Em audiência com o governador José Serra hoje à tarde, a cantora Madonna convenceu o governo estadual a aderir ao programa de sua ONG, Kids for Success. Ficou combinado que ela entrará com o treinamento dos monitores, que se encontram com as crianças uma vez por semana, e o estado com a estrutura (escolas). O programa deve ocorrer nos finais de semana e é focado em promover a auto-estima da garotada. Participaram do encontro também Paulo Renato, secretário de Educação, e Monica Serra, presidente do Fundo Social de Solidariedade.
Em tempo:o governador achou que Madonna aparenta 20 anos menos que os 50 e poucos que já tem…
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Serra vai apoiar ONG de Madonna
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Eike Batista é atração em TV americana
Charlie Rose é um dos jornalistas mais prestigiados dos Estados Unidos. Em seu programa de TV já conversou com pesos-pesados como Warren Buffett e Bill Gates. Ontem, levou ao ar uma entrevista com Eike Batista, o dono do grupo EBX e homem mais rico do Brasil. Ao apresentá-lo, Rose disse que Eike “pode muito bem se tornar a pessoa mais rica do mundo graças ao petróleo que encontrou na costa brasileira.”
Ao longo da entrevista, Eike fala sobre as atividades de mineração que comandou no passado (“quando o ouro estava em alta eu estava na Suíça, quando em baixa, eu estava em Bangladesh”), sobre a influência do pai, Eliezer Batista em sua vida (“ele me ensinou a sonhar grande”) e sobre como seu império vai crescer nos próximos anos. Num determinado ponto, Rose pergunta de quanto será seu patrimônio em 10 anos. Sem titubear, Eike responde que de 100 bilhões de dólares – mais que o dobro da atual Fortuna de Gates, que atualmente ocupa o posto de homem mais rico do mundo.
Vale a pena ver o que esse polêmico empresário tem a dizer. Assista aqui a entrevista.
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Embraer é a empresa que mais perdeu valor no Brasil
Dias atrás escrevi aqui sobre as empresas americanas que mais perderam valor de mercado, segundo um levantamento da revista Fortune. Pois fiquei curiosa para saber a quem caberia o título no Brasil. Pedi então à Economática que fizesse uma análise de quais as empresas brasileiras que mais perderam valor de mercado nos últimos cinco anos. Sabe quem está no topo da lista? A Embraer, que entre fevereiro de 2005 e fevereiro de 2010 perdeu praticamente metade de seu valor — despencou de 13,1 bilhões de reais para 6,9 bilhões de reais.
Por que essa queda tão abrupta? O executivo Frederico Curado, que preside a Embraer desde 2007, definitivamente não tem tido sorte. A crise mundial que eclodiu em 2008 derrubou as encomendas das aeronaves. Paralelamente, o real se valorizou em relação ao dólar — um problemão para companhias com um perfil tão exportador quanto o da Embraer. Num cenário tão adverso, as iniciativas dos executivos da Embraer servem mais para estancar a sangria do que propriamente para levar a companhia de volta ao topo. No início do ano passado, Curado fez um inevitável ajuste da estrutura de custos da empresa, provocando a demissão de milhares de funcionários (leia aqui matéria publicada por EXAME à época). Além disso, a empresa vem investindo em novos produtos, como os jatos Phenom, para tentar atrair novos compradores. Para analistas, porém, enquanto o mercado mundial estiver desaquecido e o câmbio pender em favor do real, a Embraer continuará enfrentando problemas. “É difícil imaginar quando as ações da empresa vão voltar ao patamar de alguns anos atrás’, diz a analista Daniela Bretthauer, da corretora Raymond James.
Em tempo: a companhia que mais ganhou valor de mercado no mesmo período foi a Petrobras, que saltou de 115,3 bilhões de reais para 304,4 bilhões de reais.
