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Bovespa: à tarde o mercado precificava, de forma majoritária, um corte de 0,50 ponto porcentual da Selic na reunião de agosto do Copom
São Paulo - A aversão ao risco que tomou conta do exterior desde cedo, com a Espanha e a Grécia no foco dos investidores, fez as taxas dos contratos futuros de DIs caírem em toda a curva a termo nesta segunda-feira. A percepção de que a crise europeia pode aprofundar o viés desinflacionário sobre o Brasil e limitar ainda mais o crescimento elevou as apostas na continuidade do ciclo de queda da Selic.
A redução do ritmo de criação de vagas com carteira assinada no País em junho, conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), contribuiu para a redução de prêmios, ofuscando o IPC-S da segunda prévia de julho, que acelerou ante o levantamento anterior.
Ao final da sessão regular da BM&F, a taxa dos contratos futuros de juros com vencimento em janeiro de 2013 (182.365 contratos) marcava 7,38%, ante 7,41% do ajuste de sexta-feira. A taxa do DI para janeiro de 2014 (202.760 contratos) estava em 7,68%, ante 7,75% do ajuste anterior. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2017 (32.515 contratos) tinha taxa de 8,86%, ante 8,89%, e o DI para janeiro de 2021 (1.620 contratos) assinalava 9,48%, ante 9,52%.
À tarde o mercado precificava, de forma majoritária, um corte de 0,50 ponto porcentual da Selic na reunião de agosto do Copom. No caso do encontro de outubro, as apostas seguiam divididas entre a manutenção e um corte adicional de 0,25 ponto, sendo que o posicionamento neste último caso aumentou. Economista ouvido pela Agência Estado estimou que, considerando apenas duas possibilidades para outubro - manutenção da Selic ou corte adicional de 0,25 ponto -, a curva mostrava hoje, respectivamente, 40% de chances e 60% de probabilidade.
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