28.03.2012 - 19h32

A Lenovo quer a CCE

A chinesa Lenovo, uma das maiores fabricantes de computadores do mundo, está em negociações avançadas para comprar a brasileira CCE.

A CCE será avaliada em cerca de um bilhão de reais.

Leia mais detalhes na coluna Primeiro Lugar, na edição da EXAME que chega às bancas amanhã.

Procurada, a Lenovo não comentou. A Digibrás, dona da CCE, disse que não está negociando a venda.

12.03.2012 - 14h58

Queiroz Galvão contrata bancos e parte para IPO

A Queiroz Galvão Óleo e Gás também definiu os bancos que coordenarão sua abertura de capital.

O consórcio será formado por Merrill Lynch, Itaú-BBA e JP Morgan.

12.03.2012 - 14h51

Os bancos da CPFL

A CPFL Renováveis contratou Merrill Lynch, Itaú-BBA, Morgan Stanley, Bradesco e Banco do Brasil para coordenar sua abertura de capital.

05.03.2012 - 18h30

CPFL Renováveis abrirá o capital

A CPFL Renováveis vai abrir seu capital na Bovespa.

A companhia vem negociando com bancos de investimento a formação do consórcio de coordenadores da oferta de ações. Segundo o Faria Lima apurou, os bancos devem ser escolhidos no fim da semana.

A CPFL Renováveis nasceu após a fusão de CPFL Energia e ERSA, no ano passado. Em fevereiro, a companhia anunciou a compra dos quatro parques de energia eólica da Bons Ventos, por um bilhão de reais.

01.03.2012 - 17h10

Carlyle fecha compra da Ri Happy

O fundo americano Carlyle fechou ontem a compra da Ri Happy, maior rede de varejo de brinquedos do país. O negócio deve ser anunciado nas próximas horas.

O Carlyle comprou 85% das ações da Ri Happy. A empresa foi avaliada em 500 milhões de reais.

As negociações entre Carlyle e Ri Happy foram antecipadas pelos repórteres Thiago Bronzatto e João Werner Grando, de EXAME, no dia 4 de janeiro.

Essa é a quinta aquisição do Carlyle no Brasil.

29.02.2012 - 16h50

Gafisa, Zell e GP: o que deu errado

A Gafisa anunciou hoje que recusou a oferta de Sam Zell e GP por ativos da companhia. O que não ficou claro: qual foi a oferta?

Segundo o Faria Lima apurou, Zell e GP tentaram comprar as operações de Gafisa e Tenda, deixando a empresa de loteamentos Alphaville de fora do negócio. Alphaville é, hoje, tida como o ativo de maior valor da Gafisa — e, segundo o modelo usado por Zell e GP, vale cerca de 1,5 bilhão de reais. Os investidores fizeram, então, a seguinte conta: se a Gafisa vale hoje 2,2 bilhões de reais em bolsa, e Alphaville vale 1,5 bilhão, quanto valem as unidades de construção? Algo como 700 milhões de reais. Adicionando um prêmio, chegou-se a uma oferta de cerca de um bilhão de reais.

O conselho da Gafisa, como ficou óbvio no fato relevante divulgado hoje, não gostou nem do preço, nem da estrutura do negócio. Para os conselheiros, a empresa está subavaliada na bolsa, e o desmembramento da Gafisa nos moldes propostos por Zell e GP seria mau negócio para os acionistas.

28.02.2012 - 15h24

Quanto vale o BTG Pactual?

Em 2009, quando perguntaram a André Esteves se a recompra do Pactual havia custado caro, ele respondeu: “Se fosse caro, eu vendia”.

Tudo indica que chegou a hora de vender. O BTG Pactual registrará nos próximos dias sua abertura de capital. Se as coisas correrem como planejado, logo se saberá quanto vale o banco: quem vai definir é o mercado. Para quem não se aguenta de curiosidade, o jeito é especular com base nos números disponíveis até agora.

Nos últimos três anos, houve dois episódios que ajudam a entender onde Esteves, o controlador do BTG, quer chegar com sua abertura de capital. O primeiro é a venda de uma participação de 18,65% do banco a um consórcio de fundos, em dezembro de 2010. À época, foi divulgado que os bancos avaliaram o BTG em 10 bilhões de dólares.

O outro episódio, não por acaso, acaba de acontecer: pelo contrato assinado para a compra da corretora chilena Celfin, os chilenos aceitaram como pagamento 2,4% do capital do BTG, além de um cheque de 245 milhões de dólares. Internamente, foi atribuído à Celfin um valor de 600 milhões de dólares. Não demorou para que se chegasse à seguinte conclusão: se os 2,4% dados aos chilenos valem 355 milhões de dólares, logo o banco inteiro vale algo como 14,7 bilhões de dólares – ou 25 bilhões de reais, pelo câmbio atual.

Por essa conta, o BTG Pactual vale, hoje, aproximadamente 3,5 vezes seu patrimônio (e esse, segundo executivos próximos à instituição, sempre foi o patamar almejado pela cúpula do BTG). A dúvida que reinará até o dia do IPO é: o mercado concordará com esse valor?

