Foi ótimo enquanto durou, mas é hora de dar um tempo com esse blog.
Comecei a escrever o Por Dentro das Empresas em outubro de 2006. Lá se vão três anos e meio. Nesse período, mudei de função algumas vezes aqui na redação — mudanças que significaram promoções e um bocado de aumento de volume de trabalho. É essa nova realidade que está praticamente me obrigando a abrir mão desse espaço. Quase não tenho mais tempo para atualizar o blog e isso tem me incomodado bastante. Dois ou três posts por semana, como tenho colocado, têm deixado o Por Dentro das Empresas meio manco — e eu não gosto de fazer as coisas pela metade.
Isso não significa, porém, que eu vá sumir do site. A série Grandes Líderes, por exemplo, continuará existindo (no segundo semestre teremos mais cinco entrevistas). E continuarei colocando no Twitter coisas sobre os mundo dos negócios que eu considere interessantes (se quiser manter contato me siga no @criscorrea).
Queria agradecer a todos que acompanharam esse blog e me mandaram comentários, sugestões e provocações.
Até mais!
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Meu primeiro blogcídio
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Philips vai mudar de sede
O dia 1º de julho vai marcar uma mudança para os 4100 funcionários da subsidiária brasileira da Philips — literalmente. Eles vão deixar a atual sede na Chácara Santo Antonio, na zona Sul da capital paulista e passarão a ocupar um prédio em Alphaville, na Grande São Paulo. No novo escritório não haverá nenhuma divisória. Serão quatro andares de espaços abertos, em que a maioria dos funcionários nem mesmo terá mesas fixas. Segundo Marcos Bicudo, presidente da Philips, a ideia é que todas as áreas fiquem mais integradas. “Nem eu terei mesa definida”, diz o executivo.
Quero ver quem vai se arriscar a disputar uma cadeira com ele…
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A luta por uma amostra (quase) grátis
Eram 15h e um punhado de consumidores — a maioria mulheres — se acotovelava numa nova loja que abriu as portas hoje na Vila Madalena, em São Paulo. O burburinho se justificava menos pelos produtos expostos no local e mais pelos preços deles. Ou melhor, pela ausência de preços. No Clube Amostra Grátis, como foi batizada essa loja, os associados podem entrar, encher a sacola e sair sem pagar nada (basta arcar com uma anuidade de 50 reais para ter o direito de retirar cinco amostras por mês).
Dei uma rápida “fugida” da redação para tentar entender como esse modelo conhecido pelo pessoal de marketing como “tryvertising” (algo como “teste antes de comprar”) funcionava na prática. Para as empresas que colocam seus produtos nas prateleiras essa é uma forma não apenas de mostrar suas novidades, mas também de abrir um canal direto com consumidores dispostos a testá-los e a responder pesquisas sobre eles. Pois na loja de dois andares, ainda com vários espaços vazios, estavam expostos produtos de diversas marcas. Algumas delas são bastante conhecidas, como os esmaltes Colorama e o café Dolce Gusto, da Nestlé, e outras nem tão familiares assim, como a água saborizada Jah. mas ninguém parecia se importar com o pedigree da marca. O negócio era experimentar as novidades.
A fila para que os associados pegassem sua carteirinha era tão grande — e lenta — , que depois de 10 minutos de espera decidi sair de lá sem levar minhas amostras (sim, eu sou uma das pessoas que pagou 50 pilas para ter a sensação de sair de uma loja com a sacola cheia sem desembolsar um tostão). E fiquei pensando se esse modelo dará realmente certo. Será que os consumidores vão mesmo responder as pesquisas com atenção? E se responderem, como isso vai influenciar os fabricantes?
Acho que será preciso esperar algum tempo para ter essas respostas…
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Troca de comando na Telhanorte
A Saint Gobain Distribuição Brasil, dona das marcas de varejo de material de construção Telhanorte, Pro Telhanorte e Center Líder acaba de trocar de presidente. Depois de cerca de 16 meses o executivo Ney Galvão deixou o cargo. Em seu lugar, entrará Manuel Corrêa, que está há 25 anos na Saint-Gobain e até agora ocupa o cargo de diretor da Securit, divisão de vidros do grupo.
Segundo fontes próximas à empresa uma das razões da saída do executivo seria uma conturbada transferência de seu centro de distribuição — de Jundiaí para Guarulhos, na Grande São Paulo —, em março. A mudança teria atrasado entregas nas lojas e gerado reclamações de consumidores. Por meio de nota, o grupo Saint Gobain afirmou que a saída de Galvão foi “uma decisão pessoal… tomada para que o executivo pudesse cuidar de assuntos particulares.”
