Apesar da importância das metas da biodiversidade para o agronegócio brasileiro, nenhuma entidade do setor foi convidada para participar do encontro entre o setor público e as organizações não-governamentais que está acontecendo nesta quarta-feira, 21, em Brasília. O objetivo da reunião é analisar os resultados da consulta pública realizada no início deste ano sobre as metas de manutenção e conservação de áreas verdes que o Brasil precisará cumprir até 2020 – somos um dos participantes do acordo mundial, fechado no Japão há dois anos, que definiu 20 pontos de preservação da biodiversidade. Atualmente, o Brasil tem áreas de preservação permanente e reservas legais, mas elas não estão sendo consideradas para a nova meta. Na Amazônia, por exemplo, quase 40% do bioma não pode ser mexido. Isso significa que a agricultura brasileira poderá ser afetada com a desapropriação de fazendas ou a redução da área de cultivo. “O setor privado agrícola não faz parte do grupo de discussão, o que é preocupante”, alerta Rodrigo Lima, gerente geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais, uma das 11 entidades que se manifestaram contra a exclusão do debate.


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Natalia
Com certea isso é mto preocupante. São assuntos que precisam ser discutidos em conjunto, principalmente considerando-se o ponto em que está o Código Flores...
Natalia
Com certea isso é mto preocupante. São assuntos que precisam ser discutidos em conjunto, principalmente considerando-se o ponto em que está o Código Florestal. Precisamos falar que o novo texto do Còdigo Florestal prevê reflorestamento de áreas, com o objetivo de estabelecer um marco regulatório exequível que concilie produção agropecuária e proteção ambiental. O próprio Rodrigo LIma afirmou que não há dispositivo na nova lei que incentive o desmate, o que existe é o reconhecimento de que certas áreas – onde hoje constam atividades agropecuárias – sejam parcialmente reflorestadas….
Marcello SIlva do Amaral Brito
Isso não é surpresa. Como representante de uma empresa agricola com forte atuação socio-ambiental particpo de vários movimentos ligados a biodiversidade, m...
Marcello SIlva do Amaral Brito
Isso não é surpresa. Como representante de uma empresa agricola com forte atuação socio-ambiental particpo de vários movimentos ligados a biodiversidade, mas é dificil ver alguém das associações de representam o setor nesses fóruns. O que as duas partes (agrícola e ambiental) ainda não perceberam é que uma precisa da outra, cedo ou tarde vão ter que sentar e trabalhar juntos. A radicalização de ambos indica falta de pensamento sistemico e a falta desse está trazendo e ainda trará muitos prejuízos à sociedade brasileira. Esquecem-se do principio da homeostase.