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Zeros e Uns

30.11.2010 - 15h33

Empresa de jogos sociais para brasileiros é avaliada em 300 milhões de dólares

Enquanto estudava em Harvard, em 2007, o americano Daniel Kaife decidiu com dois amigos criar um negócio aproveitando a diretriz internacional de que os games dentro de redes sociais eram promissores. Juntou essa a outra previsão, aquela que via nos mercados emergentes as maiores oportunidades de negócios. O resultado foi a fundação da Vostu, especializada em jogos para o mercado brasileiro, com enfoque na rede mais popular do Brasil, o Orkut.

A empresa anunciou que recebeu investimento de 30 milhões de dólares da Tiger Management com a Accel Partners. Passou assim a ser lembrada não só pelos jogadores brasileiros que acessaram a rede para cultivar algum grão ou alimentar virtualmente os animais no jogo Mini Fazenda (a Vostu diz que tem 50% de participação de mercado de jogos sociais no país). Foi tema de assunto de pessoas no mundo todo e foi chamada pelo site TechCrunch de “a Zynga brasileira”.

Antes, a empresa já tinha recebido aporte da Intel Capital e da General Catalyst, que se mantiveram no negócio. Nos últimos 12 meses, a empresa levantou 50 milhões de dólares.

Os novos investidores compraram cerca de 10% da empresa na última rodada, o que significa que a Vostu foi avaliada em 300 milhões de dólares.

Tive a oportunidade de conversar com Kaife há alguns dias, que me impressionou ao falar português fluente. “São três anos indo tanto ao Brasil que aprendi”, diz. O executivo explicou por telefone, lá dos Estados Unidos, que nem o crescimento do Facebook no Brasil o preocupa. “Apesar de o Facebook ter aumentado o número de usuários em mais de 8 milhões de usuários no Brasil nos últimos 12 meses, o Orkut cresceu 30% e adicionou 10 milhões”, diz.

Além disso, segundo ele, enquanto o usuário do Facebook no Brasil gasta 30 minutos por mês no site, os integrantes do Orkut gastam cerca de 270 minutos na rede mensalmente. “Acreditamos que o Facebook realmente vai continuar crescendo, mas as duas redes vão continuar com espaço”, diz. “Uma será mais usada para contatos interpessoais e a outra para jogos e entretenimento.”

Se você leu a reportagem de capa de Exame desta semana, deve saber que este não é o plano de Mark Zuckberg. É por isso que esse jogo promete.

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