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15 minutos com Steve Jobs
Preciso pedir desculpas pelo sumiço dos últimos dias — estive fora da redação fazendo um curso. Volto hoje em meio ao pânico que se instalou nas bolsas de valores em todo o mundo, mas peço licença para falar de algo que não tem nada a ver com isso.
Quero 15 minutos do seu tempo. Ou melhor, você vai “gastar” esses minutos com Steve Jobs. Eu explico. Ontem um colega do curso comentou sobre um discurso que o genial fundador da Apple fez para uma turma de formandos de Stanford tempos atrás. Segundo ele, a fala era memorável. Como nunca tinha assistindo, corri para o YouTube — e tive de concordar com meu amigo. No discurso Jobs fala sobre três histórias de sua vida: a decisão de largar a faculdade, sua demissão da Apple e o tratamento de câncer a que tinha se submetido. Por meio delas, o revolucionário empresário revela um lado quase frágil de sua personalidade, o de um homem que mesmo sendo brilhante, tem lá seus medos e dúvidas. Sob todos os aspectos, é uma inestimável lição de vida, dada por um dos maiores empreendedores da história. Uma lição que vale bem mais que 15 minutos. Comprove:
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=UF8uR6Z6KLc[/youtube]
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Dono da Starbucks lança livro sobre a crise
Em 1997, o americano Howard Schultz, o homem por trás do então estrondoso crescimento da rede de cafeterias Starbucks, lançou o livro Dedique-se de Coração, em que contava a saga da construção da empresa. Apesar da história edificante, a Starbucks viria a mergulhar na pior crise de sua existência na década seguinte. Perdida em meio a um crescimento vertiginoso, a companhia deixou de lado seus valores — e até o aroma do café torrado na hora, que tanto encantou Schultz em sua primeira visita a uma loja Starbucks, em Seattle, nos anos 90. Pois em março de 2011, Schultz vai publicar seu segundo livro — desta vez contando como conseguiu superar a crise. Seu primeiro passo foi reassumir o leme da companhia em 2008, depois de oito anos distante do dia-a-dia. Ele criou um portal para que os clientes sugerissem mudanças para a rede, mudou o cardápio e trouxe de volta parte do clima de “santuário do café” que as lojas tinham no começo. Os resultados começaram a aparecer. No trimestre encerrado em março, por exemplo, a companhia teve crescimento de 9% (em comparação ao mesmo período do ano anterior). Se Schultz de fato contar em detalhes como conseguiu essa virada (pelo menos até agora parece que o pior ficou para trás), esse livro deverá ser ainda mais interessante que o primeiro — e uma bela aula de gestão.
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As empresas continuam presas ao passado
O empresário Ricardo Semler, controlador da Semco, ganhou fama nos anos 80 ao lançar o livro Virando a própria mesa, em que pregava organizações mais dinâmicas, sem hierarquias rígidas. Passadas mais de duas décadas, porém, ele acredita que a maioria das organizações ainda está presa aos modelos do século passado. “As empresas gostam de parecer modernas, estão no Twitter e tal, mas no fundo são as mesmas”, disse Semler em entrevista a série Grandes Líderes, admitindo que nem na própria Semco conseguiu construir exatamente o tipo de empresa com que sempre sonhou.
Para quem espera um novo livro de negócios escrito pelo empresário, lá vai uma má notícia: ele disse que não pretende publicar mais nenhum. Para Semler, o que ele tinha a dizer sobre gestão já foi dito e ele encerrou esse ciclo (tempos atrás ele fez uma fogueira e queimou — literalmente — tudo o que estava relacionado a essa fase, de matérias escritas sobre eles a vídeos de suas palestras). Isso não significa, porém, que ele tenha abandonado suas convicções. A flexibilidade no horário de trabalho, por exemplo, é algo que ele continua adotando (a entrevista a EXAME, por exemplo, foi concedida na casa de Semler, numa segunda-feira, às 16h, e foi acompanhada por Fernanda, sua esposa).
Com essa conversa com Semler, encerro o ciclo Grandes Líderes deste semestre. Outras cinco entrevistas serão gravadas a partir de julho, em data ainda a ser definida.
Obrigada a todos os internautas que participaram enviando perguntas e comentários!
1) ”Empresas evoluíram muito pouco”

