29.05.2012 - 17h47

Presidente do Citi não acredita em saída da Grécia da zona do euro

A percepção dos líderes europeus ainda é a de que é importante preservar a União Europeia, porque o bloco é um mercado de porte que dá vantagens aos países que o integram. A afirmação foi feita hoje à tarde por Vikram Pandit, presidente mundial do Citi, em entrevista a um pequeno grupo de jornalistas em São Paulo. Para ele, a saída da Grécia da zona do euro é pouco provável, ao menos por enquanto. “É claro que não há certezas, porque qualquer definição depende do processo político, mas não acredito que seja do interesse da Grécia sair”, disse.

Na opinião de Pandit, o custo da saída do bloco para a Grécia – e para outros países europeus – seria alto demais (alguns analistas estimam que as perdas poderiam passar de 1 trilhão de dólares). “Pesquisas mostram que os cidadãos gregos, de forma geral, querem ficar na zona do euro. Esse é um indicador importante. As pessoas veem benefícios, apesar dos problemas”, afirmou. Outra questão importante, segundo ele, é: como os líderes europeus fariam para manter o bloco unido se a Grécia sair.  

Pandit também falou sobre os planos do Citi para o Brasil – nada de novo em relação ao que já foi dito, mais de uma vez, por outros executivos do banco. O objetivo central é crescer de forma orgânica, sem aquisições, e direcionar investimentos tanto para o crédito a consumidores, via cartões de crédito, financiamento imobiliário e empréstimos pessoais, como para o segmento de empresas.  “A próxima etapa do crescimento da economia brasileira é a expansão da infraestrutura do país, e queremos participar disso”, disse ele.  

Sobre o mercado de crédito no Brasil, Pandit afirmou estar avaliando a expansão dos empréstimos “de forma cuidadosa há cerca de três anos, para ver se há lições que podem ser trazidas de outros países para cá”. Uma das conclusões a que chegou é que o mercado brasileiro é muito particular e caracterizado por alguns desequilíbrios. Um exemplo: há um volume grande de crédito ao consumo e pouca oferta de financiamentos imobiliários. “Queremos ver esse mercado se tornar mais uniforme, como ocorre em outros países”, disse. “Ainda não estamos preocupados, mas estamos avaliando os índices de inadimplência, endividamento das famílias e crescimento dos empréstimos. O Citi está numa posição confortável. Mas a situação do sistema depende de outros bancos também”, afirmou.

25.05.2012 - 19h04

Caixa está perto de comprar uma fatia da CPM Braxis Capgemini

A Caixa Econômica Federal, por meio de seu braço de investimento Caixa Participações (CaixaPar), está negociando a compra de cerca de 20% da empresa de tecnologia CPM Braxis Capgemini, que fatura cerca de 1 bilhão de reais.

As negociações com os minoritários estão avançadas e devem ser concluídas nas próximas duas semanas, segundo EXAME apurou com um executivo do banco estatal.

A CPM é controlada pelo grupo francês de tecnologia da informação Capgemini – que, em setembro de 2010, comprou por cerca de 500 milhões de reais 55% da empresa de tecnologia brasileira. O banco Bradesco possui 20% do negócio. Os demais acionistas minoritários são a holding Braxis, a Gávea Investimentos, a Alothon Group e funcionários.

A entrada da CaixaPar no capital da CPM Braxis Capgemini é motivada pelo interesse do governo de modernizar o sistema tecnológico da Caixa Econômica Federal e pela expectativa de crescimento da demanda de serviços de informática para o setor financeiro, segundo esse executivo.

Se for concretizado, esse deverá ser o segundo investimento em empresas da CaixaPar, que tem cerca de 3 bilhões de reais em patrimônio para fazer aquisições. O braço de investimento da Caixa, criado em março de 2009, comprou por 739 milhões de reais 35,5% do banco PanAmericano em dezembro de 2009.

Procuradas, a Caixa Econômica Federal e a CPM Braxis Capgemini disseram que não se manifestarão sobre o assunto.

Último comentário por mestiço black : banqueiros tao ricos e o povo pobre
03.04.2012 - 12h05

BTG Pactual negocia compra de outra corretora

O banco BTG Pactual está negociando a compra da corretora colombiana Bolsa y Renta. A ideia é ampliar a sua participação no país, onde a corretora chilena Celfin, adquirida pelo BTG no início deste ano, estreou em 2011 e ainda tem uma presença tímida.

Com cerca de 70 milhões de reais em ativos e 230 empregados, a Bolsa y Renta, criada em março de 1968, é a quinta maior corretora da Colômbia. O tamanho da instituição não é tão expressivo, mas o negócio é visto como uma forma estratégica de o banco ganhar escala num mercado com consumo interno aquecido e demanda por investimentos. Em 2011, a economia colombiana cresceu 6%, o melhor desempenho desde 2007.

Pessoas próximas a André Esteves, principal sócio do BTG, dizem que o banqueiro carioca tem pressa para fechar um negócio na Colômbia, principalmente porque o seu principal concorrente, o banco de investimentos Itaú BBA, recebeu em novembro do ano passado autorização do Banco Central colombiano para atuar no país. Mas, apesar disso, se as conversas com a Bolsa y Renta, que ainda são preliminares, avançarem, a operação deverá ser selada só depois da abertura de capital do BTG, programada para o dia 26 de abril.

O BTG, que também tem olhado o mercado peruano, diz que não comenta rumores de mercado. Já a Bolsa y Renta confirma que foi procurada não só pelo banco brasileiro mas também por outras instituições financeiras – e que, por enquanto, não há nada fechado.

19.03.2012 - 20h33

Minoritários fora do conselho da Petrobras

Terminou há pouco a assembleia de acionistas da Petrobras. Entre alguns acionistas minoritários da empresa, o clima era de frustração: novamente, eles não conseguiram eleger membros para os conselhos fiscal e de administração da empresa. Os indicados por esses investidores eram profissionais das gestoras BrackRock e Polo e das associações Amec e Apimec.

Jorge Gerdau Johannpeter, controlador da Gerdau, e Josué Gomes da Silva, dono da Coteminas, foram reconduzidos aos cargos: eles ocupam as vagas no conselho de administração destinadas aos minoritários.

13.02.2012 - 15h33

Dona da marca Dell Anno fará IPO

A Unicasa, dona da marca de móveis planejados Dell Anno, deverá registrar na CVM o pedido de abertura de capital até abril deste ano, segundo pessoas ligadas à empresa.

Com sede em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, a Unicasa faturou cerca de 400 milhões de reais em 2011 e conta com 270 lojas autorizadas no Brasil.

O banco que coordena a oferta é o BTG Pactual.

Se for levada adiante, a oferta de ações da Dell Anno poderá ser uma das primeiras desde julho de 2011.

No início deste ano, a prestadora de serviços para o setor de petróleo, Seabras, e a Brasil Travel, que reúne 35 empresas de turismo, cancelaram as operações de abertura de capital. A primeira desistiu do IPO porque não conseguiu fazer a tempo uma reestruturação interna proposta pela Petrobras, sua maior cliente. Já a segunda sofreu com a baixa demanda dos investidores, que não se entusiasmaram com o plano de negócios da companhia.