Nesta quarta-feira, 22 de setembro, faremos mais uma edição do Conversas com o Mercado, um chat ao vivo onde especialistas respondem dúvidas sobre investimentos enviadas por vocês. O convidado de amanhã será Clodoir Vieira, analista-chefe da corretora Souza Barros. O chat começará às 16h, mas vocês já podem deixar perguntas nos comentários. Esperamos vocês!
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“Pense pequeno”, recomenda corretora
A Itaú Securities indica que os investidores se voltem para o mercado interno brasileiro, principalmente por meio das small caps – ações pouco negociadas e de empresas de baixo valor de mercado. Em relatório assinado por Carlos Constantini, Susana Salaru, Pedro Luz Maia e Cida Souza, a corretora do banco explica que acredita em uma perspectiva de crescimento para a economia do Brasil, devido à expansão do consumo interno, às baixas taxas de desemprego, à renda crescente e à formalização da economia. Segundo os analistas, estes fatores juntos criam um ambiente fértil para o crédito. “Levamos isto em consideração na elaboração de nossa carteira-modelo, que está atualmente com peso acima da média para ações voltadas ao mercado doméstico”, diz o documento.
Para eles, as ações de empresas large caps, que em geral são de grandes exportadoras e produtoras de commodities, dependem de uma recuperação econômica mundial para apresentar bons resultados. “As small caps tendem a registrar melhor desempenho do que as empresas maiores enquanto o panorama internacional não apresentar maior clareza.”
Entre as recomendações de compra do Itaú estão: Iguatemi, Even e Hering, ligadas diretamente ao consumo; Iochpe, Randon e OHL, que devem ser beneficiadas com a formalização do setor industrial e de novas concessões federais; Drogasil, com o fortalecimento do mercado farmacêutico; ABC Brasil, no setor bancário, devido ao crescimento de crédito; e BR Properties, por causa das novas aquisições da empresa.
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Corretora está mais pessimista com o Ibovespa
A corretora Link Investimentos reduziu a perspectiva de valorização do Ibovespa para 2010. Em relatório, o analista-chefe, Andrés Kikuchi, afirmou que o índice deve encerrar o ano em 74 500 pontos, bem abaixo dos 85 000 pontos previstos anteriormente. Por mais difícil que seja antever um número exato, o relatório mostra que a corretora perdeu um pouco de otimismo em relação à bolsa brasileira.
Segundo a análise de Kikuchi, dois fatores fizeram com que as expectativas fossem revistas. Um deles foi a falta de continuidade de entrada de investimento estrangeiro, como vinha acontecendo desde 2009. O fluxo se manteve negativo durante os primeiros meses desse ano e voltou a se recuperar somente em julho, com a entrada de 3,5 bilhões de reais no período. Além disso, segundo Kikuchi, a redução da aversão dos investidores ao risco esperada pela corretora não ocorreu devido às incertezas no cenário internacional, o que fez com que a volatilidade permanecesse alta nos principais mercados do mundo.
O analista relata também que o desempenho do Ibovespa foi prejudicado pelas expectativas relacionadas ao processo de capitalização da Petrobras. Diversas incertezas sobre o valor total da oferta, o preço do barril na cessão onerosa e a diluição da participação acionária dos minoritários foram responsáveis pelo péssimo desempenho das ações da estatal em 2010, que teve desvalorização de 25,2% até o fechamento desta terça-feira. No mesmo período, o Ibovespa teve queda de 1,3% e hoje, por volta das 15 horas, operava com leve alta de 0,25% nos 67 769 pontos.
Apesar disso, o relatório destaca que, ao usar o índice que compara o preço das ações com o lucro das empresas, a bolsa brasileira ainda está mais barata do que a de outros mercados emergentes, como China e Índia.
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Ações da LLX desabam com incertezas sobre venda da empresa
Os investidores reagiram mal à notícia de que a empresa de logística de Eike Batista, a LLX, pode ter a subsidiária da região sudeste comprada por outra companhia do empresário, a mineradora MMX. Nesta segunda-feira, por volta das 17 horas, o Ibovespa operava em alta de 2%, enquanto as ações da LLX lideravam as quedas do índice, com baixa de mais de 6%.