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Cada vez mais próximos
Primeiro foram as agências, que começaram a ser integradas recentemente. Agora, o Itaú Unibanco, que anunciou sua fusão há pouco mais de um ano, se prepara para dar mais um passo importante na formação dessa nova instituição. No final deste mês, Pedro Moreira Salles, presidente do Conselho de Administração, e Roberto Setubal, presidente executivo do Itaú Unibanco, participarão de uma verdadeira maratona de reuniões com os principais executivos do banco. Serão quatro dias em que a dupla vai conversar com os 14 000 líderes do banco. O objetivo? Passar para o pessoal os princípios da cultura que vai reger essa nova instituição.
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As perdedoras da década
Nenhuma empresa americana perdeu tanto valor de mercado nos últimos 10 anos quanto a Cisco. A conclusão é da revista americana Fortune, que acaba de divulgar um ranking com as “losers” da década (veja aqui a matéria). Incensada no final dos anos 90, a Cisco chegou ao ano 2000 com um extraordinário valor de mercado de 557 bilhões de dólares — hoje, seu valor é de 132 bilhões. Feitas as contas, a empresa perdeu 425 bilhões de reais — algo como duas vezes o que a Petrobras vale atualmente na bolsa.
Nessa lista de perdedoras, os setores de tecnologia e telecomunicações são os que mais aparecem. Além da própria Cisco, estão Intel, Microsoft, Nortel, Lucent, AOL e WorldCom. Mas a empresa que mais me chamou a atenção foi a GE, a vice-líder desse ranking. Quando o lendário Jack Welch deixou o comando da empresa, em 2001, a GE era a empresa mais valiosa do planeta — e também uma das mais admiradas. Durante décadas (antes mesmo de Welch), a GE foi uma empresa com crescimento acelerado, de dois dígitos por ano. Por diversas razões, o sucessor de Welch, Jeff Immelt, não conseguiu manter a rota ascendente e a companhia perdeu 70% de seu valor. E ao contrário dos executivos das empresas de tecnologia e telecom, Immelt não pode culpar o estouro da bolha da internet pelo declínio da empresa.
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Um novo jogo de forças
Já dá para dizer que a Ford saiu da crise. Dias atrás, a segunda maior montadora do mundo anunciou um lucro de 2,7 bilhões de dólares. Hoje, a companhia divulgou que as vendas de janeiro foram 25% maiores que as do mesmo período do ano passado, alcançando pouco mais de 116 mil carros.
Parte dessas vendas aconteceu às custas do inferno pelo qual passa a concorrente Toyota, que anunciou um recall gigante dias atrás (a Ford aproveitou para “incentivar” os donos de carros da montadora japonesa a trocar seus veículos pelos da empresa americana). Até pouco tempo atrás, ao lado da GM e da Chrysler, a Ford representava justamente a “velha” indústria automotiva, que encolhia porque fabricava produtos que os consumidores não tinham interesse em comprar. A Toyota, por sua vez, tinha se tornado a maior montadora do mundo e saído na frente na corrida por carros mais econômicos. Em menos de dois anos, a Ford conseguiu sair dessa espiral descendente, enquanto a Toyota agora é questionada naquilo que tinha de mais virtuoso: a qualidade de seus produtos. Uma matéria no New York Times mostra que a Toyota sabia dos problemas desde agosto do ano passado (leia aqui).
Não tenho a menor ideia de qual das duas montadoras terá mais sucesso daqui pra frente – ou mesmo se uma Hyundai ou a Volkswagen não acabarão atropelando as duas. Mas essas reviravoltas tão rápidas que estão acontecendo na indústria automotiva deixam muito claro pra mim que os tempos de empresas hegemônicas ficarão definitivamente para trás — e não só em setores mais “nervosos” como tecnologia, por exemplo.