Esse não é, verdade seja dita, o melhor momento para abrir o capital de um banco de investimento. No mundo inteiro, investidores vêm tratando ícones como Goldman Sachs, Morgan Stanley e seus concorrentes como cães sarnentos: na dúvida, melhor ficar longe deles. Os grandes bancos americanos valem em bolsa, hoje, menos que seu patrimônio. Seu modelo de negócios foi posto em xeque, não apenas pelas barbeiragens que levaram à crise de 2008, mas também pelas suas consequências (sobretudo uma perspectiva de regulação muito mais dura, que diminua os lucros).

Claro, o BTG dirá aos investidores que seu modelo e suas perspectivas de crescimento nada têm a ver com o estado dos bancos de investimento globais, que o mercado brasileiro nada tem a ver com Europa e Estados Unidos. O lucro do BTG cresceu 10% nos primeiros nove meses de 2011 (foi de 532 milhões de dólares); a receita cresceu cerca de 30% (1,3 bilhão de dólares). Enquanto os rivais globais encolhem, o banco de André Esteves cresce, cresce e cresce.

Mas como o BTG cresce tanto? Onde o banco ganha dinheiro? Segundo uma apresentação interna obtida pelo Faria Lima, mais da metade das receitas do banco vem da área de renda fixa, câmbio e commodities (51,2% nos primeiros nove meses de 2011, para ser mais exato). A assessoria a empresas em fusões ou emissões de ações representa 15,8% do faturamento. Juntas, as áreas de gestão de fortunas e gestão de recursos respondem por 22,2% do bolo.

Essa composição de receita não costuma ser a mais bem vista por investidores, já que ganhos oriundos da mesa de renda fixa variam muito, além de embutir, naturalmente, um componente de risco maior que, por exemplo, as estáveis comissões ganhas com a administração de dinheiro. Em 2010, ainda de acordo com essa apresentação, a área de renda fixa representou 27,9% do faturamento do banco – a receita da mesa mais que dobrou de um ano para o outro. O retorno sobre o patrimônio, que foi de 26,6% em 2010, caiu para 16,6% em 2011. O Itaú, com retorno de 20%, vale duas vezes seu patrimônio na Bovespa. Na última década, mesmo quando tudo ia às mil maravilhas e seus banqueiros eram considerados os mestres do universo, o múltiplo máximo do Goldman em relação a seu patrimônio foi 2,3 vezes, no fim de 2007.

Se o atual momento não é o melhor possível para bancos de investimento, por que Esteves e seus sócios decidiram abrir o capital do BTG agora, pouco mais de um ano após a injeção de 1,8 bilhão de dólares? Não custa lembrar que, após o aporte dos fundos, o próprio Esteves disse que o desafio do banco era encontrar formas de usar, de maneira eficiente, tanto capital.

Parte da explicação está no contrato assinado com os fundos, em 2010. Para chegar aos 10 bilhões de dólares de valor atribuído ao banco, foi incluída no contrato uma cláusula que garantia bons retornos anuais aos investidores. Segundo divulgado em reportagem da edição 986 da EXAME, esse retorno garantido é de 20% ao ano. Ou seja, quanto mais tempo o IPO do BTG demora, maior a obrigação de retorno. Como a cláusula é extinta com a abertura de capital do banco, quando o retorno dos fundos será calculado, fica mais fácil entender por que o banco quer ir à bolsa já.

E se, num cenário pessimista para o BTG, o mercado pedir um desconto maior que o desejado, deixando o valor do banco num patamar inferior ao mínimo prometido aos fundos que investiram em 2010? Há, segundo executivos próximos ao banco, duas opções. Na primeira, a participação dos fundos aumenta (a dos outros sócios é diluída) até se chegar ao patamar mínimo de retorno. Na segunda, o BTG desiste do IPO temporariamente, e volta ao mercado num momento melhor.

Vender barato, Esteves não vai querer.

22.02.2012 - 12h58

O BTG vai à bolsa

O BTG Pactual corre para registrar sua oferta inicial de ações na Comissão de Valores Mobiliários. O objetivo da cúpula do banco é enviar os documentos necessários ainda nesta quarta-feira. Pode ser que não dê tempo, mas está claro — o IPO do BTG é para já.

16.02.2012 - 19h03

Minoritários na justiça

Duas entidades que alegam proteger o interesse dos minoritários do Pão de Açúcar entraram em fevereiro com uma ação na 12a Vara Cível de São Paulo. Para as entidades, os minoritários foram prejudicados pelo fracasso da tentativa de fusão de Pão de Açúcar e Carrefour, no ano passado.

A ação é movida pelas desconhecidíssimas APAMPA (Associação de Proteção Coletiva dos Acionistas Minoritários Investidores do Pão de Açúcar) e ABRAC (Associação Brasileira de Defesa dos Direitos e Garantias Fundamentais do Cidadão). O valor da causa? 4,6 bilhões de reais.

Os requerentes, representados por dois advogados de Ribeirão Preto, afirmam que dois pareceres de juristas da Universidade de São Paulo embasam a ação. E prometem entrar na justiça americana em três semanas.

07.02.2012 - 14h46

BTG fecha compra da Celfin

O BTG Pactual fechou a compra da corretora chilena Celfin.

O negócio custará 600 milhões de dólares ao banco brasileiro.