28.02.2013 - 16h06

Centro de desenvolvimento da Nissan será no Rio

A Nissan deve confirmar nos próximos dias a instalação de seu centro de desenvolvimento tecnológico no Rio de Janeiro. O centro, que receberá entre 300 e 400 milhões de reais de investimento, era disputado também pelo estado de São Paulo. A fábrica da montadora está em construção avançada em Resende, no sul fluminense, e deve começar a operar em meados de 2014.

Último comentário por pablo : Espero que isso possa trazer algum benefício para o brasileiro...
19.02.2013 - 17h12

Nestlé investirá 117 milhões de reais no Rio

CORREÇÃO: a engarrafadora é de água mineral (não de água potável), e a fábrica será a quarta (não a terceira) da empresa no Rio.

A Nestlé investirá 117 milhões de reais em uma engarrafadora de água mineral em Silva Jardim, município da região dos Lagos, no Rio de Janeiro. O anúncio deve acontecer nos próximos dias.  Será a quarta fábrica da Nestlé no estado. Há dois anos, a companhia inaugurou uma unidade de leite em Três Rios, no centro-oeste fluminense. Desde 1997, mantém sua maior fábrica de sorvetes no país em Jacarepaguá, zona oeste da capital, além de uma engarrafadora de água mineral em Petrópolis.

O empreendimento da multinacional suíça totalizará 2,5 bilhões de reais investidos por empresas do setor de alimentos e bebidas no estado em três anos. Ao todo, serão gerados 4.700 empregos diretos. Em janeiro, a Vigor anunciou a abertura de uma fábrica e um centro de distribuição na capital, que consumirão 180 milhões de reais. Entre os maiores empreendimentos está o da Coca Cola, que investirá 700 milhões de reais em uma engarrafadora em São Gonçalo.

Último comentário por Marcílio Moraes : Boa noite a todos, é parece que a politica de segurança no RJ está começando a dar frutos. O Rio ...
31.08.2012 - 09h00

Escritórios mais baratos no Rio

Boa notícia para as empresas quem querem alugar escritório no Rio. Pela primeira vez desde 2009, o preço médio de locação em prédios corporativos de alto padrão caiu. Depois de o metro quadrado crescer 35% de junho de 2011 a março de 2012, chegando a 174 reais, a média do segundo trimestre desse ano já mostra recuo para 166 reais. “A impressão é de que os preços vão se acomodar nesse patamar”, afirma Márcio Vitorino, coordenador do segmento corporativo para o Rio na consultoria imobiliária Colliers International, que faz o estudo trimestral de preços.

Até o fim do ano, prédios com mais 200.000 metros quadrados de escritórios se somarão ao atual estoque de 100.000 metros quadrados pela cidade — o estoque atual também é um dos maiores dos últimos anos. “Hoje, o locatário tem mais poder de barganha no Rio porque ele visita várias opções. Há um ano, havia poucos espaços disponíveis, sobretudo no Centro, o que elevou muito os preços”, diz Vitorino, lembrando que o estoque era 40% do atual.

A médio e longo prazo a oferta nas proximidades do Centro irá aumentar em razão da revitalização da região portuária. A área tem atraído grandes nomes do setor imobiliário corporativo, como a Tishman Speyer, que fez o Rockfeller Center, de Nova York. Essas empresas trazem projetos de padrão A ou A+, como são chamados os edifícios top de linha que são escassos no Rio. Apesar do arrefecimento dos preços, o Rio continua sendo uma das dez cidades mais caras do mundo para alugar escritórios em prédios de alto padrão, com preços acima de São Paulo, Xangai e até Manhattan, em Nova York. (Daniel Barros)

 

27.08.2012 - 14h41

O quiabo também vai vestir Prada em São Paulo

A varejista de frutas, legumes e verduras Hortifruti está fazendo ajustes na estratégia de marketing para abrir sua primeira loja em São Paulo, mas já decidiu uma coisa: não vai abrir mão da comunicação irreverente que ajudou a fazer o sucesso da rede no Rio de Janeiro, onde ficam 23 das suas 24 lojas (uma, a primeira da cadeia, fica em Vitória). No Rio, fizeram sucesso campanhas que apresentam frutas e legumes como celebridades ou estrelas de filme de Hollywood na capa da fictícia revista “Cascas”. São paródias como “O Quiabo Veste Prada”, “Batatman”, “Kiwi Bill” e “Berinjela Indiscreta”, estampadas em outdoors e painéis instalados em bancas de jornal, abrigos de ônibus e locais de grande circulação, como estações de metrô.