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Mais “perto” da China que do Mato Grosso
A economia brasileira anda tão promissora que às vezes a gente esquece um pouco do “custo Brasil”. Mas isso passa rápido. Sempre aparece alguém para apontar ineficiências do país que minam a nossa competitividade. Hoje conversei com Marcelo Moreira, presidente da Tiba Agro, uma das maiores empresas de terras agrícolas do Brasil. Apesar de todos os avanços do agronegócio — empresas mais profissionalizadas, produtivas e cercadas de tecnologia —, ele comentou sobre alguns grandes gargalos que afetam o setor. O principal deles é a falta de infra-estrutura. Moreira contou que o transporte rodoviário da soja cultivada no Mato Grosso até o porto de Santos, por exemplo, tem um custo três vezes maior que o frete cobrado para levar a commodity do Brasil à China. Você leu certo. É mais barato mandar a soja pro outro lado do planeta que transportá-la aqui dentro do país.
Absurdo, não? A despeito da euforia, os velhos problemas continuam aí. Não podemos nos enganar…
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O horror de uma demissão
Existe uma maneira indolor de demitir alguém?
Essa pergunta me veio à cabeça enquanto eu assistia ao novo filme de George Clooney, Up in the Air — que no Brasil ganhou o infeliz título de “Amor sem escalas”.
Clooney interpreta uma espécie de consultor contratado por empresas que precisam demitir funcionários e não sabem como fazê-lo (ou preferem não “sujar as mãos” com isso). Experiente no riscado, ele utiliza diversas técnicas para contar aos empregados que suas empresas não precisam mais deles. Como é de se esperar, as reações dos demitidos são péssimas. Tem gente que chora, tem gente que esbraveja, tem quem fique catatônico, sem chão ao saber que perdeu a ligação com uma empresa para a qual trabalhava havia décadas. Por mais profissional que Clooney seja, ele não consegue fazer demissões “limpas”.
Pode-se argumentar que o filme é uma obra de ficção. Ok. Mas na vida real será que essas cenas são tão diferentes assim? Qualquer um que já passou pela experiência — quer demitindo, quer sendo demitindo — sabe que é um processo doloroso. Claro, existem algumas empresas que conseguem piorar uma situação já crítica. Tornou-se lendária, por exemplo, a decisão tomada pela subsidiária brasileira da Ford no final da década de 90 de mandar embora centenas de funcionários por carta às vésperas do Natal — é fácil imaginar o tipo de repercussão que a medida teve não apenas internamente como também para a imagem da montadora.
Mas voltando à pergunta inicial: será que é possível demitir alguém sem causar um trauma? Você acha que a maioria das empresas se preocupa em fazer isso de maneira digna? E se você já foi demitido alguma vez, como você se sentiu?
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Carga máxima
Para as siderúrgicas brasileiras, o ano de 2009 não deixou saudade. Por conta da crise mundial, a demanda de aço despencou. Uma das mais afetadas foi a Usiminas, que chegou a reduzir a produção pela metade. No auge da turbulência, a empresa desligou três de seus cinco alto-fornos, localizados em Ipatinga (MG) e Cubatão (SP). No segundo semestre, com a melhora da economia, dois desses alto-fornos foram religados, mas um permanecia desativado. Até agora. Na próxima segunda-feira, 25, a empresa vai anunciar que o último desses fornos que estava desligado vai finalmente voltar a operar.
Ok, o forno não será religado apenas porque a demanda aumentou — existe também uma explicação técnica para justificar que ele volte a operar. Mas de qualquer modo o fato de a empresa retomar aos poucos a sua capacidade total de produção é um bom sinal. “A expectativa é de que esse ano seja melhor que 2009. só não sabemos ainda quanto”, me disse hoje o presidente da Usiminas, Marco Antonio Castello Branco.
Desde o início deste ano, todos os empresários e executivos com quem conversei compartilham da opinião de Castello Branco. Para eles, 2010 será um ótimo ano para o Brasil — a despeito de eventuais incertezas que a eleição presidencial venha a causar. Honestamente, espero que eles estejam certos.
