparou nesta quarta-feira a parceria entre Brasil e Fifa para a realização da Copa do Mundo de 2014 a um casamento, garantindo que mesmo que haja algum atraso, nada vai comprometer a realização da competição.

“Acho que 100% dos casamentos que eu testemunhei, a noiva chegou atrasada, mas nunca vi um deixar de acontecer por causa disso. É provável que possa ter um ou outro atraso, nada significativo, mas o importante é que todos estarão prontos, segundo os construtores ou proprietários, em janeiro”, afirmou em entrevista coletiva realizada na Costa do Sauípe, na Bahia.

Aldo garantiu que os eventos-testes estão sendo agendados, mas admitiu problema ocorrido em Curitiba, em que houve repasse da verba para a reforma da Arena da Baixada. O ministro ainda explicou que mantém contato constante com os responsáveis de todas as sedes, controlando mínimos detalhes.

Segundo o titular da pasta, os problemas que estão acontecendo e que atrasarão a entrega de estádios para o primeiro mês de 2014, acontecem no estádio do Atlético Paranaense, na Arena Corinthians, em São Paulo, devido ao acidente que matou dois operários na semana passada, além do Beira-Rio, em Porto Alegre, onde ainda precisam ser concluídas as obras de entorno.

“Dos seis estádios da Copa das Confederações, dois dos seis foram entregues em dezembro de 2014. Os outros quatro foram entregues depois do prazo estipulado. Para os outros seis, há três que estão prontos em dezembro, mas eu pedi, por questão de agenda presidencial, que a inauguração acontecesse em dezembro. Mas eu posso garantir que os estádios serão entregues com relativa folga”, explicou.

Evitando apontar causas para o incidente do estádio localizado em Itaquera, onde um guindaste caiu atingindo parte da cobertura e dois operários, Aldo Rebelo disse não acreditar que tenha ocorrido pressa, devido a pressão pelo cumprimento de todos os prazos, provocando direta ou indiretamente a tragédia.


“Uma empresa, quando quer adiantar a obra, não coloca o mesmo funcionário para trabalhar mais horas, mas sim, aumenta o número de turnos, de funcionário ou de equipamentos. Elas não colocam em risco a segurança de ninguém, até porque sua reputação está em jogo. Não acho que seja uma questão de pressa”, disse.

O ministro do Esporte completou afirmando que o governo brasileiro atuam firmemente contra qualquer desrespeito a legislação por parte dos responsáveis pelas obras de construção e reforma.

“No caso dos acidentes nos estádios, nós fizemos um programa especial. O Tribunal Superior do Trabalho fez reunião conosco. O presidente do órgão visitou todos os estádios para conferir as condições de trabalho, mas infelizmente, no Brasil, na Suíça, na França, na Alemanha e na América os acidentes acontecem”, disse o representante governamental em entrevista coletiva.

Indagado se o governo e demais autoridades brasileiras estão preocupadas com o “pente fino” que a imprensa internacional fará, não só devido a realização da Copa do Mundo de 2014, mas também dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, Rebelo se mostrou tranquilo.

“Evidente que não estamos confortáveis, nem com o que aconteceu com o estádio do Corinthians, nem com a violência que assola nossos cidadãos. Nós pautamos políticas para enfrentar estes fenômenos, nós queremos que a imprensa exiba nossas deformidades. Nós queremos esse olhar. Vai revelar coisas ruins sobre o país, mas muito mais coisas boas”.

Em sua fala inicial, o representante do governo destacou o fato de o futebol ser uma peça fundamental da identidade brasileira. O esporte, na opinião do ministro, é uma “plataforma de promoção social para os pobres, principalmente para os negros”.

Mais uma vez, Rebelo garantiu que a competição servirá como uma válvula de desenvolvimento para o país. Até mesmo as manifestações que aconteceram durante a Copa das Confederações foram citadas para apontar uma vontade nacional pelo avanço, esta, popular. Para o titular da pasta do Esporte, ao mesmo tempo em que foram para as ruas, as pessoas vibraram com a competição.

“O Brasil recebe essa Copa em um ambiente de festa, querendo fazer um evento de futebol, mas também uma oportunidade de crescimento”, garantiu. 

*Atualização às 11h33 do dia 04/12/2013