A intenção dos fundadores da empresa, dois ex-feirantes, é chegar a outras regiões do país sem abandonar as características do negócio que começou modesto no Espírito Santo. Por isso, mesmo faturando meio bilhão de reais por ano, o Hortifruti não quer nem saber das grandes agências de publicidade. Quem seguirá dando a cara da comunicação do Hortifruti – que este ano investe 6 milhões de reais em marketing – é a pequena agência MP Publicidade, de Vitória. Monica Debbané, diretora de criação da agência, diz que o Hortifruti vai apresentar a nova loja da rede no bairro paulistano do Brooklin com as mesmas peças publicitárias bem-humoradas.

“Geralmente anunciamos perto das lojas para criar uma relação afetiva com o bairro. É mais barato que comercial de TV e funciona mais. As pessoas ficam esperando a peça nova. Como a rede vende commodities, percebemos cedo que era preciso reforçar a marca com uma imagem simpática em vez de anunciar o quilo da batata”, conta Mônica, que trabalha para o Hortifruti desde o início da rede, em 1989. Ela tem horror àqueles tabloides de ofertas. Na abertura de novas lojas, o Hortifruti distribui nas calçadas maçãs em caixas de presente.

A estratégia está sintonizada com as novas tendências do varejo de alimentos. “A classe média tem cada vez mais interesse por produtos naturais e saudáveis e prefere fazer mais compras pequenas por semana em lojas de bairro do que uma grande por mês nos supermercados”, diz Herida Tavares, analista de varejo da consultoria Lafis. “O varejo de produtos perecíveis e de baixo valor agregado precisa investir no relacionamento com os clientes para criar o hábito e aumentar a frequência nas lojas. As pessoas olham o preço, mas, diante da qualidade do serviço, aceitam pagar um pouco mais”.

O Hortifruti é o campeão em vendas por loja entre os grandes varejistas de alimentos do país. Vende 42 000 reais anuais por metro quadrado. Confira na reportagem da última edição de EXAME: http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1022/noticias/uma-feira-de-500-milhoes-de-reais

(Alexandre Rodrigues)

16.08.2012 - 12h56

Brasil vira alvo de engenheiros estrangeiros

Com as portas do mercado de trabalho fechadas pela crise europeia, engenheiros estrangeiros, principalmente de Portugal e Espanha, têm buscado emprego no Brasil. Uma amostra disso foi o que ocorreu no programa de trainees deste ano da Knijnik Engenharia, sediada em São Paulo. Dos 3 100 candidatos a uma das 15 vagas oferecidas pela empresa, 20% eram de estrangeiros. Cerca de 400 eram portugueses. Outros 180 candidaturas vieram da Espanha. A empresa recebeu ainda currículos de angolanos, argentinos e até de indianos.

“Percebemos que alguns respondiam em português usando o tradutor do Google”, conta Daniel Knijnik, presidente da empresa. Ele preferiu convocar apenas brasileiros para a seleção, realizada há um mês num hotel de São Paulo, por causa da necessidade de habilitação profissional no Brasil. O empresário atribui o interesse dos estrangeiros à internet, já que a empresa divulgou a seleção em redes sociais como Linkedin e Facebook tendo os brasileiros como alvo. Alguns dos estrangeiros que se candidataram já eram profissionais experientes, fora do perfil desejado de até dois anos de formado. “É um reflexo de como o desemprego é alto em países como Portugal e Espanha, sobretudo entre os jovens.”

Enquanto a crise deixa engenheiros sem trabalho na Europa e em outras partes do mundo, o relativo dinamismo da economia brasileira segue apontando a falta de profissionais qualificados como um dos principais gargalos da construção civil por aqui. Diante da dificuldade de contratar engenheiros preparados para tocar projetos estruturais, a Knijnik resolveu ela mesma treinar recém-formados para transformá-los em calculistas num curso de um ano, uma espécie de residência. Foi aí que a empresa descobriu que a falta de profissionais está ligada à baixa qualidade dos cursos de engenharia, que dão pouca ênfase ao cálculo estrutural. “A formação é muito generalista”, diz Daniel.