2) Os métodos alternativos de contratação da Semco

3) ”Não se preocupe em manter a cultura corporativa”

5) ”Queimei tudo o que já escrevi, para poder olhar para frente”

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“Faltam incentivos para fazer filantropia no Brasil”
Poucos empresários brasileiros levam a questão da filantropia tão a sério quanto Elie Horn, presidente e controlador da Cyrela. Em entrevista a série Grandes Líderes — sua primeira aparição em vídeo —, Horn explica porque se dedica tão intensamente a esse tema e conta como o exemplo do pai, que doou todo seu patrimônio, o influenciou.
Ao responder as questões enviadas por internautas do portal EXAME, Horn contou ainda como pretende garantir a perpetuidade da sua companhia e admitiu que aposentadoria é algo que não faz parte dos seus planos.
”Minha missão é usar os negócios pelo bem da humanidade”
”Brasil não incentiva a filantropia”
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O rebelde da administração
No seu mais recente livro, “O futuro da administração”, o americano Gary Hamel, um dos mais influentes pensadores do mundo dos negócios, diz que em termos de gestão a maioria das empresas do planeta ainda está na idade da pedra. Entre as raras companhias que não opinião dele conseguiram evoluir está a Semco, do empresário Ricardo Semler. Na Semco, todos os empregados escolhem o horário de trabalho, inclusive os operários. A maioria estabelece também o próprio salário, com base em dados internos e do mercado. Não há auditoria nem se conferem relatórios de despesas, porque a base do modelo é a confiança. Mesmo com toda essa aparente “maluquice” criada por Semler, a Semco conseguiu prosperar continuamente nas últimas décadas.
Semler ganhou fama nos anos 80 ao lançar o livro “Virando a própria mesa”, um best seller que fez do autor não apenas um empresário conhecido como também um palestrante disputado internacionalmente. Desde então, a Semco já investiu em diversos setores — de equipamentos industriais a etanol (na Brenco).
O empresário será o próximo entrevistado da série Grandes Líderes. Quem quiser mandar perguntas para ele deve enviá-las até dia 16, sexta-feira (a entrevista será gravada dia 19) para o email grandeslideres@abril.com.br. As melhores servirão como base para a conversa.
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O grande crescimento da BRF virá do mercado internacional
Para Nildemar Secches, presidente do conselho de administração da Brasil Foods (BRF), a empresa resultante da compra da Sadia pela Perdigão, as grandes oportunidades de crescimento virão das atividades internacionais (no Brasil, a BRF é líder de mercado em praticamente todas as categorias em que atua).
Esse crescimento, que vem sendo cuidadosamente planejado nos últimos meses, deve começar assim que o CADE aprovar a integração total das duas operações.
“O time está aquecido, doido para entrar em campo”, disse Secches em entrevista à série Grandes Líderes.
Um dos executivos mais bem-sucedidos do país, Secches se mostrou um entusiasmado defensor do planejamento estratégico. Segundo ele, desde que chegou à Perdigão, em 1994, a empresa sempre teve um planejamento de cinco anos – o que balizou decisões como a compra da Batavo, por exemplo.
Clique nas fotos para assistir a cada trecho da entrevista.
1) O crescimento da empresa está no exterior

2) “Os derivativos estão sob controle na BR Foods”

3) ”Sempre planejamos tudo com cinco anos de antecedência”

4) ”O bom líder tem que assumir riscos”

5) A transição da presidência para o conselho

6) Comprar a Sadia teve um gostinho especial?

