A temporada mais desastrosa de The Walking Dead finalmente acabou

Finale da 7ª temporada trouxe surpresas. A pergunta é se serão suficientes pra trazer de volta os milhares de espectadores que abandonaram a série

**Disclaimer -> sei que esse post está levemente atrasado, uma vez que o último episódio da 7ª temporada foi ao ar no dia 2. Contudo, como sou ainda editora de Mundo e o mundo não para, não consegui publicá-lo antes. Mas, agora, vai!

O início do mês foi de alívio para os fãs de “The Walking Dead“. Depois de uma sétima temporada sofrível, o último episódio (o 99º da história da série) trouxe um pouco de fôlego e algumas surpresas interessantes para os espectadores.

Mas, antes de começarmos a falar sobre o season finale, deixo o alerta: há spoilers. Muitos.

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Em “The First Day of The Rest of Your Life” (“O primeiro dia do resto da sua vida”, traduzido para o português), o sentimento de que algum dos personagens centrais está para morrer é evidente. E isso sempre foi um mérito da série, que consegue ser bem-sucedida em manter a atenção, e a tensão, do público em todos os episódios principais de diferentes temporadas.

Quem não lembra do midseason finale da 4ª temporada? Um dos melhores na minha opinião, no qual Hershel, o fazendeiro e guru motivacional do grupo de Rick, é morto pelo melhor vilão que essa série já viu, o Governador.

Pois, aqui, a tom de que algo muito importante irá acontecer começa a se construir cedo, embora o fato de que seria Sasha a grande estrela do momento não tenha sido exatamente uma surpresa.

Agora, a forma como isso aconteceu foi interessante: depois de conseguir que Eugene lhe entregasse uma substância fatal, ela “aceita” ajudar Negan a lidar com Rick. Ele a coloca dentro de um caixão e a leva com seu grupo para a entrada de Alexandria.

O que ele não esperava era que Sasha tivesse um plano muito melhor em mente. Ela consome a tal substância e morre ainda dentro do caixão. Negan então faz todo um drama para Rick antes de libertá-la. Ao fazê-lo, percebe que ela já está transformada em zumbi e pronta para matá-lo.

Isso acaba não acontecendo, mas que foi bonito de ver o medo nos olhos de Negan, isso foi. Pela primeira vez, o público testemunhou alguma fragilidade por trás daquele sorriso arrogante.

Contrariando as minhas expectativas, o episódio trouxe boas reviravoltas (além, é claro, da quase morte de Negan). Fiquei especialmente em choque com a traição do grupo liderado por Jadis, que mostra ter sido a fonte de inteligência principal dos Saviors sobre os planos de Rick, e aliviada com a chegada de Ezequiel, Carol, Morgan e, melhor ainda, a gigante Shiva.

Algumas perguntas permanecem em aberto e são boas o suficiente para trazer algum ânimo dos espectadores em relação à 8ª temporada. Uma delas é o papel que Dwight terá daqui em diante. Depois de dizer (o que não significa muita coisa) que lutará contra Negan, há espaço para um protagonismo maior no futuro. Mas é difícil prever qual protagonismo será esse.

No geral, foi um episódio, digamos, melhor, ainda mais considerando a irregularidade da sétima temporada como um todo. Se eu tinha prometido nunca mais voltar depois de muitas decepções, fiquei particularmente intrigada com a guerra que deve acontecer daqui em diante. Intrigada não, mas com um sentimento de ambivalência.

Fato é que os produtores da série terão um problemão para resolver antes da estreia da próxima fase e que é voltar a ser um seriado atraente para os milhares de espectadores que o abandonaram no decorrer da sétima temporada.

A série continua entre as mais populares, é verdade. E, justiça seja feita, o primeiro episódio (o fim do mistério de quem, afinal, foi morto por Negan e sua Lucille), foi um dos mais populares da história de The Walking Dead, atrás, apenas, da estreia da 5ª temporada (Terminus, canibais, etc).

O problema foi justamente a falta de ritmo a partir daí. De acordo com números da Nielsen, divulgados pelo site da revista Variety, entre o primeiro e o último episódio da 7ª temporada, a queda de espectadores foi de 33% e, na comparação dos finales, o mais recente registrou a pior audiência desde a 2ª temporada (Saudades, Dale!).

Já na comparação com a 6ª temporada, informou o site Screener, a 7ª observou a retração de 17% na audiência.

Conclusão: estarei de volta para a 8ª temporada. A questão é: será que outros estarão? Espero que a Rosita não…mas esse tema fica para outro post.

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  1. nathália Cardoso
  2. Renato Santiago

    Gostaria apenas de dizer EU JÁ SABIA. Cansei do gibi no terceiro livro.

  3. Thamyris Maciel

    Uai pq nao quer mais ver a Rosita na 8º? rs

    1. Gabriela Ruic

      Olha, eu não tinha nada contra o personagem até a 7ª temporada, mas achei que perdeu um pouco da substância, embora, por outro lado, entenda que muitos dos seus comportamentos possam ser explicados pelo trauma da morte do Abraham.

      Só que pesaram a mão.

      Invés de o personagem incorporar um espírito verdadeiramente justiceiro, acabou se tornando uma ameaça ao grupo (comprovada no sofrível ep. 8) e, apesar de tudo, seguiu perseverando em ações duvidosas que serviram apenas para encher linguiça durante toda a 7ª temporada.

      Gente, vamos lá, né? Mundo pós-apocalíptico, zumbis por toda a parte, um vilão confisca todas as armas do seu grupo, só que você tem um amigo capaz de produzir balas e ainda assim você pede UMA? Incompreensível.

      Enfim, nenhuma das ações surtiram qualquer efeito no restante da série. Até pq, a relação do grupo com Negan se deteriorou muito mais em razão de outras coisas que por causa dessa ÚNICA BALA que ela mandou o Eugene produzir.

      Veja, essa não é, evidentemente, uma crítica à atuação da Christian Serratos, mas sim aos rumos que foram dados para Rosita. Agora, um palpite que eu daria é que alguma coisa surpreendente ainda virá das suas mãos. Aí toda essa mudança será justificada. Até agora, não acho que foi o caso.