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Quando a meritocracia não vale nada
A compra da cervejaria brasileira AmBev pela belga Interbrew, formando a InBev, aconteceu em março de 2004. Desde então, executivos brasileiros têm sido despachados para Leuven, na Bélgica, onde fica a sede da empresa. O objetivo desde o início era dar um choque de gestão na nova companhia e acabar com um certo ranço que exista na cervejaria européia. Controlada por seculares famílias aristocráticas, a Interbrew normalmente promovia reuniões executivas e de conselho em hotéis de luxo, regadas a champanhe — um contraste gritante com o estilo de administração espartano da AmBev.
Passados quase seis anos, os acionistas parecem ter “comprado” a nova cultura — afinal foi graças a ela que a InBev conseguiu comprar a americana Anheuser Busch, formando a maior cervejaria do mundo. O problema é que para boa parte dos funcionários o conceito de “meritocracia”, um dos pilares da cultura da AmBev, continua sem ter apelo algum — e é essa a principal razão do clima de guerra que se instaurou nas operações da Bélgica recentemente. Acostumados a viver com a generosa ajuda do Estado, muitos deles acham um delírio essa conversa de “quanto mais resultado você gerar, mais vai ganhar”.
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GP deixa a BRMalls
A GP Investimentos, maior empresa de private equity do pais, vendeu sua participação de 6,8% na administradora de shopping centers BR Malls. O valor do negócio é de 163 milhões de dólares.
A GP entrou na BR Malls três anos atrás. Por meio de uma série de aquisições, transformou a administradora de shoppings na maior do país — e num ótimo negócio para a própria GP. Nesse período, o dinheiro obtido com a venda de toda a participação acionária da GP foi 3,3 vezes superior ao montante investido para entrar na BR Malls.
Apesar da saída da GP, a administração continuará a mesma. O executivo Carlos Medeiros, sócio da GP, se manterá na presidência da companhia.
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Você usaria Havaianas na neve?
Para muita gente inovação é sinônimo de desenvolvimento de novos produtos e serviços. Na minha opinião, porém, inovação é mais que isso. É descobrir, por exemplo, novas formas de “empacotar” recursos que já existem.
Nesse sentido, uma propaganda da Havaianas feita na Europa é exemplar. Quando se pensa nas famosas sandálias de borracha o mais habitual é associar seu uso a momentos de descontração em clima de verão. Pois na Europa a Havaianas está tentando subverter essa ordem. Por que não usar os chinelos no inverno?
O filme abaixo mostra um “teste” feito recentemente pelas Havaianas numa estação de esqui francesa. É cedo para saber se essa iniciativa será capaz de convencer os europeus a deixar os pés expostos no frio — e a aumentar as vendas. De qualquer maneira, vale a pena assistir o filme.
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Eike Batista estuda fabricar carros no Brasil
Dono de empresas de logística, mineração e petróleo (entre outras) e homem mais rico do Brasil, com uma fortuna pessoal estimada em 7,5 bilhões de dólares, o empresário Eike Batista estuda entrar num novo ramo: o das montadoras de automóveis. A idéia do empresário é montar uma empresa capaz de produzir veículos com motores de baixo consumo (num modelo ligeiramente inspirado em veículos como o Smart, da Mercedes) ou carros elétricos. “Não vamos entrar nisso sozinhos”, disse Eike à EXAME há pouco. “Estamos procurando uma empresa estrangeira que atue nessa área para levar adiante esse projeto com a gente.” Qual? Isso ele não conta de jeito nenhum.
Segundo suas estimativas, uma montadora instalada num local com condições logísticas vantajosas como o Superporto do Açu, complexo no norte do estado do Rio de Janeiro que está sendo erguido pela LLX (uma das empresas de Eike), poderia diminuir os custos de produção em até 200 dólares por veículo.
Será que Eike vai se tornar um rival para Fiat, Ford, Volkswagen e as outras grandes montadoras instaladas no Brasil?