Ao oferecer o curso, o empresário conseguiu inverter o jogo. Se antes era difícil achar um calculista, teve que gastar um dia inteiro entre provas e entrevistas para tirar os seus 15 primeiros trainees de um auditório lotado. Desde 1° de julho, os eleitos ganham 5 mil reais mensais para frequentar as aulas dadas por alguns dos 60 engenheiros calculistas que a empresa já tem. Como a empresa precisa de mais, os trainees já têm emprego e promoção garantidos. Após os primeiros seis meses de curso, serão promovidos a engenheiro júnior com salário de 6 mil reais e estágio nas áreas da empresa. Se apresentarem bom desempenho, serão contratados como engenheiros plenos com salário de 8 mil reais.

Fundada há quatro décadas em Porto Alegre, a Knijnik vem dobrando de tamanho nos últimos anos seguindo a demanda da construção civil por projetos estruturais e de instalações. Faturou 15 milhões de reais no ano passado e já tem filiais em Recife, em São Paulo e no Rio, onde está trabalhando no projeto de várias instalações esportivas para a Olimpíada de 2016. A meta da empresa é fechar este ano com receita de 30 milhões de reais e dobrar o faturamento de novo até 2013. (Alexandre Rodrigues)

18.07.2012 - 20h10

Eike e Roger trocam gentilezas publicamente

Os empresários Eike Batista e Roger Agnelli parecem ter inaugurado uma nova fase de relacionamento. Nos últimos dias, os dois, conhecidos desafetos, trocaram elogios publicamente. Primeiro, Agnelli afirmou que Eike é um sucesso, em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo de segunda-feira (16). O ex-presidente da Vale e agora empresário destacou a capacidade de Eike para atrair investidores para seus projetos. Observou também que os projetos de Eike já entraram em fase de execução, mas que ainda é preciso tempo para que a estratégia se consolide. “Agora, chegar onde ele chegou não é para qualquer um”, afirmou Agnelli. Agora à noite, Eike, que está em viagem ao exterior, retribuiu com uma mensagem no Twitter: “Obrigado, Roger. Você foi um gentleman na entrevista. Vamos manter o canal de diálogo aberto”.

17.07.2012 - 16h46

Alianças no Rio tem disparates à altura de Lula-Maluf

A polêmica aliança fechada entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado Paulo Maluf (PP-SP) em torno da candidatura de Fernando Haddad (PT) à prefeitura de São Paulo tem muitos paralelos na eleição municipal do Rio. Com o início oficial da campanha, o eleitor carioca está sendo apresentado a um leque de candidaturas sustentadas por uniões para lá de disparatadas.

Em busca da reeleição, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) larga com uma ampla coalizão de 19 legendas que vai do PC do B, de Jandira Feghali, ao PP, de Jair Bolsonaro, passando pelo PRB, de Marcelo Crivella, que virou ministro da Pesca e saiu da disputa. Com isso, Paes terá um latifúndio de 16 minutos no horário eleitoral na TV, mais da metade do tempo total.  Ele ainda tem a vantagem de ser candidato único de Lula e da presidente Dilma Rousseff. Na eleição passada, Lula apoiou Paes a pedido do governador Sérgio Cabral, mas também fez campanha para o candidato próprio do PT, Alessandro Molon, além de subir no palanque de Marcelo Crivella (PRB). Neste ano, apenas Paes terá a companhia de Dilma e Lula nos comícios e nas fotos do material de campanha. O vice de Paes, a propósito, é o petista Adilson Pires, embora o atual prefeito tenha definido o PT como uma quadrilha chefiada por Lula, quando integrou a CPI do Mensalão, em 2005, quando era deputado tucano.

Paes faz um governo considerado técnico — em vez de políticos, nomeou profissionais reputados ou servidores de carreira para a maior parte das secretarias municipais. Também transformou a capital fluminense num grande canteiro de obras, o que já era esperado, graças à proximidade com a Olimpíada de 2016. Seu estilo tem, portanto, muitas semelhanças com as administrações do ex-prefeito Cesar Maia (DEM), de quem foi pupilo. Rompido com Maia em 2003, Paes passou pelo PSDB antes de ingressar no PMDB do governador Sérgio Cabral.