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Elie Horn é o próximo entrevistado de Grandes Líderes
O empresário Elie Horn, controlador da Cyrela, maior incorporadora e construtora do país, é um homem de negócios com um estilo de gestão singular. Workaholic (ele costuma trabalhar até 10 horas da noite) e centralizador (nenhum terreno é comprado sem que ele veja, nenhum edifício é entregue sem sua aprovação), ele é também um judeu fervoroso, que costuma pontuar suas conversas de negócios com ensinamentos religiosos (aos sábados, dia de descanso para os judeus, nenhuma venda é fechada).
Um dos maiores filantropos do país — estima-se que ele doe até 50% de seus rendimentos– , Horn diz que Bill Gates e Warren Buffett são suas grandes inspirações no que se refere a filantropia (entre os brasileiros, ele costuma mencionar o fundador do Bradesco, Amador Aguiar).
Horn será o próximo entrevistado da série Grandes Líderes — vale dizer que esta será sua estréia em vídeo. A única entrevista que ele já deu antes foi para uma revista — EXAME, claro — e pode ser lida na íntegra aqui).
Quer aproveitar essa chance para mandar perguntas para o empresário? Envie suas questões até dia 13, terça-feira (a entrevista será gravada dia 14) para o email grandeslideres@abril.com.br. As melhores servirão como base para a conversa.
P.S. A entrevista com Nildemar Secches, presidente do conselho de administração da Brasil Foods, estará no site a partir de 12;04
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Pepsico e ABInbev juntam forças nos Estados Unidos
A americana Pepsico e a ABInbev, vão passar a comprar mídia juntas. É o que diz uma matéria do Advertising Age de hoje (leia aqui na íntegra). O objetivo das duas empresas, como é de se imaginar, é reduzir gastos — atualmente elas investem 1,15 bilhão de dólares ao ano na compra de espaço em TVs, jornais, revistas e outdoors.
Segundo a matéria essa é uma evolução do acordo selado entre as duas empresas em outubro de 2009, quando elas criaram uma espécie de central de compras para itens como viagens e material de escritório. Para o mercado publicitário, essa associação tem um potencial de impacto gigantesco. Ambos são anunciantes já poderosos — a Pepsico com marcas como Pepsi, Gatorade, Doritos e Quaker, e a ABInbev com quase 50% do mercado de cerveja e marcas como Budweiser e Stella Artois.
Minha opinião é que vem mais por aí. Essa “associação” não vai parar na área de marketing não….
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Numa negociação é preciso controlar a ansiedade
Nos últimos tempos, o empresário Rubens Ometto, controlador e presidente do conselho da Cosan, fechou grandes negócios com as multinacionais Esso e Shell. Em entrevista a série Grandes Líderes, Ometto contou um de seus segredos para conseguir fazer grandes negociações. Como se considera ansioso, ele normalmente participa só do início das conversas — e depois deixa seu pessoal cuidar das discussões. Assim, não corre o risco de “atropelar” uma negociação por conta da ansiedade.
Na entrevista, Ometto falou também sobre os planos de expansão do etanol brasileiro pelo mundo, a “concorrência” com a Petrobras e também sobre assuntos delicados como as disputas familiares pelo controle da Cosan e a recente inclusão da empresa na chamada “lista suja” do Ministério do Trabalho por conta da contratação de um fornecedor que empregaria trabalho escravo. Clique nas fotos para assistir a cada trecho da entrevista.
”Shell vai abrir portas para a Cosan no exterior”

”Falar em usineiro lembra Casa Grande e Senzala”

”Devia ter largado antes a presidência da Cosan”

”Inclusão da Cosan na lista suja foi armadilha política”

”Começo a negociação, mas os outros concluem”

