13.04.2011 - 14h59

PayPal Brasil tem 2,5 milhões de usuários e deve movimentar 2 bilhões de dólares em 2011

O mercado de pagamento digital feito em dispositivos móveis (especialmente celulares) por meio da ferramenta PayPal, do grupo eBay, será de 2 bilhões de dólares, três vezes maior do que no ano passado, quando estreou no país.

O CEO do eBay, John Donahoe está no país para conversas com bancos, pequenos varejistas, empreendedores e a equipe de 20 funcionários no país, porque identificou que a taxa de o crescimento do comércio eletrônico no país, de 40%, é a mais alta do mundo. “O Brasil tem o quinto maior mercado de ecommerce e, associado ao rápido crescimento, faz com que seja a nossa prioridade número um”, diz.

No ano passado, o PayPal no Brasil tinha 1,5 milhões de clientes no país e movimentou 750 milhões de dólares. Até abril deste ano, o número de clientes saltou para 2,5 milhões (entre eles 200 mil pequenos varejistas oferecem o PayPal como meio de pagamento). Se a meta for atingida, o número será igual ao valor movimentado pelo eBay no mundo no ano passado.

Donahoe está animado com a operação no Brasil. “A responsabilidade de Mario Mello, o nosso presidente e o maior investimento que fizemos para começar a operação no país, é mostrar aos clientes brasileiros como é fácil e seguro usar o PayPal”, diz. A expectativa é que a equipe da empresa localmente cresça para 100 funcionários até o final do ano.

Para isso, Mello está trabalhando para oferecer o pagamento digital associado a contas correntes no país. Atualmente, o pagamento é feito com as bandeiras de cartão de crédito Visa e, há poucos dias, com Mastercard.

Outra frente de negócios de destaque para Donahoe é o pagamento por meio do celular. Durante uma demonstração, o executivo adquiriu uma camiseta de time de futebol brasileiro de um vendedor do Rio de Janeiro via eBay, com apenas três cliques. “E a entrega será feita no meu endereço lá nos Estados Unidos”, diz. Exemplos como esse devem ser cada vez mais comuns, inclusive para compra de itens adquiridos instantaneamente, como um café. “Em 12 ou 18 meses teremos finalmente mais casos de pagamento pelo celular, em grandes e pequenos varejistas de todo o mundo e não só exemplos pontuais como em Tóquio ou nas Filipinas”, diz.

No Brasil, os testes ainda estão direcionados a itens virtuais. Com a operadora de telefonia Vivo, o PayPal está desenvolvendo um sistema para a compra de créditos pelo telefone, inclusive os modelos GSM, mais comuns no país.

Atualizada às 15h30

05.04.2011 - 13h14

Os horários nobres no Twitter por dia da semana

Entender o comportamento dos usuários é fundamental para desenhar a estratégia de atuação nas mídias sociais.

Por isso, o Scup – empresa especializada no monitoramento de mídias sociais fundada em 2009 – analisou os dados dos tuiteiros brasileiros durante o ano de 2010 para tentar identificar o perfil de hábito dos usuários. Há alguns dias, a empresa divulgou os horários nobres de acesso ao Twitter geral. Agora, com exclusividade à Exame, a empresa divulga a segmentação do estudo inicial com os horários de maior movimento no Twitter Brasil.

Segundo o Scup, a intenção não é promover uma regra de uso para a rede, mas sim levantar questões e promover o debate entre as pessoas que usam e que estudam a rede social.

25.03.2011 - 15h01

Apple pode chegar a 20 milhões de iPads vendidos até abril

As vendas do iPad 2 continuam fortes e algumas previsões estão sendo revistas. A estimativa de que serão vendidos 5,5 milhões de iPads neste trimestre pode ser muito conservadora, especialmente se for levado em conta que a Apple vendeu 15 milhões de iPads em 2010, segundo o analista Gene Munster, da empresa de análises em tecnologia Piper Jaffray.

A notícia divulgada no site Business Insider diz ainda que a Apple acabou de lançar o iPad 2 em 25 países, mesmo com os Estados Unidos enfrentando falta do produto.

Com o aumento na previsão de vendas para esse trimestre, a Apple poderia no final do período alcançar a marca de 20 milhões de iPads vendidos desde o lançamento da primeira versão do tablet.

24.03.2011 - 18h28

Qual é a marca mais atuante nas mídias sociais?

A Vitrue, empresa americana especializada em ajudar companhias interessadas em melhorar sua atuação no ambiente online, tem uma ferramenta prática de comparar qual marca é mais atuante nas mídias sociais.

