A pergunta do título, aparentemente sem importância, foi feita a mim por um indiano, o arquiteto Maulik Bansal, que visitou o Rio de Janeiro há poucos dias. Bansal é especializado em urbanismo e, nesse momento, faz mestrado na Universidade da Califórnia. E adivinhem o que ele escolheu como tema de sua tese: o projeto do Rio de Janeiro para as Olimpíadas. Durante os seis dias em que esteve na cidade, além de falar com especialistas em urbanismo e técnicos da prefeitura, tentou conversar com taxistas, balconistas de farmácias, garçons e vendedores de lojas. Não conseguiu. É verdade que ele não foi aos restaurantes mais requintados da cidade nem às lojas mais luxuosas. Mas será que só esses lugares deveriam estar preparados (e boa parte também não está) para atender e, sobretudo, vender para estrangeiros?
Bom, o estudo de Bansal sobre o projeto olímpico carioca ainda não está pronto, mas ele ficou intrigado com a dificuldade que teve em encontrar pessoas que falam inglês por aqui. Certamente é um problemaço. E de ordem econômica, sim. Não apenas para a cidade que vai receber os Jogos Olímpicos. É um desperdício porque o Rio tem atributos naturais para se tornar um dos destinos mais badalados do turismo mundial. Não ter gente preparada para receber turistas estrangeiros — que, no geral, falam inglês, a língua global (pelo menos por enquanto e certamente por muito tempo) –, é rasgar dinheiro. São vendas não feitas, passeios não vendidos. Isso, no mínimo. Vale a pena pensar na pergunta do Bansal.


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Norberto da Silva Sandri
Como pode um estrangeiro chegar ao Brasil e ficar admirado, espantado, pelo povo "nativo" nao falar uma lingua que nao pertence ao proprio Pais, no caso o Brasi...
Norberto da Silva Sandri
Como pode um estrangeiro chegar ao Brasil e ficar admirado, espantado, pelo povo “nativo” nao falar uma lingua que nao pertence ao proprio Pais, no caso o Brasil. O estrangeiro deveria ficar admirado pelo povo deste Pais falar o seu proprio idioma. Claro que, como cultura, seria importante saber outros idiomas. Mas, quando colocamos isso como algo “obrigatorio”, seria o mesmo que abrir mao de nossa cultura para o dominio de outra cultura. Podemos lembrar que, se vamos à França, e nao sabemos alguma coisa de frances, a permanencia ali fica um pouco complicada.
Algum dos grandes nomes jah disse: -Melhor do que invadir um pais por meio das armas, é destruir a sua cultura. Começando pelo seu idioma.
Também, o ingles nao é uma lingua internacional, ou global, e sim, a mais comercial.
A unica lingua que podemos dizer que seja internacional é o Esperanto. Essa sim, nao pertence à pais nenhum.
Sandro N. Pinto
E o que é que se faz para mudar isto? Nada! Na Índia, inglês é lingua alternativa nas escolas desde as primeiras séries... e por aqui? A culpa nã...
Sandro N. Pinto
E o que é que se faz para mudar isto?
Nada!
Na Índia, inglês é lingua alternativa nas escolas desde as primeiras séries… e por aqui?
A culpa não é apenas do povo, pois muitos não tem acesso. A responsabilidade maior é dos governos…
josé carlos fontes
Pois é, então. Educação deficiente dá nisso. Custo de oportunidade Brasil.
josé carlos fontes
Pois é, então. Educação deficiente dá nisso. Custo de oportunidade Brasil.