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O arquiteto da Brasil Foods
Em 2006, quando presidia a Perdigão, o executivo Nildemar Secches comandou a resistência da empresa a uma oferta hostil de compra feita pela Sadia. Três anos depois, Secches viveu uma realidade oposta: esteve à frente da aquisição da rival pela Perdigão, formando a Brasil Foods (BRF), uma das maiores empresas de alimentos do mundo. Secches chegou à Perdigão em meados da década de 90, quando a empresa, então cambaleante, valia algo em torno de 170 milhões de reais. Hoje, a BRF tem um valor de mercado de quase 20 bilhões de dólares.
Discreto e simples (em todas as ocasiões em que o entrevistei ele não estava acompanhado de nenhum assessor), Secches tem um estilo de gestão baseado no planejamento minucioso e na obsessão em formar sucessores para os postos-chave da companhia. Segundo ele, todos os executivos da empresa devem ter substitutos prontos para assumir seus lugares.
Engenheiro Mecânico, com pós-graduação em Finanças e Curso de Doutorado em Economia, Secches foi diretor do BNDES e diretor geral corporativo do Grupo Iochpe-Maxion — e será o próximo entrevistado da série Grandes Líderes. Quer mandar uma pergunta para o executivo? É só enviar um email para grandeslideres@abril.com.br até a próxima segunda, 5 de abril. A entrevista será gravada na terça-feira.
P.S. A entrevista com Rubens Ometto, da Cosan, estará disponível no blog a partir de 05/04.
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As lições do homem mais rico do Brasil
Em entrevista à série Grandes Líderes, o empresário Eike Batista, controlador do grupo EBX e o homem mais rico do Brasil, falou sobre o crescimento do grupo, novas áreas em que pode investir e rebateu as críticas de que a atual valorização de suas empresas seria uma “bolha”. Segundo ele, todos os seus negócios partiram do zero – e como tal têm um período de maturação que leva, em média, cinco anos. “Não tem projeto que fique em pé no curto prazo”, disse ele.
Durante a entrevista, Eike deu dicas de como um investidor deve lidar com a bolsa de valores — pensar no longo prazo e estudar muito a empresa antes de comprar seus papéis são dois de seus mandamentos — e afirmou que “dinheiro tem que ser tratado com carinho”. Desse assunto, como mostra sua fortuna de 27 bilhões de dólares, Eike parece que entende. Clique nas fotos para assistir a cada trecho da entrevista.
”Minhas empresas não são bolhas”

”Feliz sou eu, que tive fracassos”

”Dinheiro tem que ser tratado com carinho”

