25.02.2013 - 18h37

Netshoes contrata bancos para IPO na Nasdaq

A empresa de comércio eletrônico Netshoes acaba de dar um importante passo rumo à sua abertura de capital. A empresa contratou Bank of America Merrill Lynch, Morgan Stanley, Bradesco BBI e Itaú-BBA para coordenar sua emissão de ações, que acontecerá na bolsa de tecnologia americana Nasdaq. Os sócios da Netshoes decidiram não abrir o capital da empresa na Bovespa, ao menos por enquanto. O motivo por trás desse movimento é de natureza cultural. Investidores americanos estão habituados a investir em empresas que, embora cresçam muito, ainda não geram caixa. Como esse é o caso da Netshoes, seria difícil convencer investidores brasileiros a apostar na companhia. Procurada, a Netshoes negou que tenha contratado bancos.

21.02.2013 - 17h38

A Vigor compra a Itambé

A Vigor, empresa de laticínios do grupo J&F, acaba de assinar a compra da Itambé, cooperativa mineira que fatura cerca de dois bilhões de reais. O negócio deve ser anunciado ainda hoje. A J&F, que também controla o frigorífico JBS, pagou 410 milhões de reais por 50% das ações. Um acordo dá à empresa o direito de escolher presidentes e diretores. Na prática, a Vigor controlará a Itambé. Com o acordo, a dívida da Itambé cai de 5,3 vezes sua geração de caixa para 1,3. A cooperativa foi assessorada pelo Bradesco BBI, que também financiou a Vigor.

31.01.2013 - 11h53

A Telefônica quer os nerds

A espanhola Telefônica Vivo comprou o controle da Futura Networks, empresa de eventos que o organiza a Campus Party, uma das principais feiras de internet do mundo. No Brasil, a Campus Party ocorre há seis anos e reúne cerca de 8 000 nerds de todas as idades em São Paulo. Além do espaço exclusivo aos inscritos, há uma área para a visitação gratuita que receberá 160 mil pessoas na edição deste ano, segunda a organização. Os funcionários da Futura Networks no Brasil foram informados da aquisição em meados de janeiro. A próxima Campus Party, prevista para acontecer em junho ou julho de 2013, em Recife, já será organizada pela Telefônica. Procuradas, as empresas não confirmam a informação.

(por Bruno Ferrari)

07.12.2012 - 17h31

Abilio quer migração para Novo Mercado

A convocação enviada nesta quinta-feira por Abilio Diniz para a próxima reunião do conselho de administração do Pão de Açúcar veio com uma surpresa. Numa carta, o empresário sugere que o conselho inicie estudos para a migração do Pão de Açúcar para o Novo Mercado da Bovespa – segmento da bolsa onde estão as empresas com melhores índices de governança. Segundo ele, o Pão de Açúcar “chegou ao estágio ideal para fortalecer ainda mais as suas práticas atuais”. Curiosamente, o estágio atual é aquele em que o empresário negocia sua saída da empresa. Ele sugere que os estudos para a migração ao Novo Mercado sejam concluídos em 60 dias.

05.12.2012 - 17h47

Não fale com Abilio

Não que isso seja necessário, mas eis mais um sinal de como anda péssima a relação entre o empresário Abilio Diniz e Jean Charles Naouri, presidente do varejista francês Casino. Desde a década de 1990, o Pão de Açúcar realiza uma festa de fim de ano, em que reúne milhares de funcionários. Virou tradição que Abilio Diniz usasse o evento para falar à tropa – um quadro conhecido como “Fale com Abilio”. A próxima reunião anual está marcada para a próxima terça-feira, dia 11, numa casa de shows na zona sul de São Paulo. Abilio estava preparando sua palestra quando recebeu um aviso – o Casino, que desde junho controla o Pão de Açúcar, proibia o empresário de subir ao palco. Ele só poderá assistir ao evento sentado — e ao lado dos demais membros do conselho de administração.

23.11.2012 - 14h47

Nizan negocia com o Kinea

O Grupo ABC, criado em 2002 pelo publicitário Nizan Guanaes, está negociando a entrada de um novo sócio, o fundo de private equity Kinea, do banco Itaú. Segundo EXAME apurou, as conversas estão adiantadas e falta acertar o preço do negócio. O objetivo de Nizan é usar o dinheiro do Kinea para fazer novas aquisições no setor. Em 2011, as 13 empresas do conglomerado, como as agências África, DM9 e Dojo, faturaram, juntas, 453 milhões de dólares, 24% a mais que no ano anterior. O grupo, hoje, ocupa a 18ª posição no ranking mundial das maiores companhias de comunicação, segundo o site Advertising Age. Hoje, Nizan tem como sócios Guga Valente, Bazinho Ferraz, Sérgio Valente, grupo Icatu e a gestora Gávea, de Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central.

