A já esperada decisão unânime do Copom de manter a Selic em 10,75% , sem viés, certamente irá provocar críticas de analistas mais ortodoxos, que já veem nuvens no horizonte em 2011 e alertam que por não aumentar os juros agora, o BC terá que fazê-lo no começo do governo do sucessor(a) do presidente Lula.
Por outro lado, é preciso reconhecer que nenhum dos mais respeitados bancos centrais do mundo, como o Fed, dos Estados Unidos, ou o Banco da Inglaterra alteram suas taxas básicas de juros em época eleitoral, justamente para não interferir com o cenário político do país.
A propósito, durante sua recente viagem aos Estados Unidos, onde participou como convidado do simpósio anual do Fed em Jackson Hole, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, passou a impressão de que ficaria de bom grado à frente da instituição durante o primeiro ano de um eventual governo Dilma Rousseff.















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No mês passado os juros aumentaram, não era época de eleição?
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