As micro e pequenas empresas não deveriam pagar impostos nos primeiros quatro anos de vida. Essa é a ideia central de um projeto de lei complementar que está tramitando na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados. O projeto nasceu quando o deputado Alfredo Sirkis, do PV do Rio de Janeiro, leu um artigo do engenheiro Ricardo Negreiros, especialista em reestruturar empresas e contratado por Sirkis para reestruturar o PV em 2008. No artigo, publicado em O Globo, Negreiros abordava o que considera uma injustiça: a taxação de pequenos negócios durante os primeiros anos de vida, quando ainda lutam para conquistar mercado. Sirkis se interessou pela ideia, procurou Negreiros e elaborou o PLC 113/2011. A proposta é que o Fisco deixe de cobrar impostos das empresas optantes pelo Simples Nacional durante os primeiros quatro anos de existência do negócio. “Quando o governo cobra impostos de uma empresa que nem sequer deu lucro, está tributando o próprio patrimônio do empreendedor, que está investido naquele negócio”, argumenta Negreiros.
Se o projeto for aprovado, pode ajudar a reduzir a mortandade de micro e pequenas empresas. O estudo mais recente do Sebrae mostra que 27% das empresas constituídas em 2006 fecharam as portas nos dois anos seguintes. Negreiros e Sirkis acreditam que se os empreendedores tiverem a carga tributária aliviada no período proposto pelo projeto, o percentual de falências será reduzido. O Simples Nacional chega a cobrar até 23% do faturamento mensal de uma empresa considerada pequena (com receita bruta entre 2,4 e 3,6 milhões por mês). Uma microempresa – com faturamento de 120.000 a 240.000 reais mensais — paga quase 9% do faturamento em impostos. Juntas, micro e pequenas empresas criaram 6,1 milhões de empregos entre 2000 e 2010.
O projeto de lei ainda vai passar por três comissões e pelo plenário da Câmara antes de ir para o Senado, mas a discussão está esquentando. O deputado do PV-RJ propôs uma audiência pública para ajudar a formar opiniões na comissão em que o projeto está sendo analisado atualmente. (com Daniel Barros)


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Irineu Pereira Coutinho
Realmente e por isso é que se diz que se um empreendedor pequeno pagar os impostos, o negócio fica inviável. Não por acaso mesmo. Tendo lucro ou não, ele p...
Irineu Pereira Coutinho
Realmente e por isso é que se diz que se um empreendedor pequeno pagar os impostos, o negócio fica inviável. Não por acaso mesmo. Tendo lucro ou não, ele paga impostos o que realmente corroe o patrimonio considerando que sua capacidade de capital de giro é quase nulo e muito caro.
Está muito correto este pensamento.
irineu coutinho – facebook
Rafael Oliveira
Errata: Uma ME deve ter faturamento bruto ANUAL de até R$ 360.000,00. Já a EPP deve ser superior R$ 360.000,00 e inferior a R$ 3.600.000,00. Com toda a cer...
Rafael Oliveira
Errata: Uma ME deve ter faturamento bruto ANUAL de até R$ 360.000,00. Já a EPP deve ser superior R$ 360.000,00 e inferior a R$ 3.600.000,00.
Com toda a certeza, a carga tributária em nosso país decreta o fim dos empreendimentos recém criados, entretanto, temos que levar em consideração o despreparo daqueles que decidem “abrir seu próprio negócio”.
A proposta é interessante, mas devemos verificar em quanto isto impactaria na receita pública.
ROLDÃO BRAGA RIBEIRO
A REALIDADE COMERCIAL ENTRE INDUSTRIA , ATACADO E VAREJO NO NOSSO PAÍS, MUDA MUITO DE UMA REGIÃO PARA OUTRA. POR EXEMPLO: AQUI EM RONDONIA NÓS NÃO INDUST...
ROLDÃO BRAGA RIBEIRO
A REALIDADE COMERCIAL ENTRE INDUSTRIA , ATACADO E VAREJO NO NOSSO PAÍS, MUDA MUITO DE UMA REGIÃO PARA OUTRA.
POR EXEMPLO: AQUI EM RONDONIA NÓS NÃO INDUSTRIALIZAMOS QUASE NADA, QUASE A TOTALIDADE DESTAS MERCADORIAS É TRAZIDAS PELOS GRANDES ATADISTAS, OS QUAIS VENDE EM ATACADO E VAREJO E NÓS DAS PEQUENAS EMPRESAS COMERCIAIS COMPRAMOS DELES PARA REVENDER E MESMO ASSIM AINDA SOMOS BITRIBUTADOS PELO O GOVERNO FEDERAL COM A COBRANÇA DO DAS [ DOCUMENTO DE ARRECADAÇÃO DO SIMPLES NACIONAL] MAS APESAR DE TODA ESTA CONDIÇÃO DESFAVORAVEL Á NÓS O GOVERNO FEDERAL AINDA FALA DE FAVORECIMENTO A PEQUENA EMPRESA.
COMO POSO FIDELISAR CLIENTE SE PARA ELE COMPRAR DE MIM TEM QUE PAGAR UM MESMO IMPOSTO DUAS VESES SEM FALAR DA MINHA MARGEM DE LUCRO.
ACREDITO QUE NINGUEM NASCE MARGINAL MAIS COM AS INJUSTIÇAS MUITOS SE TORNAM.
ROLDÃO