A agenda de obras ajuda Paes a se desvencilhar do inferno astral do governador. O padrinho político do prefeito teve a imagem abalada pela relação íntima com Fernando Cavendish — dono da construtora Delta — escancarada em fotos divulgadas pelo ex-governador Anthony Garotinho (PR), seu maior desafeto. O curioso é que Cabral foi eleito em 2006 com o apoio de Garotinho e da mulher dele, a ex-governadora Rosinha. Até hoje, Cabral mantém no governo muitos ex-auxiliares do casal, incluindo o vice-governador Luiz Fernando Pezão, cotado para a sucessão estadual.

Até o ano passado, ninguém convidaria Cesar Maia e o casal Garotinho para o mesmo recinto. Mas, como em política tudo parece ser possível, poucas semanas antes do início da campanha, eles posaram para fotos de mãos dadas em torno dos filhos Rodrigo Maia e Clarissa Garotinho, titular e vice da inusitada chapa DEM-PR para a prefeitura. As famílias rivalizaram durante todo o tempo em que ocuparam simultaneamente os palácios da Cidade e da Guanabara no início da década passada. Viviam trocando ofensas públicas. Numa delas, o ex-prefeito classificou o apoio de Garotinho à campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência em 2006 como “o beijo da morte”. Agora, unidos pelo ostracismo imposto por Paes e Cabral, os clãs tentam superar juntos os anos afastados da máquina pública, mas têm poucas chances de inviabilizar os planos do atual prefeito de abrir os Jogos Olímpicos de 2016.

O favoritismo de Paes hoje contrasta com a eleição de 2008, que venceu por uma margem muito apertada sobre Fernando Gabeira (PV). O ex-deputado não voltou à disputa. Apoia agora a candidata do seu partido, a deputada estadual Aspásia Camargo, mas sua “onda verde”, que mobilizou jovens na internet há quatro anos, deve se repetir agora em favor de Marcelo Freixo (PSOL), que chegou a flertar com Gabeira. Marina Silva e descontentes do PT também podem aderir à campanha do deputado estadual. Ele ficou conhecido pela bandeira ética e pelo combate às milícias de policiais (por isso é ameaçado de morte) e lançou a candidatura ao lado do próprio capitão Nascimento, o ator Wagner Moura, seu principal cabo eleitoral. Usa agressivamente as mídias sociais e é o único adversário de Paes que tem conseguido fazer barulho até agora.

O deputado tucano Otávio Leite bem que tentou chamar atenção usando inserções do PSDB na TV para atacar projetos de Paes, como a demolição de um elevado para revitalizar a zona portuária do Rio, mas não é difícil imaginar a falta de apelo de um discurso contra obras numa cidade carente de infraestrutura diante de uma Copa e de uma Olimpíada. O candidato do PSDB é um dos poucos políticos cariocas que resistiu ao troca-troca partidário nos últimos anos. Segue sob a liderança do ex-governador Marcello Alencar desde a década de 90. É bem verdade que Leite nunca foi muito próximo de Paes no PSDB, mas se procurar bem, é capaz de encontrar uma foto sua pedindo voto para ele 2006, quando o atual prefeito foi o candidato tucano ao governo estadual. Contra Cabral. Como se vê, a política carioca é tão ou mais heterodoxa, para dizer o mínimo, que a política paulistana. (Alexandre Rodrigues)

13.07.2012 - 22h28

Samba e especulação na saída da xerife da CVM

A presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana, despediu-se informalmente do cargo na terça-feira (10/7) ao som de samba e chorinho, na casa noturma Rio Scenarium, na Lapa carioca. Ainda sem um sucessor apontado pelo governo, Maria Helena dividiu as atenções mais uma vez com as especulações em torno da escolha do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Nos corredores da autarquia, um novo nome ganhou força na reta final da corrida: o de Sergio Weguelin, atual superintendente de meio ambiente do BNDES.

Weguelin foi diretor da CVM entre 2004 e 2008, mas passou dez meses do mandato afastado voluntariamente, durante uma investigação sobre uma troca de e-mails dele com um investidor internacional. Ele tornou a correspondência pública após ser alvo de uma denúncia anônima de vazamento de informação sobre um parecer, na época em elaboração na CVM, que influenciou a reorganização societária da Telemar. A investigação da autarquia e uma sindicância do Ministério da Fazenda o inocentaram e ele voltou ao cargo, mas ficou marcado pela suspeita, especialmente porque teria recebido pouco apoio dos outros membros do colegiado da CVM, presidido na época pelo advogado Marcelo Trindade e com Maria Helena entre os diretores.

