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Depois de se reunir na segunda-feira em Washington com o presidente americano Barack Obama, Dilma quer aproveitar a estadia em Boston para impulsionar o programa "Ciência sem Fronteiras"
Washington - A presidente Dilma Rousseff fecha nesta terça-feira sua viagem de dois dias aos Estados Unidos em Boston (costa leste) com uma agenda eminentemente educativa com visitas a dois prestigiosos centros, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a Universidade de Harvard, onde fará um discurso.
Dilma se reunirá primeiro com Susan Hockfield, a presidente do MIT, e participará de uma mesa-redonda com acadêmicos e estudantes da instituição.
Depois será recebida com almoço em sua homenagem oferecido pelo governador de Massachusetts, Deval Patrick, e culminará o dia com uma reunião com o presidente de Harvard, Drew Faust.
Seu último ato antes de partir nesta noite de volta para Brasília será o discurso que pronunciará na escola Kennedy de Harvard, detalha a agenda divulgada pela Presidência do Brasil.
Depois de se reunir na segunda-feira em Washington com o presidente americano Barack Obama, Dilma quer aproveitar a estadia em Boston para impulsionar o programa "Ciência sem Fronteiras", que propõe conceder bolsas de estudos a 100 mil estudantes brasileiros para as 50 melhores universidades do mundo até 2014.
Calcula-se que 20 mil universitários brasileiros poderiam fazer pós-graduação nos Estados Unidos, o que representaria 20% das bolsas e transformaria esse país no principal "parceiro" do programa.
Aumentar a cooperação com os EUA em matéria de educação é fundamental para o Brasil, que é a sexta economia do mundo atualmente e não dispõe do número de técnicos e profissionais necessários para aproveitar sua posição de liderança.
Obama e Dilma também acordaram na segunda-feira aumentar a cooperação bilateral em defesa e agilizar a emissão de vistos de turismo e negócios para seus cidadãos.
Dilma aproveitou a ocasião para manifestar a Obama sua "preocupação" com as políticas monetárias expansivas dos países ricos, que em sua opinião estão colocando em perigo o crescimento das nações emergentes como o Brasil. EFE
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