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25.04.2012 - 09h07

Estrada precária em Porto Velho pode aumentar o custo do transporte de soja

Os produtores de soja do Mato Grosso estão preocupados com um provável aumento do custo do transporte até Porto Velho. Desde março – início da colheita da safra 2011/12 – a rodovia que dá acesso ao porto de Rondônia está praticamente interditada. A queda de parte do trecho da BR-364, a 12 quilômetros de Porto Velho, tem atrasado a passagem dos veículos de carga e dobrado o tempo para o escoamento da soja. Os caminhões têm demorado dois dias para chegar ao porto. Anteriormente, faziam o trajeto em um dia. Mais de 2 milhões de toneladas ao ano saem da região Centro-Oeste pela capital de Rondônia.

Quanto mais tempo os caminhões ficam na estrada, maior é o preço pago pelo transporte. Para medir os estragos da lentidão do escoamento, a Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso percorreu as rodovias BR-262 e BR-364 que ligam o estado ao porto para avaliar as condições de transporte. O que se constatou foi uma situação precária das estradas. Muitos trechos deveriam estar em obras, mas não existem máquinas trabalhando – o que se vê são apenas placas do governo federal. Os inúmeros buracos obrigam os veículos a invadir a pista contrária – as estradas não são duplicadas. No local onde parte da pista desmoronou, uma ponte provisória foi montada. Somente um veículo por vez com capacidade de até 60 toneladas pode cruzar a ponte. Os caminhões com maior capacidade de transporte precisam fazer um desvio pelos bairros da periferia de Porto Velho. Em pouco menos de dois meses, a nova rota obrigatória arrasou a pavimentação das ruas.

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