A segunda versão da ferramenta foi lançada no começo deste ano. Para testar, comparei Nike e Adidas e depois Coca e Pepsi. O resultado é um gráfico comparativo de como as empresas exploram mais as mídias sociais. A Coca, por exemplo, usa basicamente as redes sociais (84% de suas ações), contra pouco mais de 3% dedicado ao compartilhamento de vídeos. A Pepsi, por sua vez, dedica 70% de sua energia às redes sociais e 12% ao compartilhamento de vídeos. Para comparar marcas de seu interesse, clique aqui.

Uma vez por ano, a Vitrue divulga uma lista com as 100 empresas mais atuantes nos ambientes de relacionamento virtual. Este é o terceiro ano em que o ranking é feito e a marca iPhone (do celular da Apple) continua na primeira posição. Apesar de a primeira colocação não ser uma grande surpresa, há curiosidades na lista, como a Disney no terceiro lugar e a Visa, em 42º.

A maioria dos nomes são marcas de empresas de tecnologia, montadoras de automóveis e outras marcas reconhecidas entre as mais valiosas do mundo, como Coca-cola e Nike.

A edição deste ano saiu em janeiro, mas como quase ninguém no Brasil falou disso ou tem essa lista em mente, resolvi compartilhar com vocês. Para ver o ranking dos anos anteriores, basta clicar em 20082009.

Abaixo, a lista das primeiras 50 empresas mais sociais de 2010, segundo o Vitrue 100.

1.    iPhone
2.    Blackberry
3.    Disney
4.    Android
5.    iPad
6.    Sony
7.    Apple
8.    MTV
9.    Coca-Cola
10. Samsung
11. Ford
12. Mercedes
13. BMW
14. Starbucks
15. iPod
16. ABC
17. Xbox
18. NBA
19. CNN
20. Honda
21. Dell
22. Amazon
23. Hewlett-Packard
24. Nike
25. Nokia
26. Playstation
27. Ferrari
28. Wii
29. eBay
30. Nissan
31. Microsoft
32. AT&T
33. iTunes
34. Adidas
35. Audi
36. NFL
37. Nintendo
38. Red Bull
39. Best Buy
40. Toyota
41. Gucci
42. Visa
43. Victoria’s Secret
44. Disneyland
45. Suzuki
46. LG
47. Fox News
48. Zara
49. Volkswagen
50. Turner

A lista completa e outros detalhes da pesquisa da Vitrue 100 podem ser vistos no site da empresa.

Último comentário por Robson Tadeu da Cruz Santos : E desde quando iPhone é uma empresa?
23.03.2011 - 12h27

Totvs abre unidade no Peru

A fornecedora brasileira de sistemas de gestão empresarial, Totvs, anuncia que vai abrir uma unidade da empresa no Peru. Segundo a empresa, o país está crescendo, principalmente nos setores de construção e minério, e precisava de um fornecedor forte de tecnologia da informação para ajudar as empresas neste rápido desenvolvimento.

O novo canal terá como foco as empresas de pequeno e médio porte e vai priorizar sua oferta de software nos segmentos de manufatura, serviços, varejo e logística.

Alguns clientes do país já eram atendidos por franquias de outros países, como Brasil, Argentina e México. Agora, a companhia espera aproveitar melhor as oportunidades de negócios e aumentar sua participação de mercado que, segundo o Gartner, é de 32% na América Latina.

No anúncio feito com exclusividade à Exame, a Totvs diz que está presente em toda a região, mas países como Equador e Venezuela ainda não têm subsidiárias localmente.

A Totvs fechou 2010 com receita líquida de 1,1 bilhão de reais e é hoje a sétima maior empresa de softwares de gestão empresarial (ERP) do mundo.

21.02.2011 - 16h06

Brasil deve passar a França e ter a 7ª maior população de internet do mundo até abril

Em março, ou no máximo em abril deste ano, o número de usuários de internet do Brasil e da Índia vão ultrapassar o total da França, segundo o instituto americano de pesquisas em internet comScore.

Assim, Brasil e Índia passarão a ocupar a sexta e a sétima posição no ranking dos países com as maiores audiências da web, deixando a França na oitava posição.

Os líderes são a China, com 291,5 milhões de pessoas com acesso à internet, os Estados Unidos, com 180,9 milhões de usuários, seguido do Japão (73 milhões), Alemanha (49,3 milhões) e Rússia, com 46,1 milhões de usuários de internet.

Segundo o comScore, China, Rússia e Brasil estão apresentando taxas altas de crescimento de usuários de intertnet em 2010, de 23%, 23% e 20%, respectivamente. Enquanto isso, os Estados Unidos mantiveram-se no mesmo patamar.

Abaixo a lista completa com o total de usuários de internet por país em dezembro de 2010.

