Insights da CASE 2015

Na semana passada participei da CASE 2015 (Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo), considerada o maior evento de startups da América Latina, promovida pela ABStartups (Associação Brasileira de Startups) aqui em São Paulo. A experiência foi incrível e a oportunidade de networking foi sensacional. Entre os palestrantes estavam nomes como Alphonse Voigt, do Ebanx, Lincoln Murphy, da Sixteen Ventures, Anderson Thees, da Redpoint E.Ventures, André Street, da Arpex Capital, Morten […] <div class="read-more"><a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/mundo-do-dinheiro/2015/11/11/insights-da-case-2015/" class="more-link">Leia mais</a></div>

Na semana passada participei da CASE 2015 (Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo), considerada o maior evento de startups da América Latina, promovida pela ABStartups (Associação Brasileira de Startups) aqui em São Paulo. A experiência foi incrível e a oportunidade de networking foi sensacional. Entre os palestrantes estavam nomes como Alphonse Voigt, do Ebanx, Lincoln Murphy, da Sixteen Ventures, Anderson Thees, da Redpoint E.Ventures, André Street, da Arpex Capital, Morten Primdahl, cofundador do Zendesk, Andrea Barrica, da 500 Startups e Zach Finkelstein, da Lumia Capital.

O evento durou 2 dias [de muito aprendizado] e os principais temas abordados foram:

– Pessoas e Cultura;

– Customer Success (sucesso do cliente);

– Ecossistema;

– Exits (venda da empresa).

O Spark Awards, principal premiação do universo das startups brasileiras, promovido pela Microsoft e ABStartups, fechou o 2º dia de evento com chave de ouro.

Houve ainda um terceiro dia – chamado “plus day”, quando visitamos a sede do Google, do Twitter, da MOIP, da IBM, da Globo e da Samsung Ocean, finalizando com um happy-hour no recém inaugurado Cubo (espaço de coworking).

A ideia desse artigo é compartilhar, quais foram – na minha opinião – as melhores sacadas do evento.

Uma ideia simples (e genial): nem sempre é preciso criar algo novo, pode-se aperfeiçoar algo que já existe. 

O fundador da OrigaudioJason Lucash, foi o primeiro palestrante. Focando na paixão das pessoas por música, pensando em resolver o problema das caixas de som muito pesadas e difíceis de transportar, ele criou uma solução simples (e genial), um auto-falante dobrável de papelão reciclado, o OrigAudio, um auto-falante de origami (preço: $16.00). Pareceu monótono? Pense de novo! A audiência não piscou os olhos enquanto Jason contava detalhes de sua jornada empreendedora, uma história e tanto. Especialmente quando comentou sobre a sua participação no reality show americano Shark Tank. Durante o episódio, um dos “sharks” investiu na empresa do Jason, o que de fato nunca ocorreu. Ele explicou que contratualmente o investimento só pode ocorrer quando o episódio vai ao ar – e entre o dia da gravação e a publicação se passaram 8 meses – a OrigAudio já tinha quintuplicado seus múltiplos e o valuation era outro. De toda forma, a divulgação no programa ajudou bastante o negócio e as vendas. Ele brincou: I’ve sharked the sharks!

Direto ao ponto:

  • – Uma ideia [por si só] não vale nada! Ideia não tem CNPJ, não tem faturamento, não tem missão, visão e valores. O que vale é EXECUÇÃO!
  • – Não confunda falhar, com fracassar. Você pode falhar muitas vezes, mas o fracasso só acontece quando você desiste.
  • – Ainda é muito alto o índice de estudantes que querem seguir a carreira de funcionário público, é um erro considerarmos que todos querem empreender.
  • – O mercado americano é infinitamente maior que o Brasileiro. Mas quem for empreender por lá, vai enfrentar uma competição muito maior do que aqui no Brasil. Por outro lado, existe uma vantagem competitiva de atuar localmente, os gringos quando vêm para cá não têm intimidade com legislação, cultura, contratação de mão de obra, relacionamento, etc.
  • – É muito importante ter o apoio de quem já “fez”, mentoria é um atalho para o sucesso.
  • – “O Brasil é um país de disrupturas muito mais [de natureza] legislativas, do que de disrupturas tecnológicas. Isso não quer dizer que não temos inovação, temos inovação mas no jeito de fazer.” – André Street.
  • – É muito difícil vender uma startup, é muito mais fácil vender uma companhia. Transforme sua startup numa companhia.
  • – Não é porque uma empresa grande iniciou uma conversa ou até mesmo demonstrou interesse em comprar uma participação numa startup, que isso de fato vai acontecer. Os fundadores devem continuar tocando a operação como se nada houvesse.
  • – Lembra daquele filme, Pay it forward? Pois é exatamente essa a mentalidade lá no Vale do Silício. “Eu te ajudo e você ajuda alguém” [ao invés do tradicional “eu te ajudo e você me ajuda”].
  • – Descubra quem são as maiores referências no seu segmento, e se quiser pedir uma dica envie um email. Suas chances de obter uma resposta são bem altas. As pessoas são mais acessíveis do que pensamos.

E por último, eu gostaria de destacar a importância do contato com esse mundo dos “fazedores”, a relevância da participação nesses eventos para o seu crescimento e do seu negócio.

Você pode assistir na íntegra, todas as palestras da CASE 2015 (e 2014) no canal da ABStartup no Youtube, clicando aqui. Todas as palestras foram realmente muito interessantes, me chamou bastante atenção o painel: “Quanto o ecossistema influencia na aceleração”, onde o Marcelo Eecheverria, fundador da Sywork e o Gabriel Senra, fundador da Linte, contam um pouco de como foi o processo de incubação na YCombinator e na 500 Startups, respectivamente.

Dicas, livros e blogs recomendados durante o evento:

Venture Deals: Be Smarter Than Your Lawyer and Venture Capitalist

Startup CEO: A Field Guide to Scaling Up Your Business

Objectives & Key Results – Google Ventures

Kauffman Fellows Academy

http://sucessodocliente.com.br

http://shipit.resultadosdigitais.com.br

http://www.abstartups.com.br

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Cláudia Augelli

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