Cinco dias depois da alta de 0,5% na Selic – a primeira do governo Dilma Rousseff e do BC sob o comando de Alexandre Tombini – circula no mercado um rumor de que haveria um acordo tácito entre o Planalto e o BC para um teto no aumento da taxa de juros ao longo do ano: de 1,5%.
A fim de domar a inflação, boa parte dos analistas recomenda um aumento de 2% na Selic em 2011.
O mesmo rumor sustenta que em função desse teto de 1,5% para a Selic, o BC passaria a usar outras ferramentas, como um novo aumento do compulsório – o dinheiro que o BC obriga os bancos a manterem estacionado sem remuneração.
Além disso, o mercado também espera que em breve o ministro da Fazenda, Guido Mantega, aumente o IOF para conter o crédito de longo prazo, como o da venda de veículos em 36 meses.
Por enquanto, as reclamações contra o aumento dos juros se concentram em entidades de classe do setor produtivo.
Mas a gritaria contra o BC deve subir de tom lá por maio ou junho, quando a Selic tiver subido mais, a pressão baixista continuar sobre o dólar e a inflação ainda não tiver cedido às recentes altas da Selic.















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