Abertura da Lista de Janot depende de Teori Zavascki

Cabe ao ministro do STF retirar o sigilo dos 28 pedidos de abertura de inquérito enviados pela PGR e sete solicitações de arquivamento

Brasília – A chegada dos inquéritos que pedem a investigação de políticos citados na Operação Lava Jato ao Supremo Tribunal Federal ainda não foi capaz de acalmar os ânimos no Congresso Nacional.

Isso porque, até agora, pouco se sabe sobre o conteúdo das peças elaboradas pelo grupo de Rodrigo Janot, procurador-geral da República.

Para que a famosa “lista de Janot” seja conhecida, é preciso aguardar a decisão do ministro Teori Zavascki, o relator da Lava Jato no Supremo.

Cabe a Teori retirar o sigilo dos 28 pedidos de abertura de inquérito enviados pela PGR e sete solicitações de arquivamento. Só aí se saberá, oficialmente, quem são os 54 nomes que Janot quer investigar formalmente.

Ainda não há uma previsão de quanto tempo o ministro do STF vai levar para tornar públicos os inquéritos da Lava Jato.

Com perfil discreto e avesso a comentários sobre o caso, Teori mantém silêncio rigoroso na Corte, despertando a curiosidade dos próprios colegas de Tribunal.

No gabinete, é possível contar nos dedos de apenas uma mão o número de funcionários com acesso às delações de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef e ao trabalho da PGR.

A chance de que se confirmem, antes da decisão de Teori Zavascki, os nomes de políticos que serão investigados está em outro ponto da Praça dos Três Poderes: o Congresso.

Janot está avaliando se irá enviar comunicados aos parlamentares citados sobre a situação de cada um, informando o que foi pedido ao Supremo. A decisão, segundo fontes da PGR, deve sair ainda nesta quarta-feira, 4, e será tomada pessoalmente pelo procurador.

É por meio de deputados e senadores que poderá sair a confirmação da lista do procurador – em especial, por parte daqueles que receberem a “cartinha” mais esperada: o aviso de que seu nome ficou de fora dos inquéritos e dentro dos pedidos de arquivamento.

Enquanto as informações não chegarem ao Congresso – de onde costumam vazar com mais facilidade – as atenções continuam sob Teori Zavascki, o ministro “técnico” escolhido por Dilma Rousseff em 2012.