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Uma filial brasileira da maior fábrica de executivos do mundo?
A americana GE pode vir a construir no Brasil um centro de treinamento de executivos inspirado em Crotonville, seu famoso centro de treinamento nos Estados Unidos, que se tornou referência em educação executiva em todo o mundo. Quem contou que esse projeto está sendo estudado foi o próprio presidente mundial da companhia, Jeff Immelt, que acaba de encerrar uma visita ao Brasil.
Estive em Crotonville em 2008 para fazer uma matéria sobre “a maior fábrica de executivos do mundo” (leia aqui). Na época, uma das responsáveis por Crotonville comentou comigo que, com a globalização e o crescimento da companhia, eles começavam a pensar em abrir “filiais” do centro do treinamento no mundo.
Será que teremos mesmo uma dessas “fábrica de executivos” por aqui?
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Clima de guerra na ABInBev
Continua tenso o clima entre funcionários e executivos da ABInbev na Bélgica (alguns dirigentes da cervejaria chegaram a ser feitos reféns no final da semana passada).
Conversei há pouco com um dos principais sindicalistas belgas. Segundo ele, há barreiras nas portas de duas fábricas que operam no país – o que está afetando a produção das unidades. A principal queixa dos sindicalistas é em relação à decisão da ABInbev de cortar 10% da força de trabalho. “A meritocracia instalou um clima de medo por aqui”, disse ele. “Decidimos resistir à mudanças pelo tempo que for preciso.”
A briga promete ser feia…
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Casa Show contrata consultoria Galeazzi
Discretamente, no final de ano passada a rede varejista Casa Show, líder no mercado de construção no Rio de Janeiro, contratou a consultoria Galeazzi e Associados. O motivo? Tirar a empresa do vermelho. O choque de gestão foi a saída encontrada pela Leblon Equities, gestora de recursos que desde junho do ano passado detém 60% da Casa Show (o restante está nas mãos da família Sendas). Segundo Marcelo Mesquita, sócio da Leblon Equities, embora os números de 2009 ainda não tenham sido fechados, nos três primeiros trimestres a companhia operou “ligeiramente” no vermelho (ele não revela quanto). Com os consultores, o objetivo é rever processos e a estrutura de custos — algo que a Galeazzi fez com sucesso em outros grandes varejistas como Lojas Americanas e Pão de Açúcar. À frente do projeto está o sócio da Galeazzi Luís Felício, que ocupa interinamento o posto de CEO da Casa Show.
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O livro de cabeceira de Marcel Telles
Quem acompanha esse blog deve se lembrar da série de entrevistas Grandes Líderes, gravada no ano passado. A primeira delas foi com Marcel Telles, um dos controladores da cervejaria AB-Inbev, que comentou sobre o livro de negócios que mais o tinha influenciado — Double your profits in six months or less, escrito pelo americano Bob Fifer no início da década de 90. Embora o título mais parecesse coisa de auto-ajuda, Marcel disse que o livro era sensacional e que costumava relê-lo de tempos em tempos. Na época recebi diversos emails de leitores interessados em ler o livro, mas ele estava esgotado. Pois bem, em dezembro o leitor André Luís Chrispin me avisou que a obra estava disponível no site da Livraria Cultura. Aproveitei as férias coletivas para tentar entender porque a obra tinha impressionado tanto Marcel.
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O que esperar do Brasil em 2010?
O ano está acabando e o bicho não foi tão feio quanto se pintou no início de 2009 (pelo menos no Brasil). Mas o que esperar do país em 2010?
Em vez de dar a minha opinião fui buscar a de homens de negócios que entendem muito mais desse riscado do que eu (os colegas Cristiane Mano e Lucas Amorim me ajudaram a empreitada).
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É justo que Tiger Woods perca seus patrocínios porque pulou a cerca?
