Use o capacete: estamos em obras. O país entra no maior ciclo de grandes empreendimentos dos últimos 30 anos (capa da Exame – edição 966) e os canteiros com obras públicas e privadas ainda devem crescer em número com a proximidade da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.
Entre hidrelétricas, ferrovias, plataformas de petróleo e expansões nos sistemas de transporte, o projeto do trem-bala que vai ligar Rio de Janeiro a São Paulo e Campinas é o que receberá o maior investimento: 34 bilhões de reais. A licitação para as obras, no entanto, só deve sair em maio. Até lá, vejamos quais são as obras mais caras em andamento no país.
10. Rodoanel de São Paulo (trecho sul)
São 57 quilômetros e R$ 5 bilhões de investimento público para interligar sete rodovias e facilitar o acesso ao porto de Santos. O trecho sul foi liberado para o tráfego em 1º de abril de 2010 e o oeste está em operação desde 2002. Já os trechos leste e norte ainda estão, respectivamente, em fase de licitação para construção e em fase de elaboração de projeto para licenciamento ambiental.
9. Transposição do rio São Francisco
Do reinado de Dom Pedro II passando pelo segundo governo do presidente Lula, qual governante deverá entregar a polêmica obra que envolve o maior rio do Nordeste? O investimento para o desvio das águas do rio São Francisco é, até agora, de 5,2 bilhões. As obras estão sob responsabilidade do Ministério da Integração Nacional.
8. Porto de Santos
As melhoras na infraestrutura do porto mais importante do país envolvem o investimento de R$ 6,5 bilhões (em parceria público-privada, com recursos do PAC). As obras incluem aumento da profundidade do canal, melhorias nos acessos rodoviários e ampliação de terminais privados.
7. Usina Nuclear Angra 3
Depois de 23 anos, as obras da Angra 3 foram retomadas com o investimento de R$ 8,5 bilhões. A terceira usina nuclear do país terá uma potência bruta elétrica de 1405 megawatts, energia equivalente a um terço do consumo do Estado do Rio de Janeiro. O empreendimento está sob a batuta da Eletronuclear, mas a origem dos recursos é pública e privada.
6. Hidrelétrica de Jirau
A previsão é de que até 2015 as obras para a hidrelétrica no Rio Madeira, em Rondônia, estejam prontas. Para a usina com capacidade de produção de 3300 megawatts, o investimento – com recursos do PAC – é de R$ 9,3 bilhões. O consórcio responsável pelo empreendimento, que inclui a Suez Energy, Camargo Correa e as estatais Chesf e Eletrosul, acredita que a entrega da obra pode ser antecipada para 2012.
5. Plataformas de petróleo da Petrobras
São sete plataformas e 12,6 bilhões em investimentos. As plataformas P58 (Parque das Baleias), P61 – P63 (Campo de Papa-Terra, Módulos 1 e 2), P62 (Roncador Módulo 4), P57 (Campo Jubarte), P55 (Estaleiros Rio Grande e Atlântico Sul), P56 (Campo Marlim Sul Módulo 2) e P53 (Campo Marlim Leste) serão instaladas na costa do Rio de Janeiro e Espírito Santo, sob responsabilidade da Petrobras e também com recursos do PAC.
4. Hidrelétrica de Santo Antônio
Assim como a Jirau, a usina de Santo Antônio está em construção no Rio Madeira e consome o investimento de R$ 13,5 bilhões, também com recursos do PAC. A empreitada comandada pela construtora Odebrecht em parceria com a Andrade Gutierrez, quando concluída, terá a capacidade de geração de 3150 megawatts.
3. Usina Hidrelétrica de Belo Monte
O canteiro de obras no Rio Xingu (PA) ainda não começou, a previsão é de que a construção só comece em setembro de 2010. O terceiro empreendimento dessa lista na Amazônia ainda está envolto em polêmica, mas pelo menos já teve o consórcio definido neste mês e parece estar em andamento. As empreiteiras preveem gastos de R$ 31 bilhões, o que levaria o projeto ao topo dessa lista, mas dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) propõem R$ 19 bilhões. Será que as obras começam nos próximos cinco meses?
2. Comperj
As obras começaram em 2008 e já tiveram conclusão prevista para 2011 e 2012. O novo prazo, porém, é 2013 para a inauguração do complexo petroquímico da Petrobras, que vai processar 150 mil barris de óleo pesado por dia e diminuir a importação de produtos petroquímicos. O investimento público-privado é de R$ 19,2 bilhões.
1. Metrô de São Paulo
A expansão e modernização do metrô da Grande São Paulo conquista o topo da lista com os gastos de R$ 23 bilhões, de origem pública e privada. Estão previstos 390 quilômetros contra os 61 quilômetros atuais. Muita gente na maior cidade do país olha para o mapa do metrô com o desejo de que as linhas pontilhadas virem realidade o quanto antes, mas o empreendimento só tem conclusão prevista para 2014.

* Com dados do Anuário Exame de Infraestrutura 2009-2010 e da Exame 966.







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Paulo Simões Diniz
Desse jeito nosso País vai dar certo!!!
Paulo Simões Diniz
Desse jeito nosso País vai dar certo!!!
BrLima
são nestas horas que se faz interessante o ano eleitoral, so assim mesmo pra vermos obras necessarias (e muitas urgentes) sairem do papel e serem postas em pra...
BrLima
são nestas horas que se faz interessante o ano eleitoral, so assim mesmo pra vermos obras necessarias (e muitas urgentes) sairem do papel e serem postas em pratica, infelizmente nossos representantes so enxergam o que lhes convem *ou quando convem* (esta aí SP, ha 16 anos sob controle de uma tropa que so trabalham de 2 em 2 anos pra receberem voto pro governo e prefeitura, e a “felicidade” é tanta que novamente são eleitos).
Um “salve” a ignorancia de meu país.
Adriano Morais
As obras são importantes, "fundamentais", como diz o discurso oficial, mas alguém pode me dizer por que não se vê um empenho como esse para reduzir, ou acab...
Adriano Morais
As obras são importantes, “fundamentais”, como diz o discurso oficial, mas alguém pode me dizer por que não se vê um empenho como esse para reduzir, ou acabar de vez com a miséria no país? É claro que sei que com infra-estrutura a gente tá caminhando para isso; só que de forma mais lenta, a meu ver, do que ocorreria se a gente tivesse um investimento prioritário nas nossas escolas, por exemplo. Isso sem falar na saúde, o caos dos hospitais públicos… Será que os ricos do país não percebem o quanto mais ricos eles seriam se todo mundo fosse um pouco mais rico; se essas dezenas de milhões de miseráveis (e seus filhos que ainda podem de “salvos”) fossem incluídos no ciclo de trabalho qualificado e produção? Quanto o PIB cresceria?