18.02.2011 - 15h29

Apple já vendeu 711 mil iPhones no Brasil

Desde que iniciou as vendas do seu smartphone no Brasil, em setembro de 2008, a Apple já comercializou quase 711 mil aparelhos no país.

Segundo a consultoria em tecnologia Gartner, foram 23 mil aparelhos no primeiro ano, 324 mil aparelhos em 2009 e 364 mil em 2010 – sem considerar os aparelhos comprados no exterior.

Desta forma, a Apple conquistou 7% de participação no mercado de smartphones no ano passado.

A finlandesa Nokia liderou as vendas no país e ficou com 47% de participação de mercado, com 2,4 milhões de smartphones. A Research In Motion, fabricante dos aparelhos da linha BlackBerry, aparece na segunda posição, com 1 milhão de smartphones comercializados e 21% de participação de mercado.

Em terceiro lugar está a coreana Samsung, com 9,5% de participação nas vendas, seguida da Apple, fabricante do iPhone, e da Motorola, com 6,5% de participação de mercado.

Ao todo, foram vendidos no Brasil pouco mais de 5 milhões de smartphones ao longo de 2010.

16.02.2011 - 14h52

SambaTech começa a atender médias empresas

Depois de conquistar cerca de 70% do mercado pago de transmissão de vídeos online no Brasil, a mineira Sambatech está entrando em um novo nicho.

A empresa anuncia com exclusividade sua plataforma voltada às médias empresas – ou a grandes que não precisem de tantos vídeos online – e que, portanto, precisam de menos funcionalidades a um custo mais acessível.

São empresas como a consultoria INDG, que precisam de alguns vídeos para treinar consultores em várias unidades. Em muitos casos essas empresas não podem usar as plataformas gratuitas, como o YouTube, por questões de segurança. “Eles precisam garantir que o seu conteúdo não será copiado ou acessado por pessoas sem permissão”, diz Gustavo Caetano, CEO da startup.

Os interessados podem entrar no site, fazer a assinatura e imediatamente passar a usar a plataforma. Assim, os clientes também poderão buscar publicidade para seus vídeos, o que não é possível em plataformas grátis.

Caetano diz que a decisão por mirar esse público veio dos próprios clientes, que pediam à empresa por um serviço mais acessível. Tanto que, em um mês, a empresa já registra 40 clientes da nova oferta, como o Infoesporte, o site de ensino Descomplica e a YesTV.

“Essa é uma grande mudança para a empresa”, diz. “Antes nos preocupávamos em atender bem o nosso pequeno portfólio de grandes clientes e agora teremos de buscar mais dinamismo.”

A SambaTech encerrou o ano de 2010 com faturamento de 10 milhões de reais e a expectativa é aumentar em 100% esse resultado em 2011.

15.02.2011 - 11h40

BuscaPé compra Navegg, empresa de personalização de navegação na web

O maior site de comparação de preços da América Latina, BuscaPé, acaba de confirmar à Exame a aquisição de 70% da Navegg, empresa dedicada à otimização de resultados na internet a partir da análise e segmentação de conteúdo digital.

Segundo o site da empresa adquirida, seu principal sistema desenha o perfil demográfico, interesses e intenções de compra dos internautas a partir do histórico de navegação na internet. Os serviços da empresa possibilitam a entrega de conteúdo e ofertas segmentadas aos perfis traçados. Customizando anúncios e conteúdo, os sites rentabilizam melhor sua audiência e melhoram o uso do seu inventário.

Fundada em 2009 no Paraná por um grupo de engenheiros, administradores e publicitários – dois brasileiros e o português Pedro Cruz, o diretor geral -, a Navegg tem hoje mais de 5 mil sites utilizando sua tecnologia em mais de 100 países. Analisa mensalmente 40 milhões de perfis demográficos e possui mais de 30 critérios de segmentação. Sua utilização é gratuita para pequenos sites até um limite, o que, segundo Cruz, “ajuda a aumentar a base de usuários e a qualidade das informação analisadas”.

No ano passado, a Navegg recebeu aporte do fundo brasileiro Astella Investimentos, o que permitiu ampliar sua aposta em novas tecnologias de segmentação. Agora, com o acesso à rede de afiliados do BuscaPé, a expectativa é de crescimento acelerado. “Será possível quadruplicar a capacidade de segmentação de campanhas em alguns meses”, diz Pedro Guasti, vice-presidente de inteligência empresarial do BuscaPé.

Em 2009, a Navegg já havia sido finalista do Desafio Brasil, competição de startups organizada pela FGV.