O surgimento do nome de Weguelin, funcionário de carreira do BNDES, animou os servidores da autarquia, que não têm boa relação com a atual presidente e são contra a nomeação de outro egresso da BM&F Bovespa. O diretor Otavio Yazbek, até agora apontado como favorito na sucessão, é ex-funcionário da bolsa assim como Maria Helena. De qualquer forma, ele deve assumir o posto de xerife do mercado de capitais pelo menos interinamente, até que a futura indicação de Mantega seja aprovada pelo Senado. Além de um nome técnico com experiência no colegiado da CVM, o que agrada ao mercado, a nomeação de Weguelin serviria como uma reabilitação decisiva da reputação dele. Ele contaria ainda com o apoio do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, um influente conselheiro da presidente Dilma Rousseff e defensor do estímulo ao mercado de capitais como forma de aumentar as fontes de financiamento de longo prazo para investimentos das empresas, uma das principais preocupações do governo.

Outro candidato forte na disputa é Marcos Pinto, também ex-diretor da autarquia, que atualmente é sócio da Gávea Investimentos. Os nomes dos diretores da Bovespa Carlos Alberto Rebello e Cristiana Pereira perderam força nos últimos dias, assim como o da diretora da CVM Luciana Dias, considerada ainda jovem e inexperiente para o cargo. A advogada Ana Novaes, que também era cotada, acabou de assumir a quinta vaga da diretoria da autarquia, que estava aberta desde janeiro. Os quatro diretores e o presidente da CVM são os juízes da instituição para punir crimes financeiros. (Alexandre Rodrigues)

13.06.2012 - 18h25

Salários bombam no setor de óleo e gás no Brasil

A Hays, uma das maiores empresas de recrutamento do mundo, divulgou um estudo que mostra que o salário médio dos brasileiros que trabalham no setor de óleo e gás subiu 26%, mais do que em qualquer outro país do mundo. O estudo mostra, ainda, que o Brasil é um dos países que melhor pagam nessa indústria – e, na média, paga mais aos profissionais locais do que aos estrangeiros — 42,5% dos profissionais do setor trabalham fora dos seus países de origem. Os brasileiros ganham, em média, 120.000 dólares anuais, enquanto os estrangeiros que trabalham aqui recebem 107.000.

O estudo da Hays revela também que o crescimento do setor de óleo e gás no país está repatriando muitos profissionais que tinham partido para o exterior. De 2011 para 2010, caiu de 20% para 11% o percentual de brasileiros que trabalham no setor e estavam morando fora do Brasil. “É uma questão de oferta e demanda. O Brasil anseia por novos profissionais qualificados, mas eles precisam ser brasileiros pela lei de conteúdo local. Por isso, os salários crescem tanto,” afirma Matt Underhill, diretor administrativo da Hays Oil & Gas. Segundo Underhill, o único país que vive momento semelhante é a Austrália, que teve crescimento de 18% nos salários – tanto dos australianos quando dos que vêm de fora. Lá, se paga, em média, 164.000 dólares ao local e 173.000 ao estrangeiro. A Austrália está investindo pesado para construir sua infraestrutura de exploração de gás do zero,” explica o executivo. (Daniel Barros)

05.06.2012 - 12h45

Roger Agnelli fará joint-venture com mineradora

O empresário Roger Agnelli, ex-presidente da Vale, deve anunciar nesta semana uma joint-venture de sua empresa, a AGN, com uma mineradora estrangeira. Fundada no final do ano passado, a AGN é o que os financistas chamam de investment company (investe apenas recursos dos sócios em empresas e projetos, sem captar recursos de terceiros, como fazem os fundos de investimento). No caso da AGN, os investimentos se concentrarão em três áreas: energia, mineração e logística. Agnelli permanece sem dar entrevistas. No final de 2011 confirmou a EXAME, por email, que a AGN teria três subsidiá­rias. A primeira seria voltada a produção de biomassa para geração de energia; a segunda, a logística, com foco em portos, e a terceira em projetos de mineração de médio porte no Brasil e na África. Na época, o empresário reforçou que permanecerá fora de qualquer negócio que represente competição com a Vale. Ferro e alumínio, portanto, estão fora do objetivo.