As ações dos quatro grandes bancos presentes na bolsa – Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil – subiram em média 11% na semana passada, o dobro do Ibovespa. Segundo relatório divulgado hoje pela corretora Raymond James, foi o melhor desempenho entre os bancos da América Latina. Nada mal para um segmento que havia caído 6% em novembro e ainda acumula queda média de 17% no ano.
O Santander teve a maior alta (13,4%), seguido por Itaú Unibanco (12,8%), Bradesco (9,7%) e Banco do Brasil (7,4%). “Os grandes bancos foram beneficiados pelas medidas de estímulo ao consumo e ao crédito adotadas pelo governo”, diz Osmar Camilo, analista da corretora Socopa, referindo-se a iniciativas como a redução do IOF para o crédito à pessoa física e do IPI da linha branca, o que incentiva as vendas financiadas. “As instituições trabalham com metas de crescimento da carteira de crédito e o estímulo facilitará o trabalho.”
Para o analista, os papéis têm potencial de continuar subindo. “É um bom momento de compra. As ações dos bancos estavam sob pressão, sofrendo com a aversão global ao risco, e ficaram baratas. As medidas de estímulo representam uma oportunidade de recuperação.” No relatório de hoje, a Raymond James calcula em 8,9 vezes o índice P/L (que mede a relação entre o preço da ação e o lucro da empresa) dos grandes bancos brasileiros – ante um P/L médio de 11,7 vezes para a América Latina. Quanto menor o P/L, mais barata está a ação. Por esse indicador, só os bancos argentinos estão mais baratos que os brasileiros, com um P/L de 4,7.


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Giuliana Napolitano é editora da revista EXAME.
Thiago Bronzatto é repórter da revista EXAME.
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