OK, o mega golfista Tiger Woods não é um homem perfeito. Como tantos sujeitos casados ele traiu sua mulher. Óbvio que essa não é uma atitude louvável. Mas o que Woods faz entre quatro paredes diz respeito aos seus patrocinadores? É justo que o maior golfista da história perca seus patrocínios porque pulou a cerca? A Accenture e a Gatorade já caíram fora, e a Gilette suspendeu anúncios com o atleta. Ontem, o presidente mundial da Nike, Phil Knight, disse que vai manter o apoio e que um escândalo como esse faz parte do jogo. A fabricante de relógios Tag Heuer também pretende continuar usando Woods como garoto-propaganda.
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Quer ajudar a criar um carro?
Em agosto, a subsidiária brasileira da Fiat colocou no ar um site que convida os consumidores a mandar idéias que possam ser incorporadas a um carro conceito da montadora. À primeira vista a ideia pode soar um tanto maluca. Será que os clientes tem interesse em participar de algo assim? E mais: será que as ideias seriam viáveis?
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Dá para ser presidente de uma grande empresa e ficar no anonimato?
Segunda-feira a repórter Melina Costa e eu fomos até a sede do grupo Pão de Açúcar conversar com Abílio Diniz e Michael Klein sobre o negócio envolvendo Pão de Açúcar e Casas Bahia. Foi a primeira entrevista que os dois deram juntos depois do anúncio do negócios – e os melhores trechos da conversa podem ser lidos na matéria de capa desta edição de EXAME. O encontro foi interessante também porque tivemos a chance de conhecer Raphael Klein, filho de Michael, e presidente da nova empresa resultante da compra de uma fatia da Casas Bahia pelo Pão de Açúcar.
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Talentos brasileiros vão virar filme
A Fundação Estudar, fundada em 1991 por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, vai fazer um filme em 2010 para contar história dos bolsistas apoiados pela instituição – 453 alunos de graduação e MBA, no Brasil e no Exterior, ao longo desses 18 anos.
A diretora executiva da Estudar, Thais Junqueira Franco Xavier, me contou hoje que o filme se inspira um pouco no livro Outliers – Fora de Série, lançado pelo jornalista americano Malcolm Gladwell no ano passado. Na obra, o autor se dedica a discutir as razões que levam alguém ao sucesso. A ideia da Estudar é fazer algo parecido, mostrando a trajetória de alguns de seus bolsistas, características comuns que eles apresentam e como ascenderam na carreira.
O filme está agora em fase de captação de recursos.
Fiquem de olho, porque quando o filme estiver pronto vou colocar um trecho aqui no blog em primeira mão.
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Estudo da Serasa mostra que Nova PontoCom cresce sete vezes mais que B2W
Um estudo da Serasa Experian Hitwise (braço da Serasa que analisa a interação de 90 000 pessoas com 60 000 sites do Brasil) que acabei de receber com exclusividade mostra quanto a Nova PontoCom, associação online entre o Grupo Pão de açúcar e a Casas Bahia, vai incomodar a B2W, a maior empresa de comércio eletrônico do país, formada por americanas.com e Submarino.
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Jim Collins ficou para depois
O fechamento do negócio com a Casas Bahia, sexta-feira passada, obrigou o empresário Abílio Diniz, do Pão de açúcar, a cancelar um compromisso que ele aguardava há tempos. Hoje e amanhã (8), Abílio e um grupo de executivos do Pão de Açúcar teriam um workshop com o guru Jim Collins, autor do clássico Feitas para Durar e do recém-lançado How the Mighty Fall (ainda sem edição em português).
Segundo o empresário, o encontro deverá ser remarcado para o início de fevereiro.
