31.01.2012 - 18h33

Zell e GP de olho na Gafisa

O magnata americano Sam Zell está negociando uma parceria com a GP Investimentos para comprar o controle da Gafisa. Zell e GP já foram sócios da construtora, mas venderam todas as suas ações.

As ações da Gafisa caíram 52% nos últimos 365 dias — o que ajuda a explicar o avanço dos ex-sócios.

Segundo o blog apurou, a estrutura do negócio ainda não foi definida. Portanto, ainda é cedo para dizer como as conversas terminarão.

O interesse da GP foi antecipado pela coluna Primeiro Lugar, de EXAME, em agosto.

20.01.2012 - 13h20

Negócio fechado

A Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul) fechou a compra da Unicid, que tem 15 000 alunos na cidade de São Paulo. A aquisição custou à Unicsul 180 milhões de reais, além de uma participação de 5% na empresa resultante da fusão.

Para financiar a compra, a Unicsul contou com um novo sócio: o fundo de private equity Actis, que comprou 37% da universidade. A entrada do Actis no capital da Unicsul deve ser anunciada nos próximos dias.

Leia mais sobre a onda de aquisições no setor de educação na reportagem “As compras não vão parar”, na edição de EXAME que está nas bancas.

15.12.2011 - 20h55

Aquisição bilionária

A Kroton Educacional está prestes a anunciar a maior aquisição da história do setor no Brasil.

Segundo executivos do setor, o alvo é a Universidade Norte do Paraná, a Unopar, que tem a maior rede de ensino à distância do país, com mais 150 mil alunos.

A Kroton pagará mais de um bilhão de reais pela Unopar — e a transação será financiada com um aporte do fundo de private equity Advent, que já é acionista da Kroton.

(colaborou Thiago Bronzatto)

09.12.2011 - 16h12

O supermercado dos Batista

Os irmãos Batista, controladores do JBS, pretendem anunciar em breve sua entrada em mais um negócio.

Eles estão muito perto de fechar a compra da rede de supermercados Mambo, que tem seis lojas em São Paulo. A ideia dos irmãos é acelerar a expansão da marca.

Além da JBS, maior processadora de proteína animal do mundo, os Batista controlam a Flora (de higiene e limpeza), a Eldorado Brasil (papel e celulose) e o recém-criado banco Original.

02.12.2011 - 18h12

O destino de Agnelli

Roger Agnelli, o atualmente desempregado ex-presidente da Vale, definiu seu futuro profissional.

Ele montará um fundo de investimentos ao lado de um colega de faculdade: Jair Ribeiro, um dos fundadores do Banco Patrimônio e hoje sócio do Indusval.

O anúncio do novo negócio de Agnelli deve ser feito no início do ano.

16.11.2011 - 17h15

A Ternium quer a Usiminas

As negociações para a mudança no bloco de controle da Usiminas podem ganhar um desfecho surpreendente. Nem CSN, nem Gerdau: a Ternium, que pertence ao grupo ítalo-argentino Techint, é forte candidata a nova controladora da Usiminas.

Segundo EXAME apurou, a Ternium ofereceu o equivalente a 40 reais por cada ação em mãos de Camargo Corrêa e Votorantim. As duas empresas detêm, somadas, 26% das ações votantes da Usiminas. Por esse preço, Camargo e Votorantim estão dispostas a sair do negócio, assim como o fundo dos funcionários da Usiminas, que tem 10% das ações ordinárias.

Nesta quarta-feira, as ações ordinárias da Usiminas eram negociadas a 23 reais.

Os japoneses da Nippon Steel (que têm 27,8% das ordinárias) têm o direito de preferência — portanto, podem adquirir as ações de Camargo e Votorantim pelo mesmo preço oferecido por um eventual comprador. Qualquer novo membro do bloco de controle da Usiminas tem, assim, de obter a bênção da Nippon. De acordo com um executivo que participa das negociações, os japoneses já avisaram que não exercerão seu direito de preferência caso o novo sócio seja a Ternium.

A proposta da Ternium é uma surpresa para quem acompanha a novela Usiminas de perto. Há meses se especula sobre o futuro do bloco de controle da empresa. Os dois mais fortes candidatos à compra da participação de Camargo e Votorantim eram a CSN, de Benjamin Steinbruch, e a Gerdau.

As negociações entre Ternium, Camargo, Votorantim e Nippon estão bem encaminhadas. Caso não haja uma reviravolta, o anúncio da transação pode ser feito até o fim de novembro.

26.10.2011 - 16h55

A Losango está à venda

O HSBC colocou sua financeira, a Losango, à venda. O banco americano JP Morgan foi contratado pelo HSBC para organizar o leilão.

O banco já recebeu as propostas iniciais, e um grupo de interessados foi selecionado para participar da segunda fase do leilão.

Procurado, o HSBC não quis comentar.

25.10.2011 - 16h27

A Kalunga pede 1,2 bi

Os fundos de investimento que participam do processo de venda da Kalunga se espantaram com o preço pedido pelos controladores da varejista: 1,2 bilhão de reais.

14.10.2011 - 09h26

Te cuida, CVC

Mais uma empresa de turismo brasileira pretende abrir seu capital na Bovespa. Mas, ao contrário da CVC — a maior operadora de turismo do país –, essa é uma empresa da qual pouca gente ouviu falar. Seu nome: Brasil Travel.

A Brasil Travel foi fundada por Pedro Guimarães, ex-sócio do banco Pactual e atual sócio da Plural Capital. Seu sócio na empreitada é o advogado mineiro Luiz Azevedo Sette. A empresa foi fundada há menos de um ano, mas já tem mais de 30 agências próprias e um presidente de peso: Paulo Castello Branco, que até agosto era vice-presidente da Tam.

A julgar pelo que vem dizendo aos bancos de investimento, o objetivo dos controladores da Brasil Travel é emitir ações no início do ano que vem. A oferta de ações pode ser registrada na Comissão de Valores Mobiliários nas próximas semanas. E não falta a eles ambição: o objetivo dos donos da Brasil Travel é levantar entre 800 milhões e 1 bilhão de reais para comprar agências no Brasil e no exterior.

07.10.2011 - 18h25

Roberto Medina busca sócio para o Rock in Rio

O empresário Roberto Medina, fundador do grupo Artplan, está negociando com investidores a venda de uma participação no Rock in Rio.

Medina vem conversando com empresas do mercado de entretenimento — que tiveram acesso aos números do festival e assinaram contratos de confidencialidade com o empresário.

A XYZ Live, fundada pelo publicitário Nizan Guanaes, é considerada forte candidata a sócia de Medina.

Embora o objetivo inicial seja a venda de uma participação minoritária no Rock in Rio, executivos envolvidos no negócio não descartam a venda completa da marca.

O empresário é assessorado pelo banco de investimentos BTG Pactual.

Procurada pelo Faria Lima, Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio, disse que os donos do festival vêm sendo sondados há meses por investidores — e que o objetivo das negociações intermediadas pelo BTG Pactual é acelerar a expansão da marca.