A proposta da MMX é adquirir 100% da LLX Sudeste por 2,3 bilhões de dólares. O que desagradou o mercado foi a forma de pagamento. Se a aquisição for realizada, os atuais acionistas receberão debêntures perpétuas, que são títulos da empresa sem data de vencimento. “Muitos investidores não estão satisfeitos com esse novo modelo de remuneração”, disse a analista de logística Maria Tereza Azevedo, da Link Investimentos. Segundo ela, quem não vender as ações agora pode ter dificuldade para se desfazer de suas participações mais tarde, porque as debêntures possuem menor liquidez. Mesmo assim, a analista recomenda a compra das ações porque acredita que o porto tem capacidade para dobrar a quantidade de ferro transportado com a fusão. “A operação é positiva para o minoritário em termos de retorno financeiro”, afirmou Maria Tereza.
No acumulado do ano até o fechamento de sexta-feira, as ações da LLX tiveram alta de 6,8%, enquanto o Ibovespa apresentou queda de 2,6%.
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Itaú retira ações do Pão de Açúcar da carteira recomendada
Em relatório enviado aos investidores hoje à tarde, a Itaú Corretora deixou de recomendar os papéis do Pão de Açúcar na sua carteira sugerida. Segundo o relatório, não há fatores que possam gerar ganhos de curto prazo para a empresa. As ações do Pão de Açúcar terminaram esta sexta-feira em queda de 4%, a maior desvalorização do Índice Bovespa. O desempenho negativo é reflexo de algumas incertezas que tomaram conta do mercado depois que a empresa divulgou ontem as sinergias que estão por vir com a integração da Casas Bahia. Não ficou claro para os investidores, por exemplo, como funcionará a unidade de comércio eletrônico que será implementada pela empresa.
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Petrobras prejudica ações da OGX
As empresas do setor de petróleo foram as protagonistas do pregão desta sexta-feira, dia em que o Ibovespa fechou em leve queda de 0,2%. No lado negativo, o destaque foram as ações da OGX, do empresário Eike Batista, que caíram 5,7% – a maior desvalorização do dia. Segundo os analistas do setor, a queda acentuada não está relacionada a motivos internos da companhia. “Os investidores estão trocando de papeis – vendendo principalmente as mais negociadas, para comprar Petrobras”, diz Max Bueno, analista da corretora Spinelli. “A OGX foi a mais prejudicada porque é do mesmo setor.” No médio prazo, segundo ele, as perspectivas para a empresa são boas, com a descoberta de novas reservas na Bacia de Campos, o que pode aumentar os lucros nos próximos anos. Bueno continua indicando compra para as ações da OGX, por acreditar que a queda é pontual.
Os papeis de Petrobras terminaram o dia com alta de 4,35%. Uma das explicações para a alta é a proximidade do prazo limite para ter preferência para participar do processo de capitalização da empresa, que deve ocorrer no fim deste mês – no dia 10 de setembro, quem tiver as ações terá a prioridade. Como as ações demoram três dias úteis para entrar na carteira dos investidores após o dia da compra, o prazo, na verdade, termina na segunda-feira.
No acumulado do ano até ontem, as ações da OGX subiram 19,6%, enquanto as da Petrobras caíram 23%. O Ibovespa desvalorizou 2,6% em 2010.
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Corretora recomenda PDG
Em um relatório enviado ao mercado hoje, a corretora Ativa definiu a incorporadora PDG como “um gigante ganhando eficiência” e iniciou a cobertura das ações da empresa com recomendação de compra. No relatório, o analista Armando Halfeld estima um potencial de valorização para os papéis da PDG de 44% até junho de 2011. Segundo ele, com a recente compra da Agre, em maio deste ano, a companhia aumentou sua atuação no segmento de média renda (antes, era mais concentrada na baixa renda), o que é positivo porque a PDG irá ganhar em sinergia e na produção em maior escala. Também passou a operar em diferentes regiões – o que aumenta o potencial de novos contratos, devido ao crescimento no número de empreendimentos e aos terrenos com preços mais baixos no norte e nordeste do país. Tornou-se, então, a maior incorporadora de capital aberto em valor de mercado e de lançamentos esperados para 2010.
Mesmo com a Agre, que atua com imóveis para média renda, a PDG continua voltada ao chamado “segmento econômico”, com empreendimentos para quem ganha entre três e dez salários mínimos, por meio da Goldfarb. “Acreditamos que esse segmento será responsável por 55% dos lançamentos futuros, e apresenta um significativo potencial de crescimento, fomentado, principalmente, pelo pacote habitacional governamental, Minha Casa, Minha Vida”, afirma Halfed. Os 45% restantes, destinados a alta e média renda, também são importantes para a empresa, acrescenta o analista, porque é neste segmento que se encontram as maiores margens de lucro.