Em outubro do ano passado, o BuscaPé comprou a empresa de marketing comportamental eBehavior, conforme publicado por Exame. A diretriz da empresa, depois de ser comprada pela Naspers em 2009, é procurar negócios atrativos para aquisição que impulsionem o crescimento do grupo BuscaPé, dono do site de comparação de preços que deu nome ao grupo, a empresa de pesquisas eBit, o site de anúncios e classificados QueBarato e outros.

Atualizada às 13h, às 13h30 e às 14h45

07.02.2011 - 19h59

Diretor da Pepsico diz que é preciso arriscar para ter sucesso nas mídias sociais

As empresas precisam aproveitar o fato de o Brasil ter os consumidores que mais tempo navegam na internet no mundo. Pelo menos é o que acha o diretor global de mídias sociais da Pepsico, Bonin Bough. O executivo está no Brasil para a Social Media Week, um dos mais importantes eventos sobre mídia social no mundo, que começou na tarde de hoje. Antes de desembarcar no Brasil, Bough falou com EXAME. Abaixo, alguns trechos da entrevista.

Como uma marca/empresa deve fazer para ter sucesso na rede?
O sucesso vem com a ousadia. As ferramentas da moda estão sempre mudando: Second Life, Orkut, Twitter, etc. A chance de serem modismos (e, portanto, passageiros) não pode intimidar. Afinal, o mundo dos negócios também é assim. Os produtos têm ciclos cada vez mais curtos. Por isso testamos de tudo. Criamos, por exemplo, uma comunidade virtual para os amantes de salgadinhos, e já recebemos mais de 300 ideias de produtos. Também lançamos uma embalagem de Doritos com um código que dá acesso a conteúdo exclusivo em nosso site.

Como planejar uma campanha online?
É muito diferente de planejar uma campanha tradicional. Se você planejar muito para fazer certo, na verdade não estará criando uma campanha e sim uma conversa contínua com as pessoas. O diferente é que estamos sempre procurando formas de construir uma relação contínua de contato com os consumidores e depois fornecer campanhas ou conteúdos específicos. Por outro lado, o objetivo é descobrir o que os consumidores vão achar interessante nesses espaços. Os times brasileiros estão tentando identificar quais são os perfis online das pessoas para construir campanhas ou inserir “hashtags” de que as pessoas gostem.

Como vocês trabalham as campanhas mundiais e os grupos locais de mídia?
O Pepsi Refresh Project (iniciativa que recrutava ideias das pessoas para fazer um mundo melhor e depois patrocinou a sugestão mais votada) é um bom exemplo disso. Ele foi desenvolvido em sete países, mas em cada um deles a ativação da campanha foi diferente. Por uma abordagem geral, é crucial pensar execuções de campanhas baseadas no comportamento dos internautas de cada país. Então você pode planejar uma campanha global, mas ainda assim vai precisar de equipes locais para adaptar os detalhes para a execução.

Por que você se interessou em participar da Social Media Week?
Esta é uma das poucas conferências digitais sociais que existem. Como acreditamos no poder da mídia social para conectar os consumidores de uma forma muito poderosa, essa é uma maneira de continuar mostrando nosso comprometimento, especialmente em um mercado importante como o brasileiro.

Os brasileiros são mundialmente conhecidos por passarem muito tempo online, especialmente em redes sociais. Você leva isso em consideração para elaborar suas estratégias online?
O que eu considero mais importante é a oportunidade da Pepsico aprender com a usabilidade dos brasileiros. Acredito que o que acontece no Brasil é uma espécie de microcosmo de como o mundo digital vai expandir para o resto do mundo, especialmente quando você olha para a penetração da internet móvel no Brasil.

Nós já aprendemos muitas coisas. No Twitter, onde os brasileiros são o segundo povo com mais participantes, atrás apenas dos Estados Unidos, nós aprendemos com as reações de várias campanhas, como a Operação Sorriso (cada internauta que tuitasse a hashtag #os_pepsi, contribuia para que uma foto preto e branca ficasse colorida e, ao final, a empresa ajudaria a ONG a recuperar o rosto de crianças com imperfeições físicas de nascença). Essa campanha gerou 118 mil tweets e estamos buscando formas de replicar em outros mercados.

Há ainda muitas empresas com medo do que falam delas internet?
Algumas ainda têm medo, mas a maioria já percebe que há uma oportunidade incrível de se conectar com os consumidores. Mas vejo o Brasil como um líder digital, onde as empresas têm menos medo que em outros países.

E se alguém falar mal da sua companhia online, qual é a melhor forma de reagir?
A primeira coisa é identificar se é uma crítica pontual ou se é uma opinião em geral. As pessoas têm opiniões. O melhor é dar impulso àqueles que gostam e falam bem da sua marca.