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Santander Real lança novo serviço para clientes de alta renda
O Santander Real dará um passo importante na integração dos dois bancos nos próximos dias. Numa ampla campanha publicitária que estreia dia 13 de dezembro, no programa do Fantástico, a instituição vai anunciar seu novo serviço para o disputado mercado de clientes de alta renda: o Van Gogh Santander. Até agora, os clientes de alta renda do Santander e os do Real tinham pacotes de serviços e benefícios diferentes. Tradicionalmente, o Real (que já oferecia o serviço Van Gogh para correntistas com renda mensal superior a 4 000 reais) sempre teve presença maior nesse mercado de alta renda. Segundo pessoas próximas à instituição, o pacote que será oferecido a partir de agora será turbinado com novos serviços para os clientes – o objetivo, claro, é atrair novos correntistas para a instituição.
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As empresas do ano
Com o final do ano chegando, começam a surgir as listas na linha "retrospectiva". Hoje o site da americana Fortune traz uma relação muito legal, que cruza todos os rankings publicados pela revista em 2009 — Fortune 500 (com as 500 maiores), as melhores para se trabalhar, as mais admiradas etc — e mostra quais as 39 companhias que estiveram mais presentes. Ou seja: é a nata da nata. Adivinha quem está no topo ? Google. Na sequência, num impressionante domínio do setor de tecnologia, estão Amazon, Apple, Cisco e Goldman Sachs. As montadoras, que já foram a grande força da economia americana, não aparecem na lista. Os tempos, definitivamente, são outros… Você concorda que o Google é o bambambã entre as empresas americanas? E se pudesse escolher a empresa brasileira que mais se destacou em 2009, para qual iria seu voto?
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Matriz copia iniciativa da Audi do Brasil
Há poucas semanas, a subsidiária brasileira da Audi lançou a Audisfera, uma área em seu site que reúne tudo o que é falado sobre a marca na internet, de notícias a comentários em redes de relacionamento como Facebook e Orkut — um projeto inédito entre todos os países onde a montadora atua. Segundo o presidente da empresa, Paulo Kakinoff, até agora a Audisfera recebeu mais de 50 000 visitantes. Pois bem, o retorno dessa iniciativa chamou tanto a atenção da matriz, na Alemanha, que a Audi já decidiu: vai lançar um site parecido por lá.
P.S. Estarei em férias a partir do dia 16, segunda-feira. Volto dia 30 de novembro. Até lá!
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Odebrecht contrata 1000 pessoas por mês
Acabo de conversar com Marcelo Odebrecht, presidente do grupo Odebrecht. Hoje a companhia atua em diversos países fora do Brasil, como Estados Unidos, Angola e Líbia (no caso da construtora, uma das empresas do grupo, quase 80% do faturamento vem do exterior). Marcelo contou que a Odebrecht vem contratando nos últimos tempos 1000 funcionários por mês, em média.
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As lições de Julio Ribeiro
Bons livros de negócios escritos no Brasil são raros. Não sei exatamente porque, mas são. Por isso é sempre muito legal quando me deparo com uma obra que vale a pena. É o caso de Fazer Acontecer.com.br, que o publicitário Julio Ribeiro, fundador da Talent, uma das agências mais bacanas do país, está lançando hoje. Na obra (uma reedição atualizado de um livro publicado por Ribeiro na década de 90), o publicitário conta vários episódios interessantes que marcaram sua carreira.
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O estrago na imagem da Uniban
À parte as discussões ideológicas, o episódio envolvendo a Uniban e a estudante Geisy Arruda, hostilizada por ir às aulas com um mini-vestido Pink, tem todos os elementos para se tornar um case de desastre no que se refere à administração de uma crise.
Basicamente tudo o que poderia ser feito errado, a administração da Uniban fez. Primeiro, deixou a manifestação dos alunos contra Geisy tomar uma proporção próxima do linchamento — até a polícia teve de intervir. Depois, expulsou a aluna. Ah? A menina é atacada e ela é quem é penalizada? Finalmente, resolveu voltar atrás. Ou seja, um samba do criolo doido sem precedentes.
















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