22.11.2012 - 13h32

Eike Batista negocia entrada de sócio na OGX

O empresário Eike Batista está negociando a venda de uma participação na OGX para petroleiras estrangeiras. Mais especificamente, está à venda uma fatia de 25% nas áreas de exploração da OGX na Bacia de Campos. Calcula-se que o negócio, se concluído, levante cerca de 3 bilhões de dólares para a empresa. Há dois anos, Eike Batista tentou fazer uma transação semelhante, mas as negociações esbarraram no preço. No fim de 2010, a OGX valia 70 bilhões de reais. De lá para cá, as coisas pioraram bastante para a companhia: o valor de mercado caiu para 16 bilhões de reais. Agora, portanto, a conversa com as petroleiras estrangeiras acontece em termos mais favoráveis aos compradores — a esperança da OGX é justamente que a entrada de um sócio ajude a recuperar o valor das ações. As conversas estão adiantadas e os favoritos à aquisição são petroleiras chinesas. Procurado, o grupo EBX, de Eike, não comentou a informação.

Esta nota foi publicada na edição 1029 de EXAME, que chegou às bancas nesta quinta-feira.

11.10.2012 - 11h53

Grupo Multi, dono do Wizard, negocia sua venda

O Grupo Multi, que controla a rede de idiomas Wizard, está negociando sua venda. O fundador da empresa, Carlos Martins, contratou o banco de investimento BTG Pactual para intermediar conversas com interessados em fazer uma oferta pelo grupo, o maior do país no setor. Segundo EXAME apurou, diversos fundos de private equity foram convidados a analisar os números do Multi – entre eles Advent, GP, Carlyle e General Atlantic. As 3 000 escolas franqueadas da rede faturam 3,8 bilhões de reais. O grupo terá uma geração de caixa de 170 milhões de reais em 2012 e, segundo executivos que participam do processo, é avaliada pela família Martins em cerca de 2 bilhões de reais. O difícil tem sido encontrar alguém disposto a pagar isso tudo. Em paralelo, o Grupo Multi vem se preparando para uma possível abertura de capital: em setembro, contratou o executivo Giovanni Giovannelli como presidente. Lincoln Martins, filho de Carlos, deixou a função. Caso as negociações de venda não avancem, portanto, a empresa seguirá na rota da abertura de capital. Procurado, o Multi não se manifestou.

Essa nota foi publicada na edição 1026 de EXAME, que chegou hoje às bancas.

07.09.2012 - 18h19

FGC adia data do leilão do Cruzeiro do Sul

Por enquanto, ninguém fez uma proposta para comprar o banco Cruzeiro do Sul, que está sob intervenção do Banco Central desde 4 de junho. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que administra o banco temporariamente, havia determinado que receberia propostas de bancos que queriam entrar numa disputa pelo Cruzeiro do Sul até esta sexta-feira, ao meio-dia. Como nenhuma chegou, o FGC decidiu prorrogar o leilão para 12 de setembro.

Também nesse dia, os investidores que têm títulos da dívida do banco precisam decidir se aceitam receber menos pelos papéis. O FGC propôs um desconto médio de 49,3%. Se não houver adesão de 90% à proposta, o banco não poderá ser vendido. A adesão ficou abaixo desse percentual em 27 e 28 de agosto, as datas iniciais em que, respectivamente, investidores nacionais e estrangeiros tinham para se manifestar – se isso ocorrer de novo agora, o banco será liquidado, segundo o FGC.

O que pode interessar um possível comprador são os créditos tributários do Cruzeiro do Sul. Segundo um relatório da auditoria PricewaterhouseCoopers, contratada pelo FGC para analisar os balanços do banco, a instituição tem cerca de 600 milhões de reais em crédito fiscal. O problema são as acusações de fraude: pelo que se sabe até agora, o banco forjou cerca de 300 000 empréstimos. (por Thiago Bronzatto)

04.09.2012 - 17h08

Lenovo anuncia amanhã compra da CCE

A chinesa Lenovo está prestes a fechar a compra da CCE, tradicional marca brasileira de eletroeletrônicos. As empresas vinham negociando desde o fim do ano passado. Nesta terça-feira, o contrato estava sendo finalizado. O anúncio será feito amanhã pelo presidente global da Lenovo, Yang Yuanquing.