Entre os pontos negativos da companhia que podem representar riscos às ações, estão, segundo Halfeld, as possíveis dificuldades na integração da Agre e a possibilidade de escassez de mão de obra. Nesta quinta-feira, por volta das 16 horas, as ações da PDG apresentavam queda de aproximadamente 1%. No ano, os papéis tiveram alta de 9,2% até o fechamento de ontem, enquanto o Ibovespa desvalorizou 2,2%.
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Ação da Petrobras sobe após definição de preço
As ações preferenciais da Petrobras subiam 1,5% por volta das 12h – era a segunda maior alta do Ibovespa, que caía 0,5% no horário. A valorização ocorre depois de o governo ter divulgado o preço dos barris que serão usados na aguardada capitalização da empresa. O valor médio, de 8,51 dólares, ficou dentro do que a maioria dos analistas e investidores esperava.
A definição do preço foi cercada de polêmicas. Para o governo, quanto mais alto fosse o valor, melhor: é ele que determina quanto a União vai receber para conceder à Petrobras o direito de explorar reservas de petróleo no país. O rumor era o de que um laudo encomendado pela Agência Nacional do Petróleo apontaria um preço entre 10 e 12 dólares por barril. O ministro de Minas e Energia, Mario Zimmermann, chegou a dizer que o preço seria “o que o governo considera justa para o interesse nacional”.
Para os acionistas minoritários da Petrobras, porém, um valor elevado demais poderia significar a diluição de sua participação no capital da empresa quando ocorresse a capitalização. Nesse caso, os investidores teriam de fazer um investimento grande para manter sua fatia na companhia – e, assim, não perder dividendos. Comenta-se que o valor sugerido pela Petrobras variava entre 5 e 6 dólares.
De onde saíram esses 8,51 dólares? Ninguém sabe ao certo ainda. Espera-se que a Petrobras divulgue amanhã o laudo de avaliação de preço que encomendou. Também é aguardado para esta sexta-feira o anúncio dos detalhes da capitalização da companhia. A maioria dos analistas espera esses detalhes para decidir se vai ou não participar da oferta de ações, prevista para ocorrer ao longo de setembro.
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A alta da bolsa é momentânea, dizem analistas
Nesta quarta-feira, o mercado brasileiro foi contagiado pela euforia nas bolsas mundiais – os mercados europeus fecharam em alta e, por voltas das 18 horas, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York subia 2,54%. O Ibovespa fechou em alta de 2,98%, alcançando 67 072 pontos – trata-se do maior patamar desde 18 de agosto. No ano, o índice apresenta queda de 5%.
O que animou os investidores foi a divulgação dos resultados positivos do setor industrial da China. O Índice de Gerentes de Compras, termômetro da atividade do setor, aumentou para 51,7 em agosto, de 51,2 em julho, segundo a Federação de Logística e Compra da China. Isso afastou, ainda que temporariamente, os temores de que a economia chinesa possa ter um forte desaquecimento.
Para os próximos dias, porém, os analistas esperam mais altos e baixos. Haverá a divulgação de indicadores importantes no exterior – como o de desemprego nos Estados Unidos –, que tendem a deixar os investidores apreensivos. “O fato é que o cenário externo continua incerto. A alta é momentânea”, diz Osmar Camilo, analista da Socopa Corretora.
“Acredito que quando o Ibovespa chegar aos 68 500 pontos haverá uma nova queda, porque os investidores devem embolsar os ganhos dos últimos dias”, diz Hamilton Moreira Alves, estrategista do Banco do Brasil. Para Pedro Galdi, da SLW Corretora, a alta não deve durar. “Na sexta-feira, devem sair os números de desemprego nos Estados Unidos e a expectativa é que a bolsa volte a cair, já que os dados de desemprego do setor privado, apresentados hoje, mostraram cortes de 100 000 trabalhadores”, disse ele.
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Corretoras voltam a recomendar ações da Gafisa
Com a típica reavaliação de papéis que as corretoras fazem no início de cada mês, as ações da Gafisa voltaram a fazer parte da carteira recomendada de algumas instituições. É o caso da Planner. Segundo a corretora, a queda de 8,3% apresentada pelas ações da Gafisa em agosto tornou os papéis atrativos para os investidores. “As ações foram mais penalizadas que seus pares, e não identificamos nenhuma justificativa mais forte para esta queda”, diz o relatório da Planner.
A Itaú Corretora colocou os papéis da Gafisa entre os cinco mais promissores para o mês de setembro. “A companhia permanece como a ação mais descontada do setor entre as empresas de grande porte”, diz um relatório da instituição. Segundo a corretora, a expectativa é que a Gafisa apresente melhores resultados nos próximos trimestres e reduza a diferença de rentabilidade em relação às outras empresas do segmento.















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