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Ele quer ganhar o mundo

Durante muitos anos o empresário Rubens Ometto foi conhecido como o maior usineiro do Brasil. Hoje, seus negócios vão muito além. Ometto controla um grupo que atua não apenas no setor sucroalcoleiro, como também em logística, combustíveis, alimentos e até na compra de terras para agricultura. Em fevereiro, Ometto surpreendeu o mercado ao anunciar a formação de uma associação com a Shell. A nova empresa, avaliada em 12 bilhões de dólares, vai reunir sob o mesmo teto operações de açúcar, etanol, distribuição de combustíveis e pesquisa. Com ela, Ometto pretende se tornar um dos líderes globais em energia renovável.
Rubens Ometto será o segundo entrevistado da série “Grandes Líderes”. A entrevista será gravada na próxima quinta-feira e os internautas que quiserem participar têm até quarta, 24, para enviar suas questões. Por favor, enviem suas mensagens para o email grandeslideres@abril.com.br.
P.S. A entrevista com Eike Batista estará no ar no dia 29 de março
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“Grandes Líderes” reestreia com Eike Batista
Como prometido, a série Grandes Líderes está de volta. E da mesma forma como rolou o ciclo do ano passado, não vou fazer essas entrevistas sozinha — os internautas do site de EXAME vão poder participar também, mandando perguntas. Como? Fácil, basta enviar a questão para o email grandeslideres@abril.com.br. Eu vou selecionar as mais interessantes e elas serão usadas nas entrevistas.
Para inaugurar o ciclo — que terá cinco entrevistas em vídeo — convidei um dos empresários brasileiros em maior evidência atualmente: Eike Batista, dono do grupo EBX. Nos últimos anos, ao atuar em setores como petróleo, mineração e logística, entre outro, Eike ergueu uma fortuna invejável. Segundo a revista americana Forbes, ele seria o oitavo homem mais rico do mundo, com 27 bilhões de dólares.
A entrevista será gravada na próxima terça-feira. Portanto, caros leitores, vocês têm até segunda, 22, para enviar suas questões. Aproveitem!
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AmBev terá sede para sua universidade
Ainda este ano, a AmBev vai inaugurar uma sede para sua Universidade. O local escolhido foi a cidade de Jacareí, no interior paulista. O projeto prevê a construção de um edifício com três auditórios e seis salas de treinamento e foi inspirado no lendário centro de treinamento da GE, Crotonville (veja aqui matéria que fiz sobre Crotronville, onde são treinados 9000 executivos da GE todos os anos).
Neste ano a AmBev vai investir 20 milhões de reais no treinamento de seus funcionários — 25% mais que o valor desembolsado ano passado.
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Eike Batista é o oitavo homem mais rico do mundo
A revista americana Forbes acaba de divulgar sua lista anual com os homens mais ricos do mundo. O empresário brasileiro Eike Batista, dono do grupo EBX, que atua em áreas como petróleo, mineração e logística, ocupa a oitava posição, com uma fortuna estimada em 27 bilhões de dólares – dois terços desse valor, segundo a revista, foram ganhos nos últimos 12 meses. No ano passado, Eike apareceu no 61o lugar, com 7,5 bilhões de dólares. O segundo brasileiro do ranking é Jorge Paulo Lemann, um dos controladores da cervejaria ABInbev e das Lojas Americanas, com 11 bilhões de dólares (ele ocupa a 48ª posição), que praticamente dobrou sua fortuna no último ano. Entre os outros brasileiros citados estão Abílio Diniz (Pão de Açúcar), Rubens Ometto (Cosan), João Alves Queiroz Filho (Hypermarcas) e Elie Horn (Cyrela).
Aos 53 anos de idade, Eike vem aproveitando como ninguém o crescimento do mercado de capitais brasileiro. Os IPOs de suas empresas – MMX (minração), LLX (logística) e MPX (energia) — se tornaram uma espécie de febre no mercado, com altas valorizações. O próximo, da OSX (estaleiros), está marcado para acontecer ainda este mês.
O grande vencedor do ranking foi o mexicano Carlos Slim, ultrapassando Bill Gates e Warren Buffet. A fortuna do empresário é estimada em 53,5 bilhões de dólares. É a primeira vez desde 1994 que a lista é encabeçada por um empresário não americano.
Veja aqui o ranking completo.
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Manoel Amorim deixa o comando da Laureate
Durou pouco a permanência do carioca Manoel Amorim no cargo de CEO das Universidades Laureate no Brasil. Ex-presidente do Ponto Frio e ex-diretor-geral da Telefônica, Amorim assumiu o comando da Laureate há apenas quatro meses, mas acaba de deixar a empresa. Sua saída repentina vem reforçar um histórico de alta rotatividade no comando da operação brasileira da Laureate: nos últimos quatros anos foram cinco CEOs. O CFO Luiz Lima também deixou a companhia — assim, como Amorim, Lima também foi o quinto executivo a ocupar esse cargo em quatro anos.
