O que a Ponte Preta tem feito de diferente com sua marca?

Clube adota inteligente estratégia de marca

Ao contrário do que acontece a maioria dos clubes pelo Brasil e, eventualmente, até mesmo nas consideradas equipes grandes, a Ponte Preta, maior força do interior paulista, tem conseguido manter sua organização financeira em dia. Mas, mais do que isso, chama atenção a estratégia de marca do clube, mesmo diante de tentação financeira de se fazer diferente.

Além de ações sociais que acontecem com recorrência, a Ponte Preta se mantém fiel à estratégia de se associar exclusivamente às grandes marcas. Para exemplificar o que tem feito, o clube recebeu patrocínio da Casas Bahia na partida contra o Corinthians, cerca de 10 dias atrás. Foi a primeira vez que a empresa estampou sua logomarca em uma equipe de futebol após deixar de ser anunciante da TV Globo, em setembro do ano passado.

Ao invés de preencher a camisa com patrocínios considerados “comuns”, a Ponte Preta tem tido como padrão a postura de aguardar parcerias apenas com marcas que também agreguem à imagem do clube. Atualmente, seis marcas importantes são parceiras: Brasil Kirin, Adidas, Pilot, Caixa, Minerva Foods e AM4. Entre as pontuais, além das Casas Bahia, já citada, o time ponte-pretano possui na cartela marcas como Pizza Hut e IBF.

Giovanni Dimarzio, vice-presidente do clube, conta que a Ponte Preta se percebe e inclui como uma das principais forças do estado de São Paulo justamente pelo fato de ter uma estrutura que a deixe neste patamar. “A marca Ponte Preta é muito forte. Nos últimos anos, reestruturamos todos os nossos departamentos, especialmente o de marketing, pois nele víamos um braço importantíssimo de crescimento não apenas institucional, mas também voltado para o futebol. Além das inúmeras ações desenvolvidas, temos essa estratégia de associar o nome do clube a marcas de credibilidade e respeito no mercado. O sucesso disso não é em vão, visto que temos conseguido consequentes parcerias ao longo dos tempos e agregado valor mútuo”, explica.

Com essa estratégia, o clube, mais do que exigir do mercado que reconheça sua grandeza, faz melhor. A Ponte Preta se mostra grande. Lição de casa à muitos clubes que se consideram insuperáveis Brasil afora…

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  1. Fábio Bortolin Britto de Araújo

    Vinícius, você esqueceu de mencionar que há cerca de 20 anos, o time possui um dono. “Sérgio Carnielli” é o dono e “pai” deste time. No balanço aprovado pelo conselho e pelos sócios, o time deve cerca de 140 milhões de reais (não corrigidos, sem multas e sem juros calculados). Carnielli foi presidente por 16 anos e foi afastado pela justiça pela alta dívida que possuía com a agremiação e por não usar um uma empresa “imparcial” na aprovação de suas contas. Durante todos o meses destes últimos 20 anos, Carnielli bancou todas as contas que a ponte não conseguia pagar e faz isso até hoje.

    Carnielli era dono da Tecnol, empresa fabricante de óculos. Desde 97 ganhou muito dinheiro com a venda de atletas e hoje também atua no setor imobiliário, Também abriu empresas para os filhos, como a veterinária 24 horas do taquaral e o My Kitchen, que já fechou as portas.

  2. Evilasio Tenorio

    O problema da mídia “brasileira” é essa mania de só enxergar nas fronteiras do seu quintal. Recomendo à Exame olhar para fora de seu cubículo, e observar grandes feitos realizados por clube que não são “do eixo”. O Sport Recife, por exemplo, se tornou referência em gestão administrativa há muito tempo, e hoje consegue segurar jogadores assediados por outros clubes brasileiros, bem como protagoniza grandes ações de marketing que vão muito além do futebol (como a campanha premiada em Cannes “Adote Um Torcedor”, que permitiu que dezenas de crianças torcedoras do clube fossem adotadas por novas famílias).

    1. Vinicius Lordello

      Evilasio, sou o blogueiro. Conheço o trabalho feito pelo Sport. Ano passado tentamos, inclusive, uma entrevista com a diretoria para falar da gestão e, no entanto, não tivemos resposta. Concordamos que o Sport tem feito um grande trabalho.