A americana Laureate International Universities é uma rede global de dezenas de universidades que oferecem programas de bacharelado e de pós-graduação para aproximadamente 500 mil estudantes ao redor do mundo. A empresa fincou pé no Brasil em 2005, ao comprar a paulista Anhembi Morumbi por 165 milhões de dólares. Foi a primeira vez que uma instituição de ensino internacional assumiu o controle de uma universidade brasileira. Desde então, a Laureate fez outras quatro aquisições — Universidade Potiguar do Rio Grande do Norte (2007), Business School São Paulo (2007), Esade Porto Alegre (2008) e UniNorte Manaus (2008) — tornando-se um dos maiores grupos educacionais do país. Segundo estimativas de mercado, a operação brasileira da Laureate deve faturar algo em torno de 400 milhões de reais (oficialmente a empresa não divulga os números).
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Walmart não pagará bônus aos executivos
Oficialmente, o faturamento de 2009 da subsidiária brasileira do Walmart será divulgado até o final de março. Os executivos da varejista, porém, já tiveram uma notícia pouco agradável, referente ao desempenho financeiro do ano passado. A despeito do crescimento da economia brasileira, as metas do Walmart não foram cumpridas — portanto ninguém receberá bônus este ano.
Procurei o Walmart para falar sobre o assunto, mas a rede varejista preferiu não se manifestar.
Atualização: às 14h48 recebi o seguinte email do Walmart:
“O Walmart Brasil nao comenta resultados financeiros, mas informa que o ano de 2009 foi positivo, com crescimento real de vendas em relacao a 2008. Para este ano, os investimentos da empresa no Brasil serao ainda maiores do que os do ano passado.”
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Toyota é ridicularizada no Oscar
Para uma empresa que já foi o paradigma da qualidade, a situação da Toyota hoje é realmente um vexame. Graças ao gigantesco recall de mais de 8,5 milhões de veículos, a montadora japonesa não apenas enfrenta dificuldades financeiras como também virou motivo de piada. Durante a entrega do Oscar ontem, em Los Angeles, os apresentadores Steve Martin e Alec Baldwin debocharam publicamente da Toyota. Quando comentou sobre o fato da diretora Kathryn Bigelow, de Guerra ao Terror, estar disputando a estatueta contra o ex-marido, James Cameron, de Avatar, Martin brincou que “ela estava tão feliz em ser indicada comCameron que mandou a ele uma cesta de presentes com um timer”, numa alusão clara a uma bomba. Em seguida, Baldwin explicou como Cameron teria dado o troco: “mandando um Toyota para ela”. Ouch!
Você acha que a hoje desmoralizada Toyota tem chance de voltar ao topo ou seu reinado na indústria automotiva definitivamente acabou?
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Quando o consumidor é ouvido?
Antes de mais nada preciso fazer uma confissão: sou uma consumidora chata. Costumo exigir aquilo a que tenho direito e reclamo quando acho que alguma coisa não correu bem com o produto ou serviço que adquiri. Normalmente essas queixas caem no vazio. Já perdi as contas do número de vezes que mandei um email para alguma empresa e sequer recebi resposta (aliás, não entendo para que deixar o canal aberto se não é para atender, de fato, o cliente).
Por isso foi com surpresa que atendi uma ligação no meu celular há pouco. Do outro lado da linha estava uma mulher que se identificou como responsável pelo restaurante Braugarten do shopping Market Place. Por que ela me telefonou? Domingo fui até lá com meu marido e a refeição foi uma sucessão de erros — da entrada que chegou fria à mesa ao fato de recebermos nossos talheres um tempão depois de nossos pratos serem servidos, entre outras coisas Como normalmente sou bem atendida por lá achei que valia a pena mandar um email para a empresa — uma rede com 11 restaurantes da marca Braugarten e Jig´s — para relatar minha decepção. Não me identifiquei como jornalista e não deixei meu endereço aqui na Abril (coloquei o residencial). Menos de 48 horas depois da reclamação, a responsável pelo restaurante me ligou para pedir desculpas pelo acontecido e para me convidar a voltar ao local. Gostei.
Taí um exemplo que muitas empresas poderiam seguir.
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Brasil é destaque em evento mundial de empreendedorismo
Em novembro do ano passado, empreendedores (e aspirantes) de todo o planeta participaram da Semana Global de Empreendedorismo. Pois o país recordista em número de participantes foi o Brasil. É isso que será anunciado nos próximos dias durante o Global Entrepreneurship Congress, que acontece em Dubai de 9 a 11 de março. Nos 88 países que participaram do movimento foram organizados 32 861 eventos, somando 7, 5 milhões de participantes. Desse total, 5 milhões eram de brasileiros que assistiram palestras e participaram de sessões de coaching, clínicas e workshops. Por aqui os eventos foram coordenados pela ONG Endeavor e contaram com o apoio de empresas como Claro, Natura e Santander.
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O candidato dos empresários
Este mês conversei com quase uma dúzia de presidentes de empresas de setores variados — alimentos, imobiliário, varejo etc. Em todas os papos, um assunto foi recorrente: as eleições presidenciais. O ponto central dessas conversas, como é de se imaginar, é sobre quem deverá ganhar a parada: Dilma ou Serra? (Vale dizer aqui que nenhum outro candidato foi cogitado para chegar ao segundo turno.)
Eu me lembro bem do clima pré-eleitoral de 2002. O temor em relação ao que um governo Lula poderia fazer com a economia brasileira era enorme. Empresários e executivos receavam uma onda super esquerdista que prejudicasse seus negócios. Como a história tratou de mostrar, Lula venceu a disputa e as previsões apocalípticas se dissiparam com o tempo. A economia brasileira vive hoje uma de suas fases mais auspiciosas — em grande medida porque Lula recebeu um país com estabilidade e bases sólidas que sustentassem seu crescimento.
O clima atual é muito diferente do de oito anos atrás — e isso é ótimo, independente de quem vença. Alguns executivos disseram que pretendem apoiar Dilma, outros devem ir de Serra. Independente da preferência, a maioria deles acredita que a eleição será apertada.
Quem você acha que ganhará essa disputa?
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Mudanças na diretoria da TAM
O executivo paulista Claudio Costa é o novo vice-presidente de Gestão de Pessoas e Conhecimento da TAM Linhas Aéreas. Ex-diretor da operação brasileira da consultoria Hay Group, Costa tem passagens também pela Accenture, Grupo Fiat e Bank Boston.
O cargo que ele agora ocupa estava vago desde abril de 2009, quando o ex-VP Guilherme Cavalieri deixou a companhia aérea.
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Um executivo “viciado” em Twitter
Alguns executivos gostam de ficar encastelados em seus escritórios, traçando estratégias baseados em relatórios e conversas com seus subordinados mais diretos. Outros preferem sair de suas salas, conferir de perto como vai cada detalhe da operação e buscar informações sobre o negócio também em fontes, digamos, “alternativas”. Flávio Rocha, herdeiro e principal executivo da Riachuelo, faz parte do segundo time. Numa conversa ontem, ele contou, por exemplo, que tem o hábito de passar os sábados visitando lojas da rede varejista. Recentemente, adotou uma nova rotina: assim que acorda, ele entra no Twitter e faz uma busca no que foi postado sobre a Riachuelo. Se algum internauta tiver feito uma reclamação, ele encaminha para a pessoa responsável pela área — e depois cobra uma resposta.
É ou não é uma maneira criativa — e eficiente — de usar essa nova tecnologia?
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Que empresário/ executivo você gostaria de “entrevistar”?
Ano passado fiz aqui uma série de 10 entrevistas em vídeo, chamada Grandes Líderes, em que conversei com alguns dos maiores empresários e executivos brasileiros. Todas as entrevistas foram baseadas em perguntas enviadas por internautas do portal EXAME.
Pois bem, a partir de março vou repetir a dose – serão 5 entrevistas neste semestre e outras 5 no segundo. Só que desta vez achei que seria legal dar ainda mais interatividade ao processo. Por isso, lanço a pergunta: quem você gostaria de assistir nessas entrevistas? Para que empresário ou executivo tem vontade de mandar perguntas?
Só para relembrar, veja quem esteve na programação do ano passado: Marcel Telles (AmBev), Abílio Diniz (Pão de Açúcar), Jorge Gerdau (Gerdau), Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza), Pedro Passos (Natura), David Neeleman (Azul), Antonio Maciel Neto (Suzano), Alex Dias (Google), Bernardo Hees (ALL), Luiz Eduardo Falco (Oi). Se quiser rever alguma delas, clique aqui (e procure pelo canal “líderes”).
Conto com as sugestões de vocês!
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Pão de Açúcar envia 40 toneladas de mantimentos para o Haiti
Logo depois do terremoto que destruiu o Haiti, o grupo Pão de Açúcar iniciou uma campanha para ajudar as vítimas da tragédia — 5% de toda a venda de itens das suas marcas exclusivas (Taeq e Qualitá) seria destinada a esse fim. Na próxima semana, a companhia fará o envio do primeiro lote de doações. Serão 40 toneladas de mantimentos (basicamente enlatados), além de colchonetes e barracas, que seguirão em aviões da FAB.
A campanha será encerrada no próximo domingo, dia 14.
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10 milhões de reais para ter segurança nas estradas
Dias atrás escrevi aqui sobre como os gargalos de infra-estrutura afetavam o agronegócio brasileiro. Hoje tive mais um exemplo concreto de como esse “custo Brasil” afeta as companhias que operam por aqui. O presidente da TNT, Roberto Rodrigues, contou há pouco que sua empresa, uma das maiores de logística do país, gasta cerca de 10 milhões de reais por ano para garantir a segurança dos produtos que transporta. Por que é preciso gastar tanto? Principalmente pelo grande volume de carga roubada nas estradas brasileiras. Na conta de Rodrigues entram gastos com sistemas de monitoramento via satélite e celular para acompanhar os movimentos dos caminhões, escolta policial (em alguns casos ela é necessária) e até seguros.
Não seria ótimo se empresas como a TNT pudessem economizar essa bolada de dinheiro com segurança (que é uma obrigação do Estado) e investir essa